O sexto episódio de Chefe de Guerra deixou o público em suspense, com alianças perigosas e a sombra da colonização estrangeira cada vez mais próxima.
Agora, com o capítulo 7 — intitulado “Day of Spilled Brains” — prestes a estrear no Apple TV+ no dia 5 de setembro de 2025, é hora de especular sobre os próximos movimentos dos personagens e as consequências da virada dramática que vimos no episódio anterior.
Onde paramos no episódio 6
O último capítulo foi marcado por momentos decisivos:
- Kamehameha instituiu a Lei do Remo Partido (The Splintered Paddle), garantindo proteção a todos os habitantes do Havaí, independentemente de posição social. Foi um passo importante para sua visão de liderança justa, mas também um contraste direto com o caminho sangrento escolhido por Keoua.
- Keoua, recusando qualquer proposta de paz, selou sua traição ao buscar uma aliança com Kahekili, rei de Maui, cuja crueldade cresce a cada episódio.
- Kahekili, por sua vez, mostrou-se cada vez mais instável, levando seu próprio povo ao limite com execuções e torturas, enquanto seu filho Kupule hesita em se voltar contra ele.
- Ka‘iana, sempre dividido entre apoiar a paz de Kamehameha e se render à paranoia de novas guerras, terminou o episódio mais isolado e desconfiado, especialmente após os conselhos de Kupuohi e Ka‘ahumanu.
O terreno está pronto para conflitos internos e externos, e o episódio 7 promete acelerar essa escalada.
A chegada dos estrangeiros: ameaça ou oportunidade?
Um dos grandes pontos levantados no final do episódio 6 foi a iminente chegada dos navios estrangeiros — simbolizada pela figura de Capitão Metcalfe. O título do próximo episódio, Day of Spilled Brains, sugere que o contato com esses forasteiros não será pacífico.
A sinopse oficial já adiantou que haverá um “conflito sobre como lidar com a chegada dos outsiders”. Aqui, podemos esperar um racha político entre os personagens principais:
- Kamehameha pode tentar adotar uma postura diplomática, vendo no contato uma chance de proteger o povo, ainda que com cautela.
- Ka‘iana, que já teve contato direto com europeus, sabe do perigo que representam e pode se mostrar ainda mais desconfiado, talvez até paranoico.
- Ka‘ahumanu tende a manter seu papel de voz da razão, mas também pode se tornar peça-chave para convencer Kamehameha a não subestimar os riscos.
Esse embate de visões pode ser um dos grandes motores dramáticos do episódio, preparando o terreno para uma eventual invasão cultural e política no Havaí.
A aliança entre Keoua e Kahekili: até onde vai no episódio 7 de Chefe de Guerra?
Keoua acredita ter encontrado em Kahekili o aliado ideal para derrotar Kamehameha. No entanto, como vimos no episódio 6, Kahekili não é alguém em quem se pode confiar. Sua brutalidade contra os próprios chefes de Maui já mostrou que ele não hesita em sacrificar aliados quando se sente ameaçado.
É possível que:
- Kahekili use Keoua apenas como peão, aproveitando-se da guerra contra Kamehameha para depois descartá-lo.
- Opunui, o guerreiro mais leal a Kahekili, lidere as tropas e seja peça-chave para manipular o desenrolar da batalha, talvez até planejando eliminar Keoua no processo.
- O episódio 7 dê os primeiros indícios dessa traição silenciosa, deixando Keoua em uma posição mais frágil do que imagina.
Ka‘iana em rota de colisão com Kamehameha?
Um dos aspectos mais interessantes da série tem sido o dilema de Ka‘iana. Ele se mostra cada vez mais dividido entre seu senso de dever com Kamehameha e suas próprias desconfianças. A Lei do Remo Partido, criada por Kamehameha, pode ser o ponto de discórdia definitivo, já que Ka‘iana não acredita na paz como ferramenta de unificação.
No episódio 7, podemos esperar:
- Tensões diretas entre os dois, talvez até uma discussão mais aberta sobre o papel de Ka‘iana no futuro do Havaí.
- A possibilidade de Ka‘iana ser tentado por outras alianças, especialmente se desconfiar que Kamehameha está se enfraquecendo com sua postura pacifista.
- Ka‘ahumanu pode novamente ser a mediadora dessa relação, já que, no episódio anterior, ela deixou claro que o Havaí precisa tanto de Kamehameha quanto de Ka‘iana.
Essa tensão pode preparar o terreno para o que promete ser o grande dilema da reta final da temporada: a lealdade de Ka‘iana.
Kupule contra o próprio pai?
Outro arco que deve ganhar força no episódio 7 é o de Kupule, filho de Kahekili. Ainda hesitante, ele já demonstrou incômodo com a tirania do pai, mas até agora tem cedido ao medo e à obediência.
O título Day of Spilled Brains pode também aludir a mais violência em Maui, onde os abusos de Kahekili talvez alcancem um novo patamar. Isso poderia ser o gatilho para Kupule finalmente tomar uma decisão: continuar sob a sombra do pai ou liderar uma conspiração para derrubá-lo.
Expectativas para o episódio 7
Com apenas três episódios restantes na temporada (serão 9 ao todo), o capítulo 7 deve funcionar como um divisor de águas:
- A guerra contra Kamehameha se aproxima: Keoua e Kahekili vão preparar suas forças, mas talvez já surjam sinais de que essa aliança é insustentável.
- O papel dos estrangeiros cresce: Metcalfe pode introduzir novas armas, táticas ou até promessas enganosas que desequilibrarão o poder na ilha.
- Ka‘iana se torna peça-chave: dividido entre a lealdade e a paranoia, sua posição pode determinar se o caminho do Havaí será de união ou de fragmentação.
- Mais sangue em Maui: a tirania de Kahekili pode resultar em mais mortes de chefes dissidentes, empurrando Kupule para uma decisão irreversível.
Chefe de Guerra entra em sua reta final preparando um confronto inevitável. O episódio 7, “Day of Spilled Brains”, promete ser marcado por traições, disputas internas e o choque cultural com os estrangeiros. Enquanto Kamehameha insiste em construir um reino baseado em leis e compaixão, seus inimigos avançam movidos pela violência e pelo desejo de poder.
O grande suspense agora é: quem sairá mais enfraquecido primeiro? Keoua, ao confiar em Kahekili? Ka‘iana, ao duvidar de Kamehameha? Ou o próprio Kamehameha, ao acreditar que a paz ainda é possível?
O certo é que, com apenas três episódios pela frente, o destino do Havaí está prestes a ser decidido — e a maré de sangue anunciada pelo título do próximo capítulo pode mudar o jogo de vez.