Chernobyl, Euphoria e mais: as 10 melhores séries de Drama de 2019

Chernobyl, Euphoria, Stranger Things e muito mais: HBO e Netflix são destaques entre as melhores séries do ano

Um ano com Chernobyl e Euphoria. Que ano, senhoras e senhores.

Mesmo que 2019 tenha deixado a desejar em diversos aspectos, é inegável que a televisão teve um de seus melhores momentos no último ano. Foi muito difícil montar um TOP 10, pois tínhamos muitas ótimas opções para preencher a lista.

E você? Quais as suas séries favoritas do ano? Conta pra gente: quem faltou na nossa lista e quem não merecia entrar?

Confira abaixo, em ordem alfabética, as melhores séries de Drama de 2019:

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The Boys, Amazon Prime Video

1ª Temporada
Criada por: Eric Kripke, Evan Goldberg e Seth Rogen

Apesar de ainda serem sucesso absoluto em diversas mídias, os super-heróis já levantam um debate sério: ainda há espaço e paciência para o gênero e seus personagens? Para The Boys a resposta é simples: os “heróis” têm que morrer. Em um ambiente já saturado, a série da Amazon Prime encontra uma forma de reformular questões e clichês, propondo uma nova forma de se enxergar os super-humanos. O resultado é uma aventura calibrada no humor e na ação, com personagens bem construídos em uma mitologia sólida. É um dos shows mais fáceis de se maratonar este ano, além de um dos mais divertidos.

 

 

Chernobyl, HBO

Série Limitada
Criada por: Craig Mazin

Chernobyl é o sucesso que se tornou pois ancora sua história no nível pessoal. O foco não é a tragédia em si (embora faça um ótimo trabalho de reconstituição), mas os reflexos que o acontecimento teve na vida de milhares de pessoas, espalhadas pelos diversos níveis espaciais e de hierarquia. Aqui, vemos o drama dos principais líderes e dos bombeiros que trabalharam na fatídica noite. Mas não só: vemos famílias, trabalhadores e até mesmo animais que sofreram nos dias – anos! – que sucederam a explosão do reator. É no estudo intimista e na reconstrução milimétrica que Chernobyl se eleva ao posto de obra-prima. O trabalho é tão bem feito que quase podemos sentir a radiação. A direção de arte, que recria em detalhes os ambientes e a época, é sublime.

 

 

Euphoria, HBO

1ª Temporada
Criada por: Sam Levinson

Ao colocar todos os seus personagens no mesmo evento e catalisar seus dramas com a aproximação iminente, Euphoria poderia errar pelos próximos quatro episódios seguintes, pois já teria acertado com precisão no quarto capítulo. Assim como Looking for Alaska, Euphoria entende o jovem moderno como poucas. Sam Levinson, que escreve e dirige os melhores momentos, capta a voz e as angústias da geração atual com maestria. Seus personagens falam e agem como os adolescentes problemáticos que são. É, por isso, uma série difícil de se assistir. A realidade dói, e a produção da HBO não ameniza nenhuma investida. Assim como os jovens vistos aqui, o visual vibra e chama atenção, sendo um dos melhores do ano.

 

 

Looking for Alaska, Hulu

Série Limitada
Criada por: Josh Schwartz

Looking for Alaska começa parecendo uma drama adolescente básico, daqueles que já lotaram a indústria cultural. É com o passar do tempo, e retrabalhando ideias do livro de Jon Green, que a série revela sua intenções e a profundidade de suas discussões. Embora trate das questões mais banais do amor e do amadurecimento, o roteiro surpreende ao não poupar o público de decisões difíceis. Não há a glamourização do adolescente rebelde e dos erros da juventude. Há, contudo, alcoólatras, dependentes químicos e jovens com os mais variados tipos de traumas e problemas. Ainda assim, Alaska não pesa a mão e amarra tudo com luz e uma boa dose de nostalgia. A tristeza está lá, mas a série entende que a alegria e o aprendizado muitas vezes vem no mesmo pacote.

 

 

The Mandalorian, Disney Plus

1ª Temporada
Criada por: Jon Favreau

A Disney conhece o seu público, e é por isso que The Mandalorian acerta em todas as apostas que faz. Ágil (seus capítulos possuem 30 minutos), a primeira série do universo Star Wars enche os olhos e o coração dos fãs. Trata-se de uma aventura à moda antiga, alicerçada no espírito do faroeste e afiada no humor. A história é simples e os personagens cativantes, algo muito próximo de Uma Nova Esperança. Nas mãos de Jon Favreau, The Mandalorian se tornou não só uma das melhores séries do ano como um dos melhores produtos de Star Wars.

 

Mindhunter, Netflix

2ª Temporada
Criada por: Joe Penhall

A construção cuidadosa da trama e dos personagens de Mindhunter são raras na TV. Em um meio onde as séries precisam envolver com rapidez e manter o público alerta com reviravoltas e ação, o drama da Netflix apela para um desenvolvimento calmo, quase contemplativo. Brincando com a curiosa morbidez da audiência com relação aos crimes e seus autores, Mindhunter cria um mosaico sobre a natureza humana. O debate, entretanto, não é feito de respostas, mas de perguntas. Assim como os protagonistas, que descobrem um novo método de investigação, a série se debruça em questionamentos e dúvidas, jamais em certezas. No final, ao atiçar nossa curiosidade e avivar nosso divertimento com relação ao macabro, Mindhunter provoca ao nos revelar que talvez não sejamos tão normais quanto pensamos.

 

Pose, FX

2ª Temporada
Criada por: Steven Canals, Brad Flachuk e Ryan Murphy

A categoria é: UM DOS MELHORES DRAMAS DE 2019! Pose, série do FX criada por Ryan Murphy, se consagrou como uma das melhores coisas na TV neste ano, justamente por ousar. Ela continuou sendo a série com maior número de personagens gays e trans, e indo além ao abordar com clareza (e de forma crua) como foi a proliferação da AIDS na década de 1980 e 1990. A série soube dosar o humor e o drama, fazendo nos emocionar a cada episódio. Além disso, utilizando muito da nostalgia da década de 1980, a série também homenageou clássicos da cultura pop e musical, que ficarão marcados para sempre em nossa memória.

 

 

Stranger Things, Netflix

3ª Temporada
Criada por: Matt Duffer e Ross Duffer

Stranger Things chega ao seu terceiro ano com o objetivo de se consolidar. Depois de roubar a cena com uma primeira temporada de sucesso, o programa manteve a audiência em um segundo ano correto. Agora, às portas da maturidade, o show dos irmãos Duffer chega ao seu melhor momento, firmando-se como uma das melhores e mais divertidas produções da atualidade. O frescor das referências oitentistas e a fofice do elenco mirim já passaram. Restou, portanto, o trato na história e a solidificação da mitologia. O resultado é promissor e a terceira temporada revela-se com a melhor e mais segura da série.

 

 

Succession, HBO

2ª Temporada
Criada por: Jesse Armstrong

A maior certeza com relação a Succession era que ela estaria entre as melhores séries do ano. A maior dúvida era sobre qual gênero ela se encaixaria: na lista dos dramas ou das comédias. Apesar de constar aqui, o projeto da HBO poderia marcar presença em qualquer seleção. Ao estilo de A Grande Aposta, Vice e O Lobo de Wall Street, Succession conta uma história séria, com a grife e a importância do drama mas sem jamais perder o senso de deboche. Nesta perspectiva, a série sobre uma família multimilionária que briga pela liderança de um conglomerado de comunicação é tanto uma tragédia quanto uma comédia escrachada. O grande trunfo de Succession é que ela funciona das duas formas.

 

 

When They See Us, Netflix

Série Limitada
Criada por: Ava DuVernay

Quando um dos jovens protagonista de Olhos que Condenam pega seu instrumento de sopro e senta em um solitário banco, a série atesta sua inabalável criatividade na dramatização da realidade e na eficácia do debate. No meio da rua, o menino passa despercebido. Ninguém que caminha por ali parece notá-lo. Por mais que ele faça barulho, o mundo segue em frente em sua crueldade institucionalizada. Em quatro capítulos, Olhos que Condenam atinge a potência e a catarse que poucas séries conseguem, mesmo as mais veteranas. Com atuações impecáveis (com destaque para Jharrel Jerome, na performance de sua vida) e direção precisa de Ava DuVernay, Olhos que Condenam é uma obra-prima para marcar a história da televisão moderna.

Chernobyl

Menções honrosas

 

Killing Eve, BBC America

2ª Temporada
Criada por: Phoebe Waller Bridge

Killing Eve precisava entrar na nossa listinha e acabou vindo como um bônus. Isso porque a atração continua ainda firme e forte no quesito surpreender. E se na primeira temporada o destaque foi para Sandra Oh, neste ano todos os olhos voltaram-se para a personagem de Jodie Comer. Dando vida a Villanelle, a atriz elevou o nível da loucura e da insanidade criando uma das maiores vilãs da TV – ao mesmo tempo que deu sentindo ao sentimento obsessivo que ambas as protagonistas sentiam uma pela outra. Com boas histórias, ação e reviravoltas intensas, Killing Eve esteve no hall das séries que precisavam ser vistas.

Chernobyl

 

Love, Death + Robots, Netflix

1ª Temporada, antologia
Criada por: Tim Miller

O ano foi tão bom para a TV que temos espaço até para menção honrosa. Não que Love, Death and Robots não mereça um cantinho no Top 10, mas o projeto da Netflix é muito “diferente” para ser categorizado. Com capítulos curtíssimos, onde alguns sequer chegam aos dez minutos, a ambiciosa produção está mais próxima do Drama do que da comédia, apesar da duração de suas histórias. Ainda assim, LD+R é muito maior do que um rótulo: há ficção, distopia, romance, humor, crítica social e uma infinidade de ideias narrativas e visuais que enriquecem a experiência. Trata-se de um feito tecnológico notável, além de um divertimento de primeira.

Chernobyl

Matheus Pereira

Matheus Pereira

Gaúcho, estudante de jornalismo e viciado em séries. Tem séries pra assistir de mais e tempo de menos. Séries favoritas? Six Feet Under e Breaking Bad.

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