Chicago Fire – 4×05 – Regarding This Wedding

Chicago-Fire

Imagem: Arquivo Pessoal

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Este episódio foi light e um acalanto ao meu nobre coração. Sempre é muito bom ver o Batalhão na vibe de família, um conceito que ganhou mais força esta semana. Só assim para preparar o terreno para Riddle, mais conhecido como aquele que não tolera qualquer gesto afável. Como lidar com esse cidadão que não quer saber de nada, a não ser vencer nem que tenha que esmagar o 51º?

Personagens assim não possuem vida longa em Fire, vide Welch e Pridgen, mas considerando o início desta temporada, que apostou firme e forte no prolongar de uma trama que amarrou o trio, ver o mesmo acontecer com Riddle pode ser um indicativo de que tão cedo Boden e Cia. se livrarão dele. O que não é ruim, pois o achei bem interessante por ir direto ao ponto, não fazendo pose como os dois “vilões” anteriores (que ninguém se lembra mais).

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Da mesma forma que Fire precisa de histórias mais consistentes, o mesmo vale para os novatos. Deu para notar que os escritores se atentaram a isso e quero pensar que a S3 ensinou muito. Até então, Riddle é astuto e ousado, e tem plena capacidade de tacar fogo no 51º. Inclusive, elevar as atuações dos demais personagens, especialmente daqueles que pegou pra Cristo, e tensionar a trama. Às vezes, nem toda ação compensa estresse emocional.

Para ficar ainda melhor, a história de Riddle fez uma volta nos tornozelos de Patterson. Outro que já criei certo abuso, mas tenho gostado de acompanhar o desenvolvimento. O atual Tenente está balançado com o modo de operação do Batalhão (ao que aparenta) e não consegue contornar nem uma festinha de casamento. Saber que há uma espécie de aliança entre esses dois personagens não foi uma novidade, mas o que os diferirá daqui por diante serão as escolhas e como isso os mudarão.

Afinal, ambos estão contra o 51º. Cada um a sua forma, porém, todos visando status e prestígio.

Quem merece um destaque nesta resenha é dona Dawson. Que prazer tê-la na minha lista de personagens maravilhosas da televisão. A promo enganou tão bem que achei que ela ficaria abatida depois da perda do bebê. Fiquei feliz por vê-la escolher ser forte e se apoiar no 51º. Não que chorar seja errado, mas Gabby não faz corpo mole, é destemida e tem um ego imbatível. Características que botaram Riddle deliciosamente no seu devido lugar. O que preocupa é a clara negação e penso que é fácil esperar o dark side vindo à tona.

Mesmo com um casamento lindo, o final do episódio impôs a próxima treta: Severide vs. Patterson. Um sabe que está preparado para retomar a liderança. O outro só quer mostrar serviço. Briga de Titãs. Digo, de Tenentes, que tem tudo para ser um belo de um aceno ao comportamento de Kelly no início de Chicago Fire. O cara não leva desaforo e já prevejo muitos ânimos à flor da pele.