Chicago Fire – 5×21 – Sixty Days

Imagem: Elizabeth Morris/Divulgação NBC

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Que episódio meia boca.

Severide, como sempre na série, voltou a ser o grosso. Sempre que existe alguma treta envolvendo o personagem, e ele se dá mal, Kelly fica rabugento ao extremo. Meio que destratou Kannell no início, foi um perfeito chato. Em nome do Pai, deixem ele em paz. Façam um plot decente pro personagem. Não aguento saber que ele é a Meredith da série, nunca tem momentos bons e duradouros. Pelo menos ficou rabugento em um episódio, Kannell ajudou a amansar ele. Stella continua sendo uma ótima companhia, não deixando ele cair no ostracismo e no limbo das lembranças de Anna. Melhor personagem do episódio até então.

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Cruz entrou numa gelada com a história de ser segurança. O cara que foi ferido por ele o denunciou ao CFD, e ele acabou suspenso por 60 dias sem pagamento. Entendo o pensamento dele, e entendo também a necessidade de colocar um plot para os personagens eventualmente, mas foi extremamente desnecessário o resultado, com Mouch tentando ajudá-lo. É uma possível saída do Christian Stolte, interprete do bombeiro? Sim, mas estão errando a mão com ele. Mouch, apesar de sentar no sofá o turno inteiro, ainda é um grande bombeiro. A idade chega pra todos, mas esse tom discriminatório, que senti em todo o episódio, foi bem nada a ver. Se Mouch for mesmo se aposentar, que seja com honras, pela grande contribuição em mais de 30 anos de trabalho como bombeiro em Chicago. Agora quando a pedra aperta o sapato do Cruz, ele se torna insuportável. Ou eu que estou muito ranzinza.

Gabby e sua família, como lidar? Ramón, seu pai, reapareceu neste episódio, tentando reavivar o contato com a filha depois do divórcio com a mãe da paramédica. Sinceramente, achei o ponto alto do episódio. Gabby sofrendo pra lidar com a situação, já que a família era muito unida. Ramón ainda estava devendo dinheiro desde que assinou o divórcio, e andou bebendo mais do que devia no Molly’s. A cena em que Matt e ela escoltam o senhor ébrio para fora do bar mostra a evolução da personagem. No início, apaixonada por Casey, porém contida pelo bombeiro ter uma esposa. Ao longo das cinco temporadas, com a aprovação no exame para Bombeiro, a chegada e partida de Louie fez com que ambos os personagens evoluíssem muito. Ela não deixou de ser impulsiva e ele não deixou a síndrome do Superman, mas ambos tiveram uma crescente ótima.

Aliás, sobre Casey, a frustração em não conseguir ajuda para o bombeiro que segue em recuperação desde o último incidente foi tanta que ele não influenciou em basicamente nada no episódio. Claro que fiquei com ódio do outro vereador, que escutou o lado dos bombeiros e mesmo com bons argumentos, achou que Casey estava dando margem para receber mais dinheiro dos contribuintes. Não vou negar que as vezes Casey advoga em causa própria (vide a vez que ele conseguiu equipamentos melhores para o Batalhão), mas dessa vez era muito pessoal para o bombeiro.

Com um episódio para a finale, senti que foi a temporada mais morna até então. Personagens que evoluíram e involuíram na mesma temporada, uns que foram esquecidos, outros que foram lembrados até demais. Mas season finale de Chicago Fire é uma tragédia a parte, e fico na espera do que ocorrerá!

Ana Maria de Oliveira

Ana Maria de Oliveira

Jornalista e uma decepção como digital influencer e youtuber. Desde 1993 sendo trouxa e shippando quem não deve. Aqui no Mix de Séries é editora e tradutora de notícias e escreve reviews de The Last Ship e The Rookie.

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