Chicago Fire & PD: a nova franquia bem sucedida de Dick Wolf

Séries conquistam o sucesso de diferentes formas. Algumas conseguem com uma alta audiência, outras com um grupo de fãs sólidos… Entretanto, algumas séries conseguem o sucesso sem qualquer um destes impulsos, tendo apenas qualidade em suas histórias. E é isso que a nova franquia que Dick Wolf vem produzindo para a NBC.

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Quando estreou em setembro de 2012, Chicago Fire não recebeu muito destaque. Seu piloto foi assistido por modestos 6 milhões de espectadores, e seu elenco é composto por 90% de atores desconhecidos pelo público. Dos rostos conhecidos, se destacam apenas Jesse Spencer (que ficou conhecido pela série House) que da vida ao Tenente Casey, e Taylor Kinney (que já tinha feito participações em The Vampire Diaries, Castle e protagonizou a série Trauma em 2009) no papel do Tenente Severide. Entretanto, pouco a pouco, o show que tem a tarefa de mostrar o cotidiano dos bombeiros de Chicago – e consequentemente o drama de suas vidas pessoais, foi cativando o espectador com boas histórias, dramas intrigantes e cenas de ação que foram melhorando ao decorrer de sua primeira temporada. Logo, a série acabou se consolidando nas quartas às 22h, na faixa dos 7 milhões, e com demo 2.0 na faixa etária 18-49, provando ser um show mesmo que modestamente, caiu na graça do público.

 

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Elenco encabeçado por Jesse Spencer e Taylor Kinney em ação na série conduzida por Dick Wolf.
 

Apesar de ter sido criada por Michael Brandt e Derek Hass que já tinham realizado parcerias no cinema como + Velozes + Furiosos (2003) e Os Indomáveis (2007), Chicago Fire é produzida pela mente por trás da franquia Law & Order: Dick Wolf. Seu nome é muito respeitado no meio da TV, e muito se vê de sua marca “realista” na série dos bombeiros, que foi consagrada nos Estados Unidos durante os anos 1990. O preconceito foi sendo vencido pouco a pouco, quando Fire demonstrou não ser apenas uma série com bombeiros “boa pinta” que fazem as mulheres suspirarem. Muito pelo contrário, o apelo sexual da série é quase mínimo, frente às situações de risco que os personagens enfrentam semanalmente. Mas claro que, sobra espaço para as boas e velhas discussões e triângulos amorosos, problemas familiares e todos aqueles plots que um bom apreciador de séries de TV gosta. Prova disso é que os treze episódios encomendados inicialmente, logo se tornaram dezoito, mas a primeira temporada da série acabou tendo impressionantes vinte e quatro episódios – 11 a mais do que previsto inicialmente.

E a NBC mostrou tanto confiar no potencial da série que, antes mesmo de confirmar a renovação de Chicago Fire, o canal já tinha anunciado que a série iria ganhar um spin-off – as famosas séries derivadas, que acompanharia um departamento de polícia de Chicago, tendo o personagem de Jason Beghe, o Sargento Voight como protagonista. Chicago PD logo foi ansiada pelos fãs da série dos bombeiros, ainda mais porque ao contrário de Fire, seria uma criação direta de Dick Wolf – que cá entre nós entende bem em fazer séries policiais. A expectativa para a série dos detetives e homens que servem o Departamento de Polícia de Chicago foi bem grande: seu piloto foi assistido por mais de 8 milhões de pessoas além de ter consolidado uma demo 2.0. Com poucos episódios, a série já se apresenta sólida, sendo o resultado já o esperado: tanto Fire quanto PD foram renovadas para suas respectivas terceira e segunda temporadas.

 

Jason Beghe e Sophia Bush são as principais estrelas de Chicago P.D.
 

O novo “império” de Wolf na TV ainda está tímido e no início, mas já se especula em várias mídias que a NBC em breve poderá encomendar um terceiro ato da franquia, desta vez tendo como foco um hospital na cidade de Chicago. Quando questionado sobre isso, Dick não fechou a possibilidade, mas explica que há prioridades, como tornar Fire e PD grandes sucessos. Entretanto, o veterano escritor aponta que a razão de seus novos shows serem tão grandiosos é justamente por se situarem em Chicago (que foi o lar de E.R. – Plantão Médico por quinze anos, e é atualmente de The Good Wife, Mike and Mollly, The Crazy Ones entre outras). Segundo ele, a cidade representa maravilhosamente bem os melhores dos valores e ideais americanos, paralelo a características ruins que são um prato cheio para programas como Chicago Fire  e  Chicago P.D.  E acrescenta-se a isso, a importante interação que ambas as séries podem proporcionar por se passarem no mesmo local – diferente da maioria dos spin offs que geralmente se ambientam em locais diferentes. Essa facilidade permitem por exemplo que personagens possam flutuar entre ambas as séries, como é o caso da Detetive Lindsay, interpretada por Sophia Bush em Chicago PD., que está sempre marcando presença na série dos bombeiros.

Se você ainda não conferiu nenhuma das duas séries, já tem dicas para uma próxima maratona. Com certeza, será um entretenimento certo.  E o desejo que fica é que a franquia continue crescendo em qualidade, e que possamos em breve termos mais uma “cria” deste universo. Parabéns Dick Wolf e vida longa a Chicago Fire e Chicago P.D.