Chicago Justice ainda não convenceu e é bem inferior às outras séries “Chicago”

CHICAGO P.D. -- "Justice" Episode 321 -- Pictured: Philip Winchester as Peter Stone -- (Photo by: Matt Dinerstein/NBC)

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Essa semana estava eu assistindo Chicago Justice – o quinto episódio desta primeira temporada, contando com o crossover que introduziu o show, e peguei me pensando: “Que série chatinha…”. Mas espera, “logo eu”, fã incondicional da “Franquia Chicago”, #Linstead Forever, defensor ferrenho de Chicago Fire, apaixonado eternamente pelo Chicago Medical Center, achando isso de uma série dessa franquia? É, tem algo errado!

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Chicago Justice nasceu da vontade de Dick Wolf transformar essa franquia na sua “nova Law & Order“. Não que ela já não fosse, visto que a série possui todo um universo a ser explorado, personagens transitantes de uma série para outra, e casos semanais baseados ou inspirados – muitas vezes – em histórias reais.

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Mas o que está acontecendo Chicago Justice? Se ela repete da fórmula que deu certo uma, duas, três vezes… porque ela ainda não engrenou? No que os produtores estão errando?

Saturamento, falta de inovação e de personagens cativantes. Chicago Justice precisa melhorar…

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Acho que dois grandes problemas atrapalham, hoje, o desenvolvimento de Chicago Justice. Primeiro: o saturamento. A série é um repeteco de outras produções de Wolf, como Law & Order e a própria Chicago P.D.. Fala sério, Chicago Justice levou um personagem de P.D. pra sua história, além de já ter mostrado – com apenas cinco episódios – diversos personagens de Law & Order. A série não encontrou uma identidade própria e está presa nesse mundinho entre as duas séries que já possuem uma fã-base consolidada. Quando a série mudou seu nome (inicialmente iria se chamar Chicago Law) para Chicago Justice, havia ficado claro que eles trabalhariam com casos criminais, mas isso já é explorado em muitos shows de Wolf e esse suturamento vem estragando a série. Gostaria de assistir à um episódio de Chicago Justice sentindo que estou assistindo Justice e não à um episódios de P.D. ou Law & Order. Uma pena que ela não irá explorar a advocacia para outros planos – como The Good Wife fez e The Good Fight vem fazendo formidavelmente.

O outro grande problema de Chicago Justice é a falta de personagens cativantes. Não tem um que se salva. Nem mesmo Antonio, que era um personagem ótimo em Chicago P.D., tem sido relevante para a história. Está ali, em banho-maria, fazendo um serviço com sua parceira Laura, sem grandes novidades. E o que dizer de Stone? Philip Winchestes está completamente engessado no papel, e não é por falta de competência do ator. Porém, a direção que tem se dado ao personagem está acarretando na falta de brilhantismo do personagem. Sua arrogância, sua convicção está fazendo o público sentir uma repulsa à ele – da mesma forma que o público repudiou Olivia Pope na primeira temporada de Scandal, por exemplo. É preciso fazer com que ele seja “mais humano”, cometa erros. Saia da carcaça e do pedestal envolto a seu personagem.

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E o que dizer de Carl Weathers, grande ator que está sendo complemente “injustiçado” e se tornando a ironia para o nome da série. Seu personagem, Mark Jefferies, precisa urgentemente de destaque. Primeiro, porque ele é o “dono da porra toda”, e segundo que Weathers é um nome de peso para a série, com potencial inestimável e com uma carga dramática que precisa ser explorada.

Alô Dick Wolf, bora acordar e tentar corrigir isso enquanto dá tempo? A série já vem sendo exibida em um dia ingrato – domingo, que não é famoso por reter boas audiências. Se continuar com esses problemas, já sabe não é? A queda de audiência será eminente. Confesso que estou bem decepcionado com essa série. Claro, me manterei firme e assistirei os 15 episódios encomendados para a primeira temporada e analisarei como um todo o que a série poderá acrescentar para franquia. Se nada mudar, largarei na certa.