Chicago Med – 1×07 – Saints

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Imagem: NBC

 

Até em que ponto o ser humano pode pensar no próximo? Este foi o grande tema explorado no sétimo episódio de Chicago Med, que serviu para consolidar ainda mais esta nova série da franquia de Dick Wolf. Duas ações estiveram ligadas no turno mostrado esta semana: um casal que deu entrada na emergência por serem atropelados, e o homem que causou o acidente – e que na verdade era um ex-presidiário que havia roubado o carro.

Estas duas histórias foram bem interessantes e serviram para explorar temas que tocaram os espectadores. No caso do casal, a ocasião era na verdade o seu primeiro encontro, e um não conhecia o outro direito. O rapaz que sofreu um sangramento interno acabou levando o Dr. Rhodes com a Dra. Zanetti, me fazendo perceber que na verdade o “encrenqueiro” no ambiente é Connor. Isso em algum ponto irá prejudicar o personagem que já não é muito “querido” por todos ao seu redor.

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Imagem: NBC

Já o homem que roubou o carro foi tratado pelo Dr. Halstead, que acaba descobrindo um câncer no paciente – que já tinha ciência da doença. Na verdade, o homem roubou o carro e cometeu o acidente propositalmente para que fosse preso novamente e recebesse o tratamento de graça, já que, depois da cadeia ele não conseguiu se estabelecer. Will e seu Jay – que deu um pulinho até o Chicago Med para participar do caso, discutiram tal dilema. Teria sido um erro honesto? Creio eu que qualquer desculpa não justifica o ato do homem mas, temos que concordar que os cuidados médicos públicos não são lá grandes coisas.

Um outro caso interessante no episódio foi de uma garota que há dez anos visitava o Chicago Med em busca de um transplante de medula óssea. Quando finalmente ela consegue, o transplante é cancelado por conta do irmãozinho da garota estar arrecadando fundos para agradecer o doador, podendo ser interpretado como uma “compra” de medula. O hospital queria evitar um processo legal mas Goodwin lutou até o fim para que o transplante ocorresse. A crítica nisso tudo foi excelente, ao passo de que, a garota precisou quase morrer para o hospital finalmente liberar o transplante. Alguma semelhança com a realidade?

O nome do episódio “Saints” também pode ser referenciado ao paciente de April, que vinha sendo tratado nos últimos meses por ser caridoso demais. Bobby era um homem que morava em um abrigo e ajudava os outros dando tudo o que tinha, o que ganhou a admiração da enfermeira. Na verdade, o Dr. Charles achou um tanto estranho tais ações que lhe proporcionavam sempre ferimentos e o psiquiatra acaba descobrindo que o homem havia tido um derrame há alguns anos que o deixou “patologicamente generoso” por conta de lesões cerebrais. O homem, que acabou sendo “curado”, levantou a questão se existem homens e mulheres que colocam o bem estar do próximo acima de qualquer coisa, tendo a resposta de April bem à sua frente, afinal, os médicos do Chicago Med são um grande exemplo deste tipo de ser humano.

Nat está lá curtindo Owen, que acaba de nascer, e sua sogra (que agora está sozinha no mundo) apresentou o medo de que a moça vá embora com o neto para Seattle. Will, que estava todo afastado de Nat por conta do chega pra lá que recebeu da mulher, acabou se aproximando da “amiga” novamente, e desta vez com o aval da sogra, que parece ver em Will uma oportunidade manter Nat em Chicago. Parece que Meggie não está mais sozinha no time Manstead. Ah, qual é, eu também estou torcendo pelo casal e vocês?

Foi mais um bom episódio de Chicago Med, mais leve em relação ao de semana passada, mas mesmo assim intenso e bem dosado nas emoções.

Semana que vem, questões familiares serão colocadas em prova no retorno de Nat à emergência. Veeeem logo!

 

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Anderson Narciso

Anderson Narciso

Criador, editor e redator do site Mix de Séries, é apaixonado por séries desde sempre. Fã incondicional de One Tree Hill, ER, Friends, e não perde um episódio da Franquia Chicago.

1 comment

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    Beatriz Miranda 30 janeiro, 2016 at 16:36 Responder

    Estou torcendo pro casal Manstead, acho eles muito bonitinho juntos. Mas, apesar de gostar deles juntos, tenho q admitir que é meio cedo pra introduzirem o romance dos dois na história, ela acabou de ter um neném, filho do marido que morreu a apenas 6 meses, seria muita forçação de barra, acho que no fim da temporada é um bom tempo para eles terem alguma coisa. E só uma coisa q me incomoda em Chicago Med, não existe vida fora do hospital, é o ep todo lá, sem mostrar sequer um pouco da vida pessoal do pessoal dos personagens. Até a bolsa da Nat rompendo no ep anterior foi no hospital, que imprevisível, não?

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