Chicago P.D. – 3×04 – Debts of the Past

Chicago-PD

Imagem: Arquivo Pessoal

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Não sei nem o que dizer sobre este episódio de Chicago P.D.. Ainda estou emocionalmente afetada e sem palavras. Quando a trama centraliza dois queridos, quero chamar a turma de Chicago Med para me dar um auxílio. Foi tudo intenso, inquietante e assustador. Um baita divisor de águas para o relacionamento de Voight e de Olinsky.

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Tirando a premiere, esse ano da série tem acertado no tom de tramas mais pessoais, independente do foco central, investida que traz à tona as mais variadas emoções. A história da vez foi tão complexa quanto os sentimentos que atordoaram nossos queridos personagens. Não mais que Hank, o escolhido que segurou firme para não cometer uma besteira.

Ao contrário dos episódios que o centralizaram, sempre com foco na pauta corrupção, o Sargento nem quis saber de ter cautela com a sua reputação. Algo que normalmente faria por causa do peso do passado. Anteriormente, ele costumava ser mais cuidadoso para não ter uma surpresa que o comprometesse diante da sua equipe. Agora, Voight simplesmente se jogou e nem a tela inteligente de Mouse o parou. Jason Beghe sempre terá todas as medalhas. O cara atua demais. São em episódios assim que ele brilha completamente – o que nunca é uma dificuldade.

Voight não sossegou até desatar um nó que quase custou sua amizade com Al, outro que chegou muito perto de perder as estribeiras, mas continuou com a cabeça erguida, até quando foi meio que acusado de ter participado de um esquema corrupto. Beckett não foi aquele vilão que transita e caçoa da lei, sendo apenas um nódulo de tensão que elevou os ânimos desses personagens ao ponto de quase separá-los. Não foi possível lidar com isso.

Olinsky teve que mostrar serviço para se provar. Nada mais triste que ser acusado injustamente por alguém que confia. Por segundos, acreditei que Al foi uma vez corrupto, mas meu amor por ele anulou essa impressão. Não acho que ele iria tão fundo quanto Hank. O elo familiar dele diz muito, algo que tenta consertar até hoje, e que deve tê-lo impedido de fazer burradas que o botassem diretamente na cadeia. Ainda mais por causa da Lexi. Para quebrar essa minha suposição, só mostrando como Voight foi corrompido, tanto no profissional quanto no pessoal, e o que os tornaram cúmplices de crimes.

O episódio não destacou os outros personagens, mas todos tiveram um ótimo ritmo e abraçaram um incômodo como se fosse deles. Por isso que tramas mais pessoais sempre funcionam por testarem todos os envolvidos. O trabalho de edição merece uma menção honrosa, pois contribuiu para aumentar a aflição de determinadas situações, como a caça de Burgess e de Roman atrás dos menores infratores, e a do estacionamento, o que deu a impressão de que todo mundo tomaria bala gratuita. Foi bom demais e queria que o episódio não tivesse acabado.

Por mais episódios que foquem no Voight. Um investimento que não dá erro.

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