Chicago PD – 3×05/06 – Climbing Into Bed/You Never Know Who's Who

Chicago-PD
Imagem: Arquivo Pessoal

 

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Este é aquele episódio, na verdade dois, que deixo o critério de opinião mais nas mãos de quem assiste, pois parte dos meus sentimentos ao que aconteceu esta semana foram um tanto quanto comprometidos. O que posso dizer é que todo o pique maravilhoso das últimas semanas entrou em pausa, e agradeço por essa dobradinha ter acontecido de uma vez só. Casos fracos e pouco respaldados não afetam os personagens em Chicago P.D..

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Não que eu quisesse choradeira sem fim, mas os membros da UI são o reflexo do que acontece a cada semana. Dessa vez, houve gatos pingados e baixos picos de emoção – que duraram muito pouco.

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Ruzek conquistou a atenção merecida em uma situação muito adequada a sua trajetória. Ele sempre foi impulsivo e irresponsável, e ver o seu mundo cair pelos mesmos erros do passado foi um baita ponto positivo. Não poderiam simplesmente fugir dessa proposta, pois faz parte da caracterização dele. Sem dúvidas, foi o melhor episódio dado ao detetive, uma situação que espero, muito, que o amadureça. Que o faça pensar antes de agir. O sustão valeu, e quero acreditar que Adam se torne um novo homem, especialmente para a Burgess – que fez de tudo para ajudá-lo.

A história curta de Sean com Andrew foi a melhor coisa que aconteceu nos dois episódios e é uma pena não ter durado tanto. São nessas horas que fico aborrecida, porque há certas storylines que não recebem a atenção e o cuidado que merecem. Essa amizade, que foi além do compromisso de doação, foi emocionante, revelou uma nova nuance da personalidade de Roman e até da Platt. Merecia um pouco mais de foco, mas é exigir demais. Se nem a academia de Antonio tem destaque, quem dirá uma criança linda com o poder de humanizar CPD um pouco mais.

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Uma humanização que caiu no colo do Al. No fundo, sabia que ele rasgaria aquele envelope, mas queria ver para crer. Só achei um pouquinho de desrespeito com a Lexi, mas teremos que esperar os próximos desdobramentos. Considerando que é a vida desse personagem, duvido que virá coisa boa.

Dessa vez, não houve um fim desnorteador para se amargurar. Não houve também impacto investigativo e nem de moral. Só gotinhas emocionais jorradas separadamente e que salvaram um pouco cada trama. Os dois episódios foram muito práticos e mornos. Houve tática e dinamismo, mas senti os personagens sem sintonia.

As investigações e a vida paralela dos detetives não casaram, rendendo várias quebras de ritmo que impediram uma entrega completa. Se fosse só um episódio, tudo bem, mas foram dois. As tramas entregaram um bocado de encheção de linguiça, sendo que dava para investir mais nas mentes criminais envolvidas. Tenho certeza que haveria intensidade e vários momentos de perder o fôlego.

Vamos ver quais são as próximas surpresas, pois a temporada não pode perder o pique a essa altura do campeonato.