Chicago PD – 2×07 – They’ll Have To Go Through Me (3)

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 Que episódio, amigos, que episódio! Que crossover!

Nunca me decepciono com séries do Dick Wolf. NUN-CA! A primeira parte do crossover, o início do plot, começou em Chicago Fire, e isso vocês podem ler na review que a queridíssima Aliandra faz para o Mix!

Mas, o plot do crossover começou a ser montado em Fire (nos 15 minutos finais), com a descoberta de Severide, que mostra a vítima de um incêndio segurando uma caixa com inúmeras fotos de crianças nuas mantidas em cárcere privado. Até aí, achei que fosse ser um caso normal, envolvendo uma rede de tráfico de crianças. Mas nada que venha de Wolf é dado de bandeja. Descobrimos, no final do episódio, que uma das vítimas é Teddy, irmão da Lindsay. SAY WHAAAT??

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Isso mesmo, jovem padawan. A partir desse momento, a segunda parte do crossover, Chicago Crossover, que foi explicada, construída e exibida em Law & Order: SVU (Olívia Benson <3) nos mostrou a caçada do pessoal da SVU em encontrar Teddy e fazer com que ele coopere com a investigação. O problema é que Teddy insiste e não dar o braço a torcer, demonstrando ser bem arredio e rebelde. Mesmo com Lindsay lá – e Halstead de backup – eles tiveram dificuldade para descobrir o que, realmente, ocorreu nos anos em que ele foi vítima de tráfico. Adorei a relação entre os detetives de Nova York e os detetives de Chicago, mas gostei mais ainda quando Voight e Benson se encontram. Meus mundos colidiram severamente. Eles até chegam a prender um dos homens que exibia as crianças online, mas ele era só um dos pinos, ainda existiam várias outras conexões. O cabeça do tráfico estava em Chicago, e tudo nos levou, novamente, para a Voight’s City.

Só que, em Chicago, a coisa é muito mais hardcore. Sabendo da operação em NY, o cabeça contratou um assassino de aluguel para matar a vítima do incêndio, aquela que o Severide resgatou, lembra? (Adoro como os nós são perfeitamente atados). E para completar, o cara também matou um guarda, que fazia a proteção da testemunha. E isso acabou virando pessoal para o Ruzek e para a Platt. Aliás, jamais a vi tão abalada. De certa forma, ela se sentiu culpada com o que aconteceu, pois o policial morto deveria estar de folga, mas ela o chamou para trabalhar, pois precisava do dinheiro.

O fato da Patrulha e dos detetives trabalharem juntos, sem plots secundários, sem nenhuma distração, foi extremamente importante para o sucesso do episódio. Afinal, se não fosse, mais uma vez, Roman ter usado de sua incrível persuasão e descoberto o nome do atirador, jamais os detetives conseguiriam chegar em dois suspeitos, um que traficava as crianças e outro que escolhia.

A interação entre as equipes foi extremamente bem montada. Mas, ainda melhor, foi a relação amizade-colorida-quero-que-se-pegue-de-uma-vez entre Voight e Olívia. Aquele trabalho infiltrado que eles fizeram, se passando por pais do garoto desaparecido em NY, e depois o banho de simpatia, com solidão e cerveja de Voight, quando descobre que ia perder a investigação, só me deixou querendo shippar cada vez mais.

cpd2073A cena de toda a delegacia batendo continência para a mulher e a filha do oficial morto foi, sem sombra de dúvidas, a coisa mais emocionante que eu já vi nesse tipo de série. Comparo com aquela memorável cena do S01E19 de Chicago Fire, que os bombeiros fizeram uma parada para o cortejo fúnebre do garotinho que gostaria de ser bombeiro, com direito a caminhão com a bandeira dos Estados Unidos hasteada. Esse tipo de cena, com um toque militar, ao mesmo tempo em que é mórbida, também é emocionante, mostra que eles são, realmente, uma família e que estarão sempre lá para você.

PS.: Lindsay, por favor, seja menos foda.

PS2.: Espero, de verdade, mais episódios com a presença de Teddy. Bunny retornou, mas ainda não gosto dela, diferentemente de Teddy. Precisamos de mais sobre a vida pessoal dos detetives.

PS3.: O que o Amaro tem de lindo e gostoso tem de chato. Pelo amor de Deus

PS4.: Preciso de um rebento de Erin Lindsay. Period.

PS do PS.:

(…) So, when you find the animal who killed him, and for whatever reason that animal doesn’t come back alive, you call me. I’ll digg the ditch.

Ana Maria de Oliveira

Ana Maria de Oliveira

Jornalista e uma decepção como digital influencer e youtuber. Desde 1993 sendo trouxa e shippando quem não deve. Aqui no Mix de Séries é editora e tradutora de notícias e escreve reviews de The Last Ship e The Rookie.

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