Cinco livros da Editora Aleph que merecem virar séries de TV

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A Aleph talvez tenha sido a editora que mais cresceu no mercado brasileiro nos últimos anos. Com mais de trinta anos de existência, sendo os últimos cinco aproximadamente de intensa ascensão, a editora tem surpreendido os leitores com um catálogo invejável. Grandes autores da ficção científica têm seus nomes impressos nas belas capas publicadas. Clássicos da literatura, constantemente negligenciados, ganham um novo tratamento nas mãos da empresa que pode ser reconhecida por duas palavras: respeito e capricho.

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Quem pegou ao menos um livro publicado pela editora, deve reconhecer: a qualidade do material é inegável. O capricho do projeto gráfico é um exemplo para o mercado editorial brasileiro. Além disso, o respeito que a equipe tem com os autores e leitores é inestimável: clássicos como Laranja Mecânica, de Anthony Burgess, e 2001 – Uma Odisseia no Espaço, de Arthur C. Clarke, chegam às livrarias em lindíssimas e completas versões que trazem, além do romance na íntegra, diversos apêndices e materiais adicionais diversos. É como se a Aleph soubesse da paixão dos leitores para com estas obras e também com paixão as levasse às bancas.

Com um catálogo tão impressionante, o Mix de Séries separou cinco obras que mereciam e certamente renderiam ótimas séries de TV.

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9788576572183Cyberstorm, de Matthew Mather

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Cyberstorm parece ter sido escrito para se tornar uma série de TV. Isso acontece porque Matthew Mather, assim como todos os grandes autores, tem um apuro narrativo e uma imaginação tão criativa que as páginas parecem gritar por uma adaptação. A trama é intrigante: Enquanto uma intensa tempestade de neve acomete a cidade de Nova York, os Estados Unidos sofrem uma ataque cibernético. Todos os meios de comunicação falham e a internet fica abalada. Assim, tudo que funciona ligado a algum sistema online é prejudicado (insira então semáforos, caixas eletrônicos e diversos outros equipamentos); para piorar o fornecimento de energia logo é cortado. Mas a encrenca não para por aí: uma possível gripe aviária parece se aproximar.

É praticamente o apocalipse, certo? Mas Mather não deixa que sua história se torne apenas um “fim do mundo” banal, tanto lido e visto em filmes e séries. Ao aproximar o leitor do personagem principal, Mike, e permitir que saibamos apenas o que os personagens sabem, o autor nos joga para dentro da história. Pistas sobre o que está acontecendo chegam aqui e ali, mas o escritor deixa que a imaginação voe e tire suas próprias conclusões. Além disso, Mather investe em uma abordagem realista, abrindo um espaço considerável para os problemas pessoais dos personagens e como estes reagem ao que está acontecendo em volta. No fim, é a história de um homem, sua família e seus problemas, que vão além do ataque cibernético e da tempestade. Para ser feito no capricho, chame a HBO ou a Netflix, coloque um showrunner competente (Shawn Ryan? Vince Gilligan?) dê o piloto para o David Fincher dirigir e o Idris Elba no papel principal. Tem como dar errado? Óbvio que não.

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eternidade_frente_altaO Fim da Eternidade, de Isaac Asimov

Todos nós sabemos que a TV já tem e planeja ainda mais séries sobre viagens no tempo. O fato é que isso nunca cansa e pode ser desenvolvido de diversas maneiras. Além disso, nenhuma vem de uma ideia de Isaac Asimov. É por isso que O Fim da Eternidade merece virar um belo show de TV. Na história temos Andrew Harlan, um Eterno. Eternos são uma classe dominante no futuro e suas tarefas são “simples”: viajar pelos séculos monitorando e alterando realidades, mudando o rumo da história aqui, arrumando algum problema ali. O problema é que Andrew comete a pior das besteiras: ele se apaixona.

Em O Fim da Eternidade Asimov mostra mais uma vez uma de suas melhores qualidades: agregar humanidade a uma detalhada e rica ficção. O autor explica tudo, narra cada acontecimento e descreve cada cenário de forma impecável. Asimov, como todos os Mestres, entende que nenhum ficção sobrevive sem o lado humano. Toda essa pegada funcionaria muito bem na telinha. A emissora poderia ser a CW, e antes que você jogue algumas pedras, permita-me explicar: a CW vem crescendo nos últimos anos e tem tratado certos programas com qualidades inquestionável. Veja The 100, adaptação de uma trilogia literária de ficção, e tenha a certeza de que O Fim da Eternidade estaria em boas mão. Coloque Brit Marling no papel feminino principal. Com ela no elenco, nem importa quem será Andrew.

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Guerra do Velho, de John Scalzi

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guerradovelho

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O espaço está sendo desbravado. Diversos planetas foram descobertos, pouco são habitáveis e muitos brigam por eles. E quando digo muitos, não falo apenas de humanos, mas de alienígenas das mais diversas formas e tamanhos. As Forças Coloniais de Defesa, ou FCD, estão recrutando idosos (!) para lutar no exército e conquistar novos territórios. Com nova tecnologia, a FCD é capaz de criar supersoldados capazes de encarar a dura guerra entre planetas e raças.

A riqueza de detalhes fornecida por Scalzi facilitaria o trabalho dos diretores de arte, maquiadores, etc. Mas o escopo pode ser um problema. Guerra do Velho é um épico gigantesco, de proporções absurdas. A TV, por mais que tenha crescido na última década, talvez não esteja preparada para adaptar um material destes, já que o orçamento geralmente é reduzido. Ainda assim, imagine o que Gary Oldman (o trocadilho não foi proposital) poderia fazer como protagonista? A idade do ator é relativa, e caso você leia o livro vai entender o porquê. O canal Syfy parece estar desenvolvendo uma adaptação, o que é, de certa forma, preocupante.

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anno-dracula-by-kim-newmanAnno Dracula, de Kim Newman

A TV (e o cinema, claro) precisa de uma pitada de steampunk. Anno Dracula talvez não represente o steampunk ideal, mas já serve. Na história, o Drácula não morreu pelas mãos de Van Helsing; ao contrário, foi o famoso matador de monstros que sucumbiu frente ao Conde. O Rei dos Vampiros se tornou o todo poderoso do Império Britânico, dominando-o dentro e fora dos palácios e da política. Em Londres, entre névoa e sombras, alguém está matando jovens vampiras e prejudicando o poderio de Drácula. O nome do tal assassino? Jack, o Estripador.

A imaginação de Kim Newman é fértil, mas não espere por cores e muita fantasia. Anno Dracula é obscuro e violento. Para ficar ainda melhor neste cenário vitoriano, a trama traz diversos personagens reais e fictícios conhecidos por todos: Oscar Wilde, Rainha Vitória, Henry Jekill, os irmãos Sherlock e Mycroft Holmes, Conde Orlok, Lestat e muitos, muitos outros. São tantos personagens que uma série inteira talvez não fosse suficiente. Dois canais parecem perfeitos para a história: Showtime e Starz. Ambos não têm medo da violência, sexo ou nudez. Nestes canas, o que é pra ser mostrado é mostrado, e Anno Dracula precisa de uma adaptação corajosa. Quem poderia comandar a brincadeira? Que tal Guillermo Del Toro?

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Eu Sou a Lenda, de Richard Mathesonimages.livrariasaraiva.com.br

Sim, Eu Sou a Lenda já foi adaptado algumas vezes para o cinema, sendo o filme com Will Smith o mais recente. Mas o romance merece uma nova versão. A história é famosa: Robert Neville é o último homem na Terra. Sobrevivente de uma doença mortal, o sujeito vive sozinho no mundo. Quase beirando a insanidade, Neville passa seus dias consertando a casa, buscando suprimentos, tentando descobrir a cura para a tal doença e fazendo amizade com um cachorro que apareceu na vizinhança. O problema vem quando a noite cai: os infectados pela doença que não morreram se transformaram em criaturas violentas sedentas por sangue. Sensíveis à luz do sol, os infectados são, basicamente, vampiros.

Para dar certo a série deve ser curta. Ainda que possa ser renovada para mais temporadas, cada ano deve ter no máximo oito episódios, por exemplo. Isso porque o grande barato de Eu Sou a Lenda é acompanhar Neville solitário, vagando pela cidade deserta. Não é à toa que a melhor parte do filme de 2007 seja aquela onde acompanhamos a rotina de Robert e seu cão. A nova adaptação poderia inserir flashbacks para mostrar o mundo antes da epidemia, e até mesmo poderia se arriscar ao inserir outros personagens, mas o ideal seria dedicar uma temporada inteira a Neville. Para isso, Alfonso Cuarón seria o diretor ideal. Capaz de criar sequências incríveis e de contar uma bela história com apenas um ou dois personagens (veja Gravidade), Cuarón faria milagres com o material. No papel de Neville, vamos apostar novamente em Idris Elba. O sujeito é um dos melhores atores da atualidade e sabe como poucos encarnar personagens intensos e no limite entre sanidade e loucura. É pouco ou quer mais?

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