A 2ª temporada de Citadel chegou ao Prime Video tentando resolver um dos maiores problemas do primeiro ano: fazer o público realmente se importar com a história. E curiosamente, a nova leva de episódios parece entender perfeitamente o tipo de série que quer ser.
Em vez de buscar profundidade ou realismo, Citadel abraça completamente o absurdo, aumenta o nível das cenas de ação e aposta no entretenimento puro. O resultado provavelmente vai dividir opiniões mais uma vez, mas existe uma boa chance de agradar quem já entrou na série esperando algo divertido, exagerado e quase cartunesco.
A série praticamente admite que ninguém lembrava da 1ª temporada

Um dos detalhes mais curiosos do início da temporada é que Citadel entrega um enorme recap explicando tudo o que aconteceu anteriormente. E honestamente, isso acaba sendo bastante necessário.
Segundo a própria análise da fonte, a primeira temporada não deixou exatamente uma marca forte na memória do público, especialmente porque já se passaram mais de três anos desde a estreia original.
Ainda assim, a trama continua expandindo o universo da agência Citadel e da organização Manticore. Agora, o foco envolve um plano perigoso liderado pelo bilionário Paolo Braga, personagem de Gabriel Leone, que quer usar tecnologia cerebral para criar assassinos completamente controláveis.
Enquanto isso, Nadia Sinh continua fugindo ao lado da filha, Mason Kane tenta lidar com suas memórias fragmentadas e Bernard Orlick acaba se tornando peça central dessa nova conspiração.
A ação ficou ainda mais exagerada em Citadel
Se existe uma coisa que a 2ª temporada de Citadel definitivamente entrega, é ação sem limites. O problema é que, em muitos momentos, a série parece abandonar completamente qualquer preocupação com lógica.
As sequências de luta são descritas como ainda mais absurdas do que na temporada anterior, com personagens sobrevivendo a situações praticamente impossíveis e vilões tomando decisões totalmente irracionais apenas para manter o espetáculo funcionando.
Só que aqui está o ponto importante: Citadel parece saber exatamente o quão exagerada ela é.
A série nunca tenta se vender como um thriller de espionagem sofisticado no estilo de Jason Bourne ou Missão: Impossível. Pelo contrário. Ela aposta em personagens caricatos, diálogos cheios de ironia e cenas tão exageradas que acabam funcionando quase como diversão escapista.
Stanley Tucci continua sendo o melhor da série
Mesmo em meio ao caos da trama, um nome continua roubando a cena: Stanley Tucci.
A crítica destaca que o ator traz um certo nível de elegância para a série, além de transformar até os diálogos mais absurdos em momentos divertidos graças ao seu timing cômico e à forma seca como entrega as falas.
Além dele, Matt Berry surge como uma das adições mais divertidas da temporada. O personagem Frank Sharpe entra justamente para ampliar o lado mais cômico e caótico da produção.
Então vale a pena assistir Citadel 2ª temporada?
A resposta depende muito do que você espera da série. Quem procura um drama de espionagem inteligente, sofisticado e cheio de tensão provavelmente continuará achando Citadel superficial e esquecível. A própria crítica admite que talvez o público nem lembre de muitos acontecimentos depois que terminar a temporada.
Mas para quem gosta de ação exagerada, perseguições constantes, humor autoconsciente e personagens maiores que a vida, a 2ª temporada consegue funcionar melhor justamente porque aceita seu lado absurdo sem vergonha nenhuma.
No fim, Citadel parece finalmente ter entendido sua própria identidade: não é uma série de espionagem séria. É uma aventura caótica, estilizada e propositalmente exagerada. E talvez esse seja exatamente o motivo pelo qual a nova temporada acaba sendo mais divertida do que a primeira.