Class – 1×05 – Brave-ish Heart

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Imagem: Captura de Tela/Reprodução

“What are your thoughts on genocide?”

Frenetismo, desorganização, uma aceleração brutal em todas as tramas e um prato cheio para a suspensão de descrença, tudo isso numa paisagem desoladora e com protagonistas meio confusos… Ou seja, Steven Moffat (ou pelo menos o estilo dele) se soltou de vez e “Brave-ish Heart”, quinto episódio da primeira temporada de Class atropela o espectador com erros, mas compensa (-ish) o total das partes no fim.

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Claro, o episódio teve seus pontos favoráveis. Tivemos mais no mistério da Coal Hill e vimos desenrolares de quem Quill e a nova Diretora realmente são. Tanya teve a oportunidade de destilar um pouco mais dessa vibe desajustada dela e Matteusz conseguiu começar a ser útil na trama (ou não). Mas vamos começar pelo óbvio. Foi meio (muito) broxante que a ideia dos Governadores e da Diretora bizarra seja usar algo que já conhecemos, o Cabinet of Souls, para resolver o problema das plantas carnívoras.

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Também foi decepcionante que a grande solução de April foi simplesmente usar o poder que ela acessou de Corakinus e abrir uma nova fenda no universo sem maiores certezas, planos ou qualquer outra coisa – totalmente teen – e ainda sair vagando pelo Underneath como idiotas sem encontrar quase nenhuma resistência e se comportando quase que como um tour? Certo, eu sou extremamente a favor de usar um personagem, mais ainda, um protagonista para responder as perguntas não-ouvidas do espectador, desde que seja crível. Que tipo de raça guerreira é essa?! Até em Star Trek: Original Series os aliens eram mais bem organizados – e olha que Star Trek estava mal naquela época. Dois teens desfilam para cima e para baixo no planeta, matam o único sentinela que vimos e fica tudo por isso mesmo? C’mon!

Certo, gostei que eles tentaram concertar o erro que acabei de mencionar enfiando os problemas de identidade que os millenials enfrentam, mas não foi a mais eficiente das desculpas para toda essa confusão narrativa. Foi até passável que as intenções de Ram fossem questionadas por April, até porque, é difícil para ela perceber que ele funciona como o agente “humanizador” dela. É a única coisa na trama que nos lembra da humanidade latente na garota – E, como bônus, toda a coisa do dizer ou não dizer “eu te amo” e a piada com Regicídio foi até divertida.

Nesse meio tempo, e deixando essa parte da história de lado, ADOREI que Quill finalmente tenha, pelo menos, dado um soco em Charlie. E não me entendam mal, eu sei que a comandante é tão vilã quanto parece ser, mas a falsa moralidade desse príncipe já tinha passado da conta há muito tempo. O confronto entre eles dois foi uma das melhores coisas no episódio inteiro.

Na coluna dos “pros”, também vou acrescentar Tanya dando uma verdadeira lição nos pais de April e Ram. A garota até parece meio deslocada, mas quando chega a hora dela brilhar, ela não deixa a desejar, foi assim no episódio 3 e foi assim agora.

Como um todo, o episódio teve altos e baixos (bem baixos), e várias questões quanto ao que será realmente o showdown da temporada, agora que o conflito com o Shadow Kin parece ter sido resolvido. Agora, April e Charlie podem compartilhar o título de “Reinado mais curto possível”, embora o reinado dela tenha sido consideravelmente mais interessante que o dele.

Não sei se a série realmente deslizou somente neste episódio ou se estamos encarando um exemplo do que a série se tornará. Contudo, pelo menos parece que a trama do próximo episódio trará o foco de volta para os protagonistas, e isso promete ser, pelo menos, divertido.

Homework 1: Mais alguém se sentiu CENTENÁRIO quando Ram fez a referência a Lord of the Rings e disse “some old movie my dad likes.”?

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Richard Gonçalves

Richard Gonçalves

Estudante de Letras, apaixonado por quadrinhos, música e cinema. Viciado em séries desde sempre. Fã de carteirinha de Doctor Who, House, Battlestar Galactica, Sherlock, 24 Horas, The Borgias, Penny Dreadful, E.R. e Lost. Aqui no Mix de Séries é editor de reviews, além de escrever as reviews de Marvel's Jessica Jones, Marvel's Agents of S.H.I.E.L.D. e The Originals.

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