Relembre Cold Case: Investigação ao som de muita música

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Gostinho de nostalgia… 

Cold Case foi uma série dramática norte-americana focada em uma divisão policial especializada na investigação de crimes que nunca tiveram solução. Ambientada na cidade de Filadélfia na Pensilvância, a série trazia um clima nostálgico e misterioso para os casos investigados durante suas 7 temporadas no ar.

A série iniciou suas atividades em 2003 finalizando em 2010 no canal CBS nos Estados Unidos, se destacando como uma das séries mais vistas naquele ano. No Barsil, foi exibida pelo SBT durante a madrugada, e também pelo canal pago FOX Life. É dessas transmissões que a série ficou conhecida aqui em terras tupiniquins…

A audaz Lilly Rush (Kathryn Morris) comandava a equipe na tarefa de reabrir casos antigos, que não foram solucionados, afim de recomeçar suas investigações. Sua carta na manga para colocar em prática os trabalhos era a excepcional equipe de trabalho que a acompanha dia após dia: seu chefe, o tenente John Stillman (John Finn), o detetive veterano Will Jeffries (Thom Barry), o detetive Nick Vera (Jeremy Ratchford), um policial durão que é capaz de fazer de tudo para conseguir uma confissão, seu parceiro, o Detetive Scotty Valens (Danny Pino) e da novata Tracie Thoms (Kat Miller).

Os casos

Os crimes ocorridos sempre datavam de anos entre 1950 e 2005, tendo raros episódios ocorridos antes da década de 50. Alguns recursos bem atraentes que tornavam a série peculiar era o uso contante de flashbacks, que faziam uma conexão entre as características físicas dos envolvidos no crime, na época do ocorrido e nos dias atuais.

A série era ainda mais interessante porque o que motivava os crimes eram, quase sempre, questões ideológicas como racismo, feminismo, estereótipos, hierarquias, etc. Muitos eram assassinados pela coragem de ser quem eram, de amar quem queriam, por isso não raro os episódios tratavam de belas histórias de amor.

Utilizando de uma nova tecnologia que não havia na época, os detetives voltam a encontrar algumas testemunhas, e parentes das vítimas, tentando buscar novas provas para encontrar novas pistas para solucionarem o crime.

Com coragem, Lilly não dispensava um grande desafio, a prova disso, é que os casos resolvidos aconteceram até nos anos 90, alguns dos envolvidos já tinham morrido. Mesmo após muito tempo passado, o objetivo era nunca deixar um caso sem solução, a explicação para a família, que há anos estavam já desacreditadas. Alguns casos lembravam certos episódios do Investigação Discovery, pela narrativa e devido ao apelo emocional.

O lado B de da equipe

Apesar da série ser um procedural, e cada episódio focar em um caso e uma vítima específica, nada impede que o desenvolvimento da investigação afete quem está trabalhando em sua resolução.

A vida pessoal de Lilly era sempre o ponto alto da série. Muito solitária, quando não estava envolvida em suas investigações, era nítido e notório que existia uma atração mútua entre ela e seu mais constante companheiro de casos, Scotty, mas Lilly nunca cedia, nunca se deixava envolver.

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Fria e reservada, não demonstrava suas emoções. Com exceção de quando estava em casa. na companhia de seus gatos. Neste momento, víamos um pouco do seu lado frágil e melancólico, o que lhe imprimia um certo ar de mistério, já que ficávamos sabendo pouca coisa de sua vida pessoal, e tornando-a assim uma personagem ainda mais interessante.

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Scotty, caracterizado como um detetive arrogante, porém leal, amigo e companheiro. Porto-riquenho, que em tempos passados se envolveu com o narcotráfico quando infiltrado. Teve um caso com a irmã de Lilly, que futuramente rompeu por causa da própria Lilly alegando que seria melhor para todos. Ele também tem um irmão, que foi vítima de pedofilia pelo treinador de boxe, fato que o afetou profundamente em um dos casos que trabalhou.

Vera, apesar da imagem de durão que ele tenta passar a todos é divorciado, mas passa boa parte da série principalmente da terceira até a sétima temporada entre idas e vindas com a ex até que eles se reconciliam quase que na temporada final.

O passado de Kat, assim como o de Scotty, também se relaciona com gangsteres, pois ela se envolveu com o líder de uma gangue e teve uma filha com ele, Verônica, sem contar que em ações como policial já foi baleada

Trilha Sonora

A trilha sonora era um dos pontos mais marcantes da série: as músicas que tocavam no decorrer do episódio era a porta de entrada na época em que se passava o crime investigado. Ao final de todo episódio, dependendo do ano em que se passa o crime, as músicas utilizadas são exatamente do período, gerando uma certa comoção e uma verdadeira nostalgia, em alguns momentos.

As músicas eram bem selecionadas, dando uma identidade própria a cada história, marcando-a de maneira bem pontual com letras que resumiam perfeitamente todo o enredo envolvido.

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Cold Case, era uma série extremamente emocionante que trás passado e presente numa trama cheia de reviravoltas. Uma série para quem gosta de música, mistério envolvendo casos policiais e personagens fortes. Vale a pena pegar para maratonar, ou para os fãs re-assistirem e matarem as saudades…

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