Crítica: 14×22 de Grey’s Anatomy corrige erros e prepara terreno para a season finale

Imagem: Divulgação/ABC

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Episódio mostra que erros podem ser corrigidos… 

Em uma linha tênue entre a segurança e o risco de vida, o início do episódio “Fight For Your Mind” colocou Meredith Grey destacando que o paciente sempre passa por uma bateria de questões antes de se submeter a um procedimento, mas o médico que realizará não. A prontidão mental do médico nunca é questionada. A base do passado de um médico não deve afetar suas ações no presente e futuro. Mas este episódio vem justamente para bater nesta tecla, e mostrar o contrário.

Com duas tramas principais, dividida entre a viagem de Alex para reencontrar sua mãe, e a apresentação de Meredith para seu projeto do “mini-fígado”, Grey’s Anatomy conseguiu bem preparar o terreno para as tramas finais da temporada. Mesmo em um episódio “parado”, tivemos bons casos e um avanço nas histórias dos protagonistas.

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Alex reencontra sua mãe.

Karev finalmente criou coragem de reencontrar sua mãe. E, quando achávamos que este ia ser mais um problema na vida do médico, eis nossa surpresa: sua esquizofrenia estava, parcialmente, controlada. Tanto que a mamãe Karev está até trabalhando em biblioteca. E se Alex achou isso bom? A princípio não. Ele ficou revoltado pela situação, e entendo ele completamente. Ele se questionou o momento oportuno, em que ninguém depende dela, para a sua mãe estar bem. Alex precisou cuidar dos irmãos, segurou a barra durante anos, e sempre torcia para que ela melhorasse, a fim de que ele vivesse sua infância e adolescência. Mas isso nunca ocorreu. Vê-la agora, dessa forma, certamente mexeu com ele.

Porém, no final das contas, Karev caiu na real. Ele foi ali porque sentia que precisava se reconectar com ela, e vê-la bem é sim algo positivo. Isso mostra a maturidade do personagem, que tem tentado ficar menos esquentadinho e mais maduro frente aos problemas da vida. A cena dele acertando as bolas com o taco de basebol, e recebendo apoio de Jo, é uma prova disso. Há meios para ele externar essa raiva, e é bom que ele tenha encontrado um equilíbrio quanto a isso. Já sobre a mãe, foi um reencontro meio rápido, para quem não se viam há anos. E ficou meio subentendido que ela não irá ao casamento. Mas, quem sabe, surpresas acontecem. Dou um palpite que ela surgirá lá, do nada. Só espero que essa história não termine em tragédia.

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Meredith faz justiça!

Já na trama de Meredith, foi incrível vê-la corrigir um erro que ela mesmo nem sabia que existia. Toda a história de Marie Cerone vem mexendo bastante com a média, e ela acabou pagando o pato por um conflito que aconteceu anos atrás. Em meio a polêmica do Harper Avery, ela se vê envolta de jornalistas que não estão nem aí para sua descoberta revolucionária sobre o “mini-fígado”, mas sim, interessados em discutir sobre os escândalos de assédio sexual que recaíram sobre o ex-renomado cirurgião.

Na fuga desse cenário, Meredith acaba passando o dia com um médico que estava ali para sua apresentação, e que lhe faz dar conta de que tudo o que um médico quer é fazer história na medicina. Talvez, este seja a maior contemplação destes profissionais. E o que a mãe de Mer fez, ao excluir o nome de Marie Cerone no método Grey – por conta dela ter sido assediada por Avery, e incluída na “lista negra”, foi errado. Uma clara alusão aos tempos de “Time’s Up“.

Embora ela possa não concordar com a escolha de Marie em ameaçá-la à submissão no trabalho do fígado, ela teve que admitir que havia uma injustiça a ser corrigida. E ela disse, em uma declaração, que o Método Grey deveria se chamar agora Método Cerone-Grey, uma vez que esta havia sido a grande contemplação de Marie. Foi o mínimo que Mer podia fazer, mas foi incrível vê-la fazer.

No lado B do hospital…

Nas subtramas do episódio, tivemos uma Bailey impaciente, tendo de lidar com o possível processo do Dr. Roy, que alega ter sido demitido em circunstâncias equivocadas. Foi engraçado ver Bailey e Richard lidando com a situação e vendo que tudo poderia ser usado contra eles em tribunal. E mesmo com o ego lá em cima, Bailey – em minha opinião – tomou a decisão correta.

Digo isso porque, Roy pode não ser o melhor interno, mas toda a circunstância não o favoreceu. Se formos vermos os erros gritantes que acontecem dentro do hospital, todos estariam demitidos, correto? Então, nada mais justo que dá-lo uma segunda chance em período probatório. Aí sim, se ele pisar na bola de novo…

O destino de Arizona!

Já o caso de Arizona foi muito interessante, e me chamou atenção. Em meio aos problemas de Sofia na escola, a Dra. Robbins conseguiu ajudar uma paciente a vencer o seu medo e tratar de um problema espinhal de um feto. Mas os métodos que Arizona utilizou para tentar convencer a paciente a realizar o tratamento serviram para ela mesmo reajustar seus problemas paternais. Uma mãe faz tudo pelo filho, e ver Arizona disposta a abrir mão de sua carreira para a felicidade da filha dá uma dorzinha no coração.

A cena em que April e Arizona estão sentadas, e conversando sobre o fato da mãe sempre estar autorizada a fazer o que acha melhor para o filho, foi incrível. Neste momento pensei, “caramba, como vou sentir saudades dessas duas”. E, no final das contas, mesmo com Carina não aceitando, Arizona está disposta a se mudar para Nova Iorque. A ligação para Callie, no final, deu aquele arrepio. Só de saber que Callie está em algum lugar, feliz e trabalhando, salva de Shonda Rhimes, me deixa aliviado. Vai ver, é melhor mesmo que Arizona escape dessa bomba que é o Grey + Sloan, não é verdade? Mas que ela vai deixar um buraco, certamente vai.

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Faltam dois episódios para o fim da temporada, e com o terreno armado, parece que nesta semana teremos uma reviravolta surpreendente, e que colocará a vida de April em risco (clique aqui, e confira o vídeo promocional).

Prontos para os momentos finais?

Anderson Narciso

Anderson Narciso

Criador, editor e redator do site Mix de Séries, é apaixonado por séries desde sempre. Fã incondicional de One Tree Hill, ER, Friends, e não perde um episódio da Franquia Chicago.

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