Crítica: 17×20 de NCIS fechou temporada com emocionante homenagem

Critica NCIS 17x20

O último episódio da 17ª temporada de NCIS retratou os horrores do ataque à Pearl Harbor, em 1941, através de uma narrativa sensível e emocionante

NCIS se despediu da sua décima sétima temporada com um episódio que emocionou os fãs.

Após 45 dias em alto mar, o Almirante Michael Caplinger chega em sua casa e descobre que a mesma foi invadida. A residência havia sido revirada, havia sangue no chão e a medalha coração púrpura de sua filha Julia havia sido levada e um bilhete havia sido deixado no local pelo assaltante, com o endereço de um motel local.

A medalha foi dada a Julia, que havia sido assassinada em um ataque após uma semana em sua primeira missão no Afeganistão. E seu avô, que veio a falecer dois meses após Julia, mandou gravar uma emocionante homenagem a neta, tornando a medalha insubstituível.

Ao chegarem ao motel, a equipe de NCIS encontra Joe Smith, que admite ter invadido a residência e roubado a medalha, mas diz que não fará nada até que ganhe uma cerveja Root.

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Na sala de interrogatório, após abrir sua cerveja, Joe começa a fazer perguntas a Bishop e Torres sobre o ataque ocorrido a Pearl Harbor. Os jovens agentes, de forma constrangedora, não conseguem responder ao quiz feito por Joe, que irritado, exige que tragam Gibbs.

U.S.S. Arizona

Joe diz a Gibbs que ele esteve no U.S.S. Arizona em 7 de dezembro de 1941 e que gostaria de ter suas cinzas enterradas nos destroços do navio. Porém, ele tinha apenas 16 anos, então usou a certidão de nascimento de seu irmão, Henry, para poder se alistar. Gibbs concorda que qualquer sobrevivente do Arizona tem esse direito, mas ainda seria necessária uma prova de que ele realmente esteve no navio.

Após três cartas escrita ao Almirante Caplinger e sem retorno, Joe aos 95 anos, se viu sem tempo para esperar que tudo seja esclarecido internamente, por isso decidiu que só iria devolver a medalha após ter uma comprovação por escrito de que seus restos serão enterrados no U.S.S. Arizona.

Os agentes encontram um registro de Henry Smith, servindo como eletricista no U.S.S. Arizona, mas o verdadeiro Henry havia falecido em um acidente de carro aos 30 anos, dificultando para que os agentes pudessem comprovar a história de Joe. Gibbs então decide usar de um truque psicológico que costumava usar com seu próprio pai.

De volta à sala de interrogatório, Joe ajuda Gibbs a consertar um velho projetor quebrado, enquanto fala sobre sua infância. Ao perceber que esse projetor está repleto de imagens e memórias sobre o ataque a Pearl Harbor, Joe fica furioso e se recusa a dividir suas memórias de guerra com o Gibbs. E assim, ele se cala.

A investigação em NCIS

Enquanto isso, a equipe do NCIS continua investigando Joe Smith. Mas a investigação não está trazendo bons resultados: a carteira de Joe está com informações desatualizadas, o taxista que o deixou no motel fugiu quando a equipe foi interrogá-lo. Essa falta de evidências faz com que Vance e Sloane imaginem que possa ser algum tipo de golpe.

Vance diz a Gibbs que o Almirante e sua esposa irão processar Joe Smith por invasão, assalto e obstrução da justiça. Gibbs então retorna à sala de interrogatório, enquanto toda a equipe está assistindo do outro lado do vidro, e pede a Joe que lhes de algo que possam verificar, então ele começa a passar as imagens do projetor e a perguntar a Joe sobre as sensações que ele sentiu durante o ataque. E então, ele começa a se abrir e descrever, com vívidos detalhes.

07 de dezembro de 1941

No deck com seu companheiro Ozzie O’Connor, esperando pela lancha da liberdade para poderem ir à praia jogar futebol, Joe ouviu um avião se aproximando e em sua lateral pode ver uma bola vermelha, e ele soube que era um ataque. Gritos, carnificina, sons de aviões, explosivos, tiroteios e caos o cercaram. Seu braço em chamas, os estilhaços perfurando a carne já exposta.

A caminho da lancha de resgate, Joe conseguiu puxar três homens do mar, incluindo seu companheiro Ozzie O’Connor, que agora tinha uma terrível ferida em seu rosto. Ele tentava colar a carne de volta a seu rosto e Joe não conseguia deixar de pensar nas vezes em que a mãe de Ozzie beijou aquelas bochechas, agora pendurada.

E então Joe Smith acordou no hospital, sem saber como foi resgatado, ou por quem. “Nós salvamos uns aos outros. Todos nós.” E essa é a razão de ele querer retornar para o U.S.S. Arizona, para poder descansar com seus irmãos. “Eu quero descansar ao lado de minha família. Eu quero voltar para a casa!”, afirma Joe, em uma fala extremamente emocionante e dramática, digna de nos deixar com olhos marejados e os pelos dos braços arrepiados.

Após Joe finalizar sua história, Gibbs assina uma nota em que promete a Joe que suas cinzas serão enterradas no U.S.S. Arizona. Do outro lado do vidro, Vance pontua que Gibbs não tem autoridade para tal promessa.

A Medalha

De volta ao motel, Joe diz a Gibbs que deixou a medalha em um local seguro, no tubo de ventilação. Porém, ao abrirem a tubulação ela está vazia. Joe ao ver aquilo, acaba sofrendo um ataque cardíaco e em seus murmúrios finais, afirma a Gibbs com genuína certeza de que havia deixado a medalha lá.

Enquanto isso, a equipe foi capaz de localizar o motorista de táxi e são capazes de interroga-lo e obter maiores informações. Ele diz aos agentes que Joe pediu para que ele fingisse ser seu parente para poder tirá-lo do asilo.

Há pouco tempo, Joe foi diagnosticado com uma doença cardíaca e estava nos estágios iniciais de demência. Sloane passa a questionar se talvez Joe não tenha misturado as lembranças de seu irmão com as suas próprias, já Gibbs defende a teoria de que Joe fez o que fez por saber que o fim estava próximo. A equipe então passa a imaginar que talvez Joe tivesse dizendo a verdade sobre onde havia deixado a medalha, apenas confundiu algumas informações.

De volta à casa do Almirante Caplinger, Torres acha a medalha Coração Púrpura dentro da ventilação. Afinal, Joe estava certo! Como disse Bishop, “Ele deixou no local mais seguro de todos. Nunca saiu de casa!”.

Joe, infelizmente, não sobreviveu ao ataque cardíaco.

Homenagem às vítimas de Pearl Harbor

Gibbs, sentado ao lado de seu corpo, nota algo no braço queimado de Joe. Palmer a analisa e em um desfecho emocionante descobre que Joe Smith não só esteve no U.S.S. Arizona, como carregou consigo um pedaço do navio durante toda sua vida.

Vance então prepara os arranjos para que Joe retorne ao lar e descanse ao lado de seus irmãos fuzileiros. Antes de acompanhar as cinzas de Joe até lá, Gibbs pede um minuto ao McGee e, sentando em seu sofá, compartilha suas experiências em Kuwait e como isso o mudou como pessoa. Ele confidencia a McGee que preocupava a ele que quando retornasse para casa suas garotas não o reconhecessem mais, afinal a guerra tirou a melhor parte de si e o que lhe restou, ficou em Kuwait.

E então, vestindo um terno, Gibbs para em frente ao Memorial do U.S.S. Arizona, onde o nome de Joe foi adicionado a lista dos fuzileiros enterrados nos restos do navio.

“Não deveria ser necessária uma guerra para tornar o mundo tão simples”, diz Gibbs em conclusão enquanto saúda Joe Smith.

Encerrando então, não somente esse episódio como a 17ª temporada de NCIS, com uma linda e emocionante dedicação a todos aqueles que serviram à Pearl Harbor em 7 de dezembro de 1941 e a todos aqueles que servem a Marinha atualmente.

Recentemente, a CBS confirmou que NCIS foi renovada para mais uma temporada. Saiba mais. Então, no fim do ano, retornamos com mais episódios. Até lá!

Nota do episódio9.5
Crítica do vigésimo episódio da décima sétima temporada de NCIS, intitulado "Arizona", exibido nos Estados Unidos pela CBS.
9.5
Tags CBSNCIS
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Ana Carolina

Jornalista e comunicóloga. 23 anos. Jundiaí - SP.

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