Critica: 2ª temporada de Baby, da Netflix, é fraca e desinteressante 

Imagem da 2ª temporada de Baby

Baby se esforça, mas sua trama continua não convencendo 

Baby, série da Netflix, tem sua trama a baseada em acontecimentos reais de 2014 sobre duas estudantes de uma escola de elite em Roma que entram no mundo da prostituição.

Continua após a publicidade

Os seis novos episódios da segunda temporada da série dão continuidade a história de Chiara (Benedetta Porcaroli) e Ludovica (Alice Pagani) que entram no ramo da prostituição cada uma por seus motivos e agora precisam lidar com as consequências e o peso de manter tudo em segredo. 

Como nossa querida Gossip Girl dizia, ou devo dizer, Dan Humphrey, “a vida da elite é algo como Fitzgerald e Thackeray, adolescentes agem como adultos, adultos agem como adolescentes, guardando segredos, espalhando fofocas com tudo que a riqueza pode proporcionar”. Com essa reflexão, podemos reconhecer tanto a série Elite como Baby. No entanto a primeira é bem-sucedida em questões de trama, elenco e popularidade, enquanto Baby falha em todos os quesitos. 

O ensino médio é uma fase turbulenta para muitos jovens. Associe problemas cotidianos da escola, o bullying, problemas familiares, homofobia e prostituição de menores e você terá uma receita para um verdadeiro drama. Baby tenta capturar a essência da vida jovem, mas entrega histórias rasas e desinteressantes. A tentativa de explorar a vida secreta dos filhos da elite de Roma não convence. É tanto melodrama que não consegue ser atraente ao espectador. 

Novos episódios de Baby exploram os segredos dos estudantes 

Para refrescar a memória para aqueles que não lembram mais dos personagens, Chiara é uma das melhores alunas da escola, mas lida com alguns problemas em casa com os pais. Ludovica vem de uma família fracassada e uma relação problemática com sua mãe. Damiano, o aluno novo que se torna o novo interesse amoroso de Chiara, mas precisa lidar com seus próprios problemas. Temos ainda Fábio, que é o filho do diretor da escola. Depois que se assume gay, ele começa a viver um inferno astral dentro e fora da escola com ataques e perseguições. Niccoló, o aluno que tem um caso com uma das professoras, e o resto do elenco completa o cenário estudantil. 

Chiara e Ludovica continuam ainda mais envolvidas com o esquema de prostituição. No entanto, se torna cada vez mais difícil manter as aparências de meras alunas. Ludovica bem que tentou se afastar de tudo, mas a promessa rapidamente foi desfeita. Chiara ainda faz programas com o pensamento de se sentir viva, tendo a possibilidade de ser quem quiser na sua privacidade. Mas lidar com a pressão de seu “chefe” e um cliente stalker são apenas alguns dos problemas dessas duas amigas. 

Um dos problemas de Baby é não saber trabalhar com muitos personagens em cena. Quando estão separados lidando com suas próprias questões é possível conhecer melhor cada um deles e seus dilemas. Porém quando estão juntos interagindo é uma completa bagunça, basicamente estão apenas brigando. 

Considerações finais 

Em geral, Chiara continua narrando essa história, e em seus discursos esclarece que para sobreviver na alta sociedade é precisa ter uma vida secreta. Ainda que o roteiro tente explicar o comportamento desse grupo de estudantes, grande parte de suas ações não tem muita lógica e explicação. 

A trama de Baby parece apenas mais do mesmo, mostra um grupo de alunos entediados e emocionalmente abalados, procurando sua identidade e um sentido para suas vidas. São jovens em constante conflito que as vezes tomam decisões arriscadas e as vezes ingênuas demais e depois lidam com suas consequências. 

Baby é escrito por um grupo de roteiristas conhecido como GRAMS, mas parece que eles não encontraram a maneira certa de trabalharem juntos. O resultado é uma temporada fraca e sem muitos atrativos. A trilha sonora continua sendo a melhor coisa da serie. Mas uma produção de TV não vive só de música. Sem um elenco carismático e uma trama sólida e minimamente interessante, fica difícil Baby sobreviver a mais uma temporada. 

Critica da Temporada6
Crítica da Segunda Temporada de Baby, série original Netflix.
6
Yuri Alves

Yuri Alves

Bacharel em Direito, fascinado pelo universo dos heróis e um viciado por séries e filmes. Sou um escritor a procura do meu espaço. Amante dos livros e da boa música. A série da minha vida , The OC. No Mix, sou responsável pelos textos de algumas séries como, The Defenders, Dynasty, Blinspot , Ozark entre outras. Quando não estou no cinema ou maratonando uma série estou me aventurando na cozinha.

No comments

Add yours