Crítica: 2×04 de Westworld apresenta um verdadeiro show de provocações

Imagem: Divulgação/HBO

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Se está olhando para frente, você está olhando para a direção errada.

Assim como no episódio anterior, Westworld surpreende mais uma vez ao não introduzir novas linhas do tempo. O que vimos dessa vez, na verdade, são apenas flashbacks de uma mesma situação. Situação essa que prova uma atividade da Delos – a transferência de consciências. Algo bem Black Mirror, é verdade, mas que no universo da HBO é muito melhor apresentado. E isso feito exatamente em quem seria responsável pelo pontapé financeiro de tudo isso: James Delos.

Aliás, vale a pena abrir um espaço aqui para parabenizar Peter Mullan (James) pela brilhante atuação. Fiquei totalmente sensível ao sofrimento que ele estava passando. Suas interações com o William ao passar de tantos anos foram espetaculares. Quase duzentas experiências para que James pudesse ter a vida eterna através do corpo de um anfitrião foram sem sucesso. E ver que a última tentativa estava lá até agora foi de arrepiar!

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Elsie viva, caramba! Se eu estou feliz? Estou e não é pouco!

E de cara ela já descobre a verdade sobre a realidade de Bernard. Que inteligente essa cena. Ela, após sofrer nas mãos dele os mais terríveis sofrimentos de privação, agora retoma a ligação que tinham na primeira temporada, com algumas ressalvas, é claro.

Elsie tem um papel fundamental na história de Bernard a partir de agora. É a única humana que sabe da verdade. Nestes momentos vemos Bernard ter vários saltos de lembranças. Verdade seja dita que isso só torna a fotografia, trilha sonora e suspense ainda melhores. Tudo casou tão bem que eu me vi dando replay no capítulo assim que ele terminou.

Bernard está cada vez mais perdendo essa cara de bonzinho.

Outro ponto incrível é ver como ele muda da pose de chefe de departamento para um assassino cruel em dois tempos. Antes eu o via como alguém bom preso em um corpo de alguém ruim. Agora isso caiu por terra. Ele afirma durante todo tempo para a Elsie estar sob o comando do Ford. Mas será mesmo que essas suas ações estiveram sempre sob essa supervisão? Fato é que agora ele se diz livre e suas memórias estão confusas. Como se precisássemos de mais confusão em nossas mentes para entender o que está acontecendo na série!

Quanto as cenas da Nação Fantasma, essas sim foram bem confusas, confesso. Talvez seja pelo fato de Westworld ter sempre muitas narrativas acontecendo ao mesmo tempo e quando isso não ocorre, meio que perdemos o senso do que pensar.

Neste quarto episódio foram apenas quatro pontos observados: Bernard e Elsie; Homem de Preto e Lawrence; Nação Fantasma; e William e James Delos.

Está claro que sempre existiu mais um outro anfitrião entre os humanos. Quem será?

Isso é impossível de saber, agora só no chutômetro. As mais diversas teorias já brotam pela internet. A maior parte acredita que Bernard foi buscar um corpo para a consciência do Ford. Eu já não acredito nisso. A cena final da menina chamando papai e depois falando com o Homem de Preto prova que Ford preparou um jogo onde estaria no comando estando vivo ou não. Talvez até o fato de não estar vivo seja uma vantagem para ele.

E para falarmos do Homem de Preto, suas cenas com Lawrence e os Confederados, foram muito boas. Ali nasce uma fagulha de um sentimento bom no “vilão”. Tudo que passaram ali para chegar até as armas foi muito válido. O momento final então, nossa, quero achar os gifs na internet para salvar aqui. Pode carimbar que é top!

E a filha do William hein? Como diria a Ludmila, ela chegou chegando!

Não parece também estar para brincadeiras. Ela é a Grace, moça que vimos no episódio 3 fugindo do parque The Raj. O que prova que não estávamos vendo uma cena do passado (ponto positivo para nossa teoria). Ou seja, temos uma outra pessoa que, pelo jeito, entende muito sobre o parque. Mas quais são seus objetivos, o porquê de só agora ter ido atrás do pai e seu passado são temas que farão nossas cabeças explodir futuramente.

No último capítulo também vimos Dolores chegar a conclusão muitos hosts precisavam morrer. Já neste, William conclui as pessoas não devem viver para sempre. Talvez isso ajude quem esteja à procura de provas de que ele, na verdade, quer a destruição do parque. E aí, qual é a sua aposta?

Imagem: Divulgação/HBO

HISTÓRIA NUNCA É DEMAIS: A origem do nome deste episódio vem de Sófocles, um escritor da Grécia antiga, conhecido por escrever dramas, como a de Édipo Rei. Nesta história, a trama aborda um desafio – uma esfinge (figura mitológica com corpo de animal e rosto e peito humanos) permite a passagem somente de quem conseguir responder ao seu enigma. Se a pessoa errar a resposta, ela é estrangulada instantaneamente.  ‘Esfinge’ vem da palavra grega sphingoque, que significa estrangular.

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