Crítica: 2×14 de The Rookie nos trouxe o que a série tem de melhor

Critica 2x14 The Rookie

Humor na medida certa em The Rookie

Mais uma semana que mostra que The Rookie tem tudo para ficar entre as favoritas do gênero dramédia policial.

Todo início de episódio temos alguns de nossos policiais favoritos envolvidos em algo cômico, que parece estar na tela para nos aliviar das possíveis tensões do episódio. Nolan (Nathan Fillion) e Harper (Mekia Cox) foram chamados para interceder em um chá de bebê. Eles explicando para o Sgto. Grey (Richard T. Jones) que foram usados explosivos C4 e cobertos de glitter, foi impagável. Tenho a impressão que o ator de Richard não se conteve e deu uma risada sincera (eu quase gargalhei).

A idade pesa para Nolan

Desde que a série começou, a premissa sempre foi um homem mais velho entrando na policia. Era meio óbvio (pelo menos para mim) que eventualmente seria abordado as condições físicas de Nolan e como isso pesaria no seu dia a dia na polícia. Acho até que demorou demais. Apesar de achar que foi uma desculpa esfarrapada dos roteiristas para mostrar Grace (Ali Larter) preocupada com seu novo velho namorado (velho novo namorado? Já nem sei) e dar ênfase na fase boa em que ambos estão tendo juntos. O relógio para medir seus batimentos foi apenas um alívio cômico do episódio e serviu para ter umas interações fofas com todos. Foi insano quando cada um de nossos personagens deu dicas para o John lidar com o estresse. Mostrou bem a personalidade de cada um.

Tivemos a volta do detetive Nick Armstrong (Harold Perrineau), que dessa vez foi questionado por Nolan sobre seu segredo. Apesar de negar no começo do episódio, ele assume no final que o que esconde está ligado a passar dos limites para pegar uma assassina e isso é algo muito arriscado, percebemos que ele faz essa declaração para aconselhar o Nolan. Sinto cheiro de problemas com ele e o Nolan no futuro, não sei, me parece que apesar de ele bancar o good guy, em algum momento ele fará algo traiçoeiro.

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Voltando ao caso da semana, Nolan e Harper encontram um corpo com pescoço quebrado em meio a uma perseguição. Foi um ótimo momento para mostrar o quanto Harper é inteligente e técnica analisando o corpo. Já John falando com o analista de câmera foi uma preguiça de roteiro, que se não fosse em um episódio tão bom, poderia estragar a experiência. Era claro que aquele homem estava envolvido, só não imaginávamos o quanto.

Ao ir a casa do defunto, Nolan persegue um homem e acaba sendo auxiliado por Tim Bradford (Eric Winter) e Lucy Chen (Melissa O’Neil). Nesse momento, o foco muda. O suspeito era soldado de Bradford na guerra.

O passado de Tim ainda o assombra

Até o meio do episódio, senti que a minha dupla favorita, Tim e Chen, estariam de escanteio nessa semana, afinal o caso deles era sobre um marido com ciúmes de um drone filmando sua esposa atirada e o cachorro destruidor de lares que a Chen adotou. Fiquei feliz de estar completamente enganado. Quando Bradford se vê de frente com seu antigo companheiro, notamos em seu rosto a dor das lembranças da guerra e o sentimento de culpa pelo estado do amigo. Isso tornou-se o fio condutor do episódio, pois Tim queria achar alguém que fosse culpado por um crime e não o seu ex-militar morador de rua.

É aqui que acontece o que eu mais gosto. A dupla Lucy e Tim junto de Nolan e Harper. É uma delícia assistir quando as duplas saem do conforto de ações juntos e formam equipes. Juntar dois policiais extremamente acima da média, como Tim e Harper, é pedir para um show policial. No momento que são proibidos de continuar no caso, eles puxam a responsabilidade para eles, sempre preocupados com seus rookies e continuam a investigação.

Quando Nolan é confrontado em casa pelo falso técnico de câmera (sim, eu sabia que ele voltaria), conhecemos bem como essa equipe é vista. Harper e Tim são veteranos e durões, Chen sobreviveu a um serial killer, então Nolan é visto como o elo fraco do time. Por isso, que foi escolhido pelo vilão para ser ameaçado. Mal ele sabia que nosso John Nolan pode ter coração bom, mas é tão durão quanto seus companheiros.

O clímax bem feito em The Rookie

O terceiro ato do episódio foi um clímax clichê, porém bem executado. Os quatro agindo por conta própria contra vilões que, na verdade, são operações especiais secretas do governo, os black ops, que fazem o trabalho sujo. Como disse, é clichê, mas ver como estavam prontos para um caso mais elaborado foi sensacional. Tivemos até a presença da Angela Lopez (Alyssa Dias) como atiradora de leite backup. O fim do caso era esperado. Eles não prenderam todos os bandidos, afinal tinham costas quentes, mas conseguiram inocentar o amigo de Tim, que era a prioridade naquele momento.

No fim, vemos Tim em mais um ato de bondade, arranjando um lugar para o colega ficar e também assumindo o cachorro louco de Chen (que destruiu o apartamento e a jaqueta favorita de Jackson). Isso é mais uma ligação entre eles e cada vez mais está chegando a hora deles se beijarem (Me deixem sonhar!).

Sobre a dupla Lopez e Jackson (Titus Makin Jr.), novamente, não tem muito o que falar. Foi mais uma semana sem um desenvolvimento para o Jackson, que nem foi chamado para a ação em conjunto, sendo que até a Angela estava lá (será que o nosso garoto prodígio vai nos abandonar?).

É isso, espero que tenham amado o episódio dessa semana como eu amei. Abaixo o trailer do próximo episódio de The Rookie. Deixem comentários para interagirmos e torcer para Bradchen juntos. Até a próxima semana!

Nota do episódio8.5
Crítica do décimo quarto episódio da segunda temporada de The Rookie, da ABC, intitulado “Casualties”.
8.5
Tags The Rookie
Arthur Gonçalves

Arthur Gonçalves

Publicitário e roteirista amador que é praticamente uma wikipédia de séries.

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