Crítica: 3×03 de Preacher reabre a temporada de caça aos vampiros

Imagem: AMC/Divulgação

Caça aos vampiros e a obsessão de Cassidy com Tulip.

Cassidy se deixou levar pelos instintos e foi pego com a boca na… galinha! Tulip deixou a emoção falar mais alto e levou uma “benção” de deus no estilo capoeira. E Jesse está começando a voltar às origens das quais tanto fugia. Esta temporada está ficando cada vez mais atraente, não acham?

Cass cometeu um erro enorme ao não ouvir o que Jesse estava tentando avisar. O que me deixou mais perplexo foi que, mesmo lembrando dos quadros que viu pela casa, a ficha dele não caiu. O cara está tão xonado na namorada do “melhor” amigo que não quer perceber que está correndo altos perigos em Angelville.

Isso me faz pensar sobre o passado do vampiro. Será que ao longo de sua longa vida, ele conheceu alguém por quem se apaixonou com a mesma intensidade com que se entregou à Tulip? Ou será que a “chave de pernas” que ela deu nele foi tão incrível assim? #impressionado

Tulip e seu problema com Deus.

Imagem: AMC/Divulgação

A namorada de Jesse fantasiando o momento em que ela encararia e daria uma joelhada nas partes íntimas da divindade foi hilária.

É interessante como Tulip reage ao encontrar com o Deus da série. Desde a primeira temporada, vemos que ela não estava muito feliz com a divindade. Acho que, por conta da sua história de vida, Tulip não tinha muita fé. Ver que Deus existia, fez com surgisse um ódio tremendo por tudo o que ela já havia passado e pela má fama dos O’Hare.

A cena em que ela enfrenta Deus foi uma das melhores cenas do episódio! Melhor ainda foi ver como Ele reagiu à pressão dela. Um Deus de amor, mas que cede à pressão das palavras de uma mera mortal. Meio estranho, mas tudo bem.

Ainda sobre essa tensão entre Deus e Tulip, acho bem legal as formas como ela tem tido as visões. Começou com uma experiência de “quase morte”, ou experiência “purgatorial”, que abriu um “canal” para que ela pudesse receber as mensagens divinas. A série não deixa muito claro se as experiências são reais, ou se são apenas visões. Ponto positivo no quesito mistério!

Perigo, vovó L’Angelle está na área!

Uma cena que me deixou bastante impressionado foi na conversa de Tulip e Jesse sobre como quebrar a maldição do lencinho. O Preacher passou de uma feição agradável para um olhar de pânico em fração de segundos. O que me faz pensar ainda mais sobre a fama dos L’Angelle e sobre Angelville.

Mesmo com as recomendações de Jesse, ela ainda foi provocar a velha. Algumas coisas me chamaram a atenção nessa cena. A vovó tinha um estoque quase interminável de pactos de sangue quase. Por que será que ela estava em decadência, mesmo tendo tantos acordos? Gostei muito de como a história do casal que queria quebrar o pacto foi narrada e encenada. Ficou aos moldes de um conto tipo a loira do banheiro. Muito bom!

Quando TC perguntou se a Tulip queria ver a piroquinha dele, eu imaginei que ela fosse ficar bem pistola, mas ela lidou com o convite com maestria. Ainda conseguiu umas boas informações antes de dar uma pegadinha.

Madame Boyd.

Finalmente descobrimos quem era a Madame Boyd. Isso deixou mais claro alguns aspectos da situação atual da Madame Marie L’Angelle. Pelo que entendi, elas são concorrentes, e as Tumbas era o show que dava à vovó de Jesse a preferência com os clientes. Por isso, a “fuga” de Custer custou tanto à família de sua mãe.

Outra coisa que faz bastante sentido é a jovialidade de uma e a “antiguidade” da outra. Quando parou de receber clientes, Marie começou a perder as oportunidades de permanecer jovem, coisa que a Madame Boyd conseguiu com pouco esforço.

Quando a Tulip pegou no telefone e uma voz falou algo do outro lado da linha, eu tive logo um palpite de quem era: a velha L’Angelle tem uma linha direta com o capeta. Vocês pensaram nisso também?

Estou muito ansioso pelo próximo episódio. Falaram tanto sobre as Tumbas nesse começo de temporada que minhas expectativas estão lá no alto. Já tivemos um pequeno deguste do que nos aguarda, vamos ver como Cassidy vai se sair no combate contra o diretor pedófilo.

Até a próxima!

Tags Preacher
Albert Moura

Albert Moura

Jornalista e seminarista, além de pai de primeira viagem. Casado com a Ana, mas amante das séries. Atualmente acompanha Outcast, Better Call Saul, American Gods, Lucifer, Gotham, o universo Marvel, Arquivo X e mais algumas, além de também ser um eterno fã de Friends. No Mix, escreve sobre Preacher e Lethal Weapon.

1 comment

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    Bruno 17 julho, 2018 at 10:50 Responder

    Torcendo muito pro Cass contra esse professor pedófilo.

    Tô gostando bastante do destaque dado a Tulipa. Ela sempre foi importante, mas esse lance de se conectar e conversar com Deus deve ser decisivo pra Jesse recuperar a Genesis e conseguir sair dali.

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