Crítica: 3×15 de 9-1-1 foi pura emoção e adrenalina

Critica 9-1-1 3x15

Ao resgatar as origens de Eddie, 9-1-1 é segura, catártica e certeira 

Algo que tem dado muito certo, desde que 9-1-1 começou a investir, são os episódios que resgatam a origem de seus protagonistas.

Dos super bem trabalhados, como de Hen, ao apogeu, quando a história de Athena é apresentada, o seriado foi firme nas suas decisões e demonstrou muita habilidade, planejamento e conhecimento de seus personagens. 

Dito isso, seria bastante natural que, depois do eletrizante episódio passado, a série diminuísse o seu ritmo ao conduzir a história de Eddie. Afinal, dar um pouco de respiro ao telespectador, sem desrespeitá-lo, poderia ser uma abordagem. Mas o que os roteiristas quiseram, ainda assim, era entregar o que o ex-soldado merecia: uma memória marcante.

Eddie Begins 

Desde a sua apresentação, lá no primeiro episódio da segunda temporada, Eddie sempre foi entregue ao que mais importava para manutenção de suas vivências: o seu filho, Christopher. Sendo assim, toda sua narrativa foi envolta ao relacionamento dos dois, passeando pelos desafios com mãe, culminando em alguns traumas aqui e ali. 

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Nesse emaranhado de situações complexas, dado todo histórico familiar e os impasses provocados pela paralisia cerebral de Christopher e a morte de Shanon, ainda existia a memória de um tempo que também o assombrava: quando Eddie era membro do exército e lutava no Afeganistão.

O período trouxe pra ele alguns ensinamentos, isso é fato, mas nesse episódio vimos o quanto essa experiência definiu seus limites e seu próximos passos, o que, ao olhar um pouco a frente, culmina em sua entrada no corpo de bombeiros aonde hoje ele pertence. 

Desenvolvimento é a base 

A beleza desse episódio começa em sua estrutura: intercalar o passado e o presente, enquanto em ambas as linhas temporais a tensão é categórica, foi uma decisão robusta. Se no passado, Eddie salvava os seus companheiros na guerra, no presente, ele terá de dar a sua vida para resgatar um garotinho, um pouco mais novo que o seu filho. 

E evidentemente, tudo faz sentido. Não apenas nessa unidade de sentido, mas ao olhar para construção do personagem, que, como dito acima, já foi apresentado com a proposta bem definida de realçar a sua paternidade aguerrida. 

Nessa questão, porém, algo fica ainda mais demarcado. Longe de endossar ideais maniqueístas, que alçam o bombeiro a posição única de herói, a sua trajetória também pontua os seus defeitos. E isso dá ainda mais profundidade a história dele com Shanon, que poderia muito bem ser vilanizada de maneira fácil e superficial. Portanto, algumas camadas aqui e ali fizeram muito bem à narrativa, o que torna o ex-casal cada vez mais crível e delicado. 

Eddie finaliza sua missão 

Inquietante, Eddie Begins foi uma grata surpresa e, inclusive, provocou até um mesmo um senso de ameaça, ao nos fazer crer, realmente, que a morte de Eddie, ou de Hayden, era uma possibilidade. Felizmente, ao fim dessa jornada só nos restou alívio.

Eddie e Chirstopher são, afinal, um elo indestrutível: seja na guerra, aguardando a morte iminente, seja submerso, a procura de oxigênio, na expectativa que um abraço, entre pai e filho, possa lhe trazer de volta à realidade. 

Nada mais simbólico que o episódio começar com o nascimento daquele dita a construção de seu texto: Christopher.

E vocês, o que acharam do episódio? Deixem nos comentários. Além disso, continuem acompanhando todas as novidades do mundo das séries aqui no Mix de Séries.

Abaixo, o vídeo promocional do próximo episódio de 9-1-1.

 

Nota do Episódio 9
Crítica do décimo quinto episódio da terceira temporada de 9-1-1, intitulado "Eddie Begins", exibido nos EUA pelo canal Fox.
9
Tags 9-1-1
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Lucas Wilker

Estudante de Jornalismo e grande admirador do Ryan Murphy e suas fábulas. Apaixonado pelo universo audiovisual desde que os X-Men o convidaram para adentrar em suas aventuras. Chora facinho com This Is Us e é extremamente afeiçoado aos personagens das séries, dos filmes e dos livros que consome. Eterno aprendiz da escrita.

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