Crítica: 4ª temporada de Only Murders in the Building foi uma carta de amor a Hollywood

A quarta temporada de Only Murders in the Building no Disney+ nos leva a uma jornada sombria e fascinante, mergulhando no melhor estilo de Hollywood e transformando o Arconia em um cenário que honra o passado do cinema com humor e mistério.

Ao longo dos episódios, a série revela não só seu amor pelo cinema clássico, mas também uma nova camada de complexidade emocional que deve capturar a atenção dos votantes do Emmy.

Um Tributo à Velha Hollywood

Nesta temporada a série intensificou sua homenagem à indústria cinematográfica com a introdução de personagens que querem adaptar o podcast de Oliver, Mabel e Charles para o cinema, trazendo nomes como Eva Longoria, Zack Galifianakis, e Eugene Levy.

Essa, na verdade, foi uma celebração à glória de Hollywood, que remonta aos dias de ouro do cinema, mas sem abandonar o charme contemporâneo e a comédia metalinguística que tornaram a série um sucesso.

Ao longo dos episódios, a interação de figuras icônicas como Longoria e Meryl Streep, que retorna como Loretta, adiciona um toque de sofisticação e torna a série um deleite tanto para os aficionados por mistérios quanto para os fãs do cinema clássico.

Emoção e Tragédia no Coração do Mistério

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Imagem: Divulgação.

O interessante é que, a melhor temporada até aqui, na verdade, carrega uma tristeza latente que é cuidadosamente equilibrada pelo humor característico da série.

A morte de Sazz Pataki (interpretada por Jane Lynch) deixa uma marca profunda nos personagens, especialmente em Charles, que vê na perda de sua amiga uma tragédia pessoal.

Ao contrário dos casos anteriores, como os de Bunny e Tim Kono, a morte de Sazz traz um tom mais íntimo e emotivo, já que ela era um pilar de amizade e apoio para Charles. Lynch, com sua atuação calorosa e carismática, faz com que o público sinta a falta de Sazz, conferindo profundidade emocional à trama e tornando o mistério muito mais envolvente.

Diálogos que Unem Gerações em Only Murders in the Building

Only Murders in the Building continua a explorar as diferenças e semelhanças entre gerações, mas nesta temporada, essas interações têm uma ressonância particular. As brincadeiras sobre o iPad de Oliver, os estereótipos millennials de Mabel, e a obsolescência da sabedoria de showbiz de Charles ganham novos ares, especialmente quando vemos o trio principal, que abrange quase cinco décadas de diferença, interagindo com as estrelas convidadas que reduzem essa lacuna geracional. Essa mistura habilidosa de diálogo transgeracional faz da série uma comédia afiada e acessível para todas as idades, mantendo um tom afetuoso e humano.



Only Murders in the Building vira uma Aposta ao Emmy: Uma das Melhores Comédias do Ano

Only Murders in the Building
Imagem: Divulgação.

Only Murders in the Building pode ganhar a descrição de um fenômeno cultural, capturando com precisão o humor e a humanidade em meio ao caos e mistério. É uma das comédias mais encantadoras e sofisticadas do ano, explorando temas de amizade, perda e crescimento pessoal sem sacrificar o entretenimento leve que os fãs amam. A série parece ter encontrado seu equilíbrio entre o mistério e a comédia, mantendo-se fiel ao charme inicial sem parecer forçada, o que a torna uma candidata digna do Emmy.

Com humor, emoção e uma homenagem ao cinema que remonta à idade de ouro de Hollywood, a quarta temporada de Only Murders in the Building se consolida como uma das séries de comédia mais autênticas e inteligentes do ano. Ela atrai risadas e lágrimas em igual medida, oferecendo, dessa forma, uma experiência envolvente. E que, sem dúvidas, merece ser reconhecida como uma das melhores comédias de 2024.



Crítica: 4ª temporada de Only Murders in the Building foi uma carta de amor a Hollywood
SOBRE O AUTOR
Anderson Narciso
Criador do Mix de Séries, atua hoje como redator e editor chefe do portal que está no ar desde 2014. Autor na internet desde 2011, passou pelos portais Tele Séries e Box de Séries, antes de criar o Mix. Também é criador e editor do portal Folha JF, projeto regional voltado para Juiz de Fora e região. Séries favoritas da vida: One Tree Hill, Friends e ER.
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