Crítica: 4×08 de The Good Doctor persiste oscilando qualidades

Um sério risco em um futuro próximo de The Good Doctor

Acalmem-se que hoje não estou aqui para criticar The Good Doctor. Todavia, algumas verdades devem ser bem analisadas.

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A situação está delicada após a morte de Melendez. Muitos fãs ainda não absorveram bem a informação, embora a série lute para mudar essa visão. Acredito que a grande jogada pode estar em um arriscado truque de mudança de foco. Mesmo que Shaun ainda seja a principal estrela, ele tem permitido outros brilhos nos últimos tempos.

A única crítica a essa forma de apresentar a série está na oscilação entre os plots secundários.

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Crescimento x Foco

Desde já, devemos deixar claro a forma com que vários personagens cresceram durante os últimos anos. Por diversas vezes já citei a evolução positiva de Morgan por aqui. Além disso, vemos Claire se tornar uma pessoa mais sábia com o passar do tempo e de suas impactantes perdas na vida.

A produção de The Good Doctor foi muito inteligente ao colocar esses pequenos detalhes que fazem total diferença e conseguem manter a qualidade. Todavia, essa temporada está um pouco perdida por dentro de suas propostas.

Em relação a Morgan, vivemos a dualidade de sua mudança de carreira e da amizade com Park. Plots esquecidos ou ignorados por um tempo, pelo que vimos nas últimas semanas.

Em contrapartida, vemos Lim ganhando destaque episódio sim e episódio não, em sua relação com Claire, que, pelo visto, promete abalos importantes. Shaun e Lea vivem o estressante momento de adaptações nos relacionamentos, contudo, tem sido um dos momentos mais estáveis do show até então. Com este foco perdido, a série conduz de maneira desgovernada seu futuro.

Imagem: ABC/Divulgação

O que trazer de novo?

Mesmo com os novos residentes, a série ainda não mostra ao que definitivamente veio após o período de pandemia. Abordar a vida fora das loucas noites de plantão é um dos pontos positivos de se aumentar o cast. Dentro deste objetivo, nos deparamos com nosso protagonista.

Bem como em outros momentos, observamos Shaun com um excelente projeto de futuro para com sua vida pessoal. Aos que criticavam o casal, Shaun e Lea provam que a relação pode sim ser proveitosa. Do mesmo modo que já foi feito algumas vezes na última temporada, os produtores desistiram de mostrar as fragilidades do personagem. Na verdade, tudo faz parte de uma grande jogada de construção e identidade.

Tendo mais nada a declarar…

Quanto ao caso da semana me permaneço neutro. Não que tenha sido mal desenvolvido. Acredito inclusive que a dinâmica pai e filha dos pacientes teve um dos maiores impactos que já vi dentre os casos por aqui.

A forma como Lim colocou a realidade da vida adulta para uma criança de quatorze anos foi ao mesmo tempo assustadora e realista. Nesse sentido, a personagem desenvolve uma personalidade que pode ser difícil de digerir ou então entender até o final da temporada. Acredito que este será o plot de maior constância por aqui até a final.

Falando em plot, a sagacidade dos produtores às vezes me impressiona. Quando penso que está tudo bem, resolvem adicionar um elemento extra nessa loucura. A adição é protagonizada por Priscila Faia (You, Me and Her) e vem atrapalhar a tranquilidade do casal Shaun e Lea.

Apesar de nítido que não devem destruir o principal casal de uma hora para outra, será curioso ver as principais intercorrências desse novo interesse amoroso. Não sei bem se estou gostando dessa ideia, mas vou pagar para ver…

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Nota do Episódio8
Review do oitavo episódio da quarta temporada de The Good Doctor, exibido nos EUA pela ABC, intitulado: "Parenting".
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