Crítica: 7×11 de The Flash decepcionou mais uma vez

Imagem: The CW/Divulgação

O fim da Cruzada da Força

The Flash encerrou sua “Graphic Novel #3”, mais um grande arco da era Eric Wallace, o showrunner desde a temporada passada. O episódio que funciona como a midseason finale desta sétima temporada mostrou os eventos finais da adaptação da “Cruzada da Força”.

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Mas o resultado foi mais um decepcionante final para uma história com potencial. Afinal de contas, a produção tinha em mãos um forte arco dos quadrinhos para recarregar aquela energia que aos poucos vem se descarregando em The Flash.

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O que tem acontecido em The Flash

É triste acompanhar essa decadência de The Flash que já foi a de maior audiência para uma série de super-herói. Isso porque os roteiristas transformaram Barry em um herói aquém do real Velocista Escarlate, uma vez que quase nunca tem razão e sempre precisa dos conselhos dos personagens secundários para aprender algo.

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Com isso, todo episódio tem um discurso motivacional raso e entediante, e algum personagem sempre tem uma lição de moral a aprender, como nos desenhos animados e em séries antigas. O Flash mesmo sendo um dos heróis mais poderosos da DC, na série quase nunca derrota os vilões sozinho ou usando seus poderes de forma interessante. E ultimamente tem se tornado rotineiro derrota-los através desses discursos rasos e previsíveis.

Recursos como este faz sentido vez ou outra, não são de todo ruim. Afinal de contas, nem todo antagonista é 100% ruim. Poderia ter dado muito certo nesse caso em específico, já que a Força de Aceleração tem uma relação muito próxima a Barry. Mas quando usado em excesso, seguidas vezes, essa saída acaba se tornando banal e frustrante. E com o baixo orçamento que a série tem recebido, infelizmente nem as lutas em CGI tem conseguido empolgar estes momentos de ação e clímax dos episódios e arcos.

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Personagens demais

Outro grande problema em The Flash [na verdade de todas as séries do universos DC no ar] é o excesso de personagens secundários. Isso faz com que o foco e a força do personagem título acabe se perdendo, ao mesmo tempo com que torna seus coadjuvantes desinteressantes e dispensáveis. No próximo episódio, por exemplo, veremos a despedida de Cisco que é um personagem secundário muito importante na série, mas é mais um resultado dessa grande problemática interna.

O romance tem se tornado algo muito estranho em The Flash. O relacionamento de Barry e Íris perdeu toda a química que um dia já teve, o que tornou a cena final em que conversam sobre tentarem ter filhos totalmente fria. Sem contar as cenas embaraçosas como o olhar constrangedor entre Chester e Allegra. Ou mesmo o constrangedor diálogo entre Nevasca e Chillblaine enquanto “lutavam” durante a fuga.

Por falar em Chillblaine, que mostrou potencial em sua primeira participação, reapareceu aqui totalmente fútil. E Nevasca, que acompanhamos durante dois episódios sua luta e derrota na Justiça, conseguiu sua liberdade entre uma cena e outra.

Conclusão: The Flash precisa de novos roteiristas. O que temos acompanhado nos últimos anos é o desperdício de boas histórias. Esta sétima temporada inclusive tinha ótimo potencial neste primeiro arco, assim como aparenta ter no arco que está por se iniciar. Mas que com tudo o que já vimos até aqui, sabemos o que podemos esperar.

Só espero que eles consigam mais uma vez nos fazer mudar de opinião, ou poderemos ver o fim de The Flash ainda na oitava temporada. Se o caminho que nos levar até lá for este mesmo, talvez o fim da série seja uma boa saída. Infelizmente.

Imagem: The CW/Divulgação

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Jornalista e apaixonado por séries. Tem a mesma profissão de Clark Kent, usa óculos parecido, mas infelizmente não é super-herói. Grande fã de séries de super-heróis e fantasia. No Mix de Séries escreve as reviews de Arrow e The Flash.