Crítica: Com terremoto, retorno de 9-1-1 é o melhor episódio da série até agora

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Imagem: Fox/Divulgação

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9-1-1 e a delícia em assistir situações-catástrofe

marketing ao redor do grande retorno de 9-1-1 me deixou, e acredito que o mesmo aconteceu com o leitor, muito empolgado acerca do que assistiria nesse Season Premiere especial. Felizmente, tenho que confessar que os dois episódios que abriram essa segunda temporada foram mais do que eu esperava. Eles foram deliciosos, espetaculares e tudo o que nós precisamos na TV aberta num momento como esse. Quem diria que num dia iria afirmar que um terremoto numa série de ficção seria mais relaxante do que o noticiário, não é mesmo?

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Imagem: Fox/Divulgação

A temporada começa com os personagens apresentando suas novas realidades. Athena está namorando, às escondidas, com Bobby. Buck quer manter-se no posto de bombeiro mais atraente e bonito do quartel. Chimney quer aparecer mais e ter relevância na comunidade. Hen quer aproveitar o momento de estabilidade até que sua vida privada entre em colapso mais uma vez. Tudo suave na nave até que descobrimos que há um novo bombeiro no pedaço e que a irmã de Buck está em busca de um porto seguro. No episódio seguinte temos o tão esperado terremoto que abala Los Angeles.

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Tais novidades mostram que mesmo com as limitações que a TV aberta impõe aos roteiristas, 9-1-1 sabe como desenvolver sua história com originalidade, qualidade e empatia. Durante todo o primeiro episódio, temos a indicação de que o roteiro continuará balanceando com precisando o desenvolvimento dos personagens com as situações de emergência. Chamo atenção do leitor para a proposta interessante, e cada vez mais relevante, apresentada a partir do relacionamento de Athena e Bobby.

Quem disse que televisão também não é cultura?

Sabemos que o casamento inter racial é permitido desde quando a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, por unanimidade, no caso Loving v. Virginia em 1967. No entanto, mais de cinquenta anos depois, a sociedade ainda vê tal situação como exótica. Atraso social que é apresentado de forma primorosa num diálogo entre os protagonistas que acaba puxando outros assuntos como pressão para mulher manter o matrimônio e a possibilidade da mesma ficar “mal vista” após pedir divórcio do marido. É essencial que a televisão continue discutindo e tocando na ferida. Possibilitando que o telespectador possa pensar e quem sabe até mudar de ideia.

O mesmo pode ser dito para a história de Maddie. Independência feminina e abuso doméstico nunca estiveram tão atuais nos Estados Unidos e no Brasil. Fazendo com que essa essa proposta seja boa não só criativamente, porque desafiará Jennifer Love Hewitt pela primeira vez em muito tempo, mas sim por entrar numa residência que talvez a mulher esteja precisando de ajuda. É um assunto novo? Infelizmente não, exatamente o que torna essa proposta da equipe criativa de 9-1-1 tão importante. Segundo a colisão contra violência doméstica, a cada minuto vinte pessoas passam por algum tipo de abuso nos EUA.

Dinheiro não é tudo, mas ajuda muito

Sempre quando uma série faz sucesso e os produtores ensaiam um aumento no orçamento na produção, os executivos dos canais/produtoras tendem a atender tais vontades. Afinal, um pouquinho mais de capricho não faz mal a ninguém. Digo isso porque não me surpreende se esse for o caso de 9-1-1.

Depois de algumas cenas tecnicamente questionáveis na primeira temporada, a equipe de efeitos impressionou. Não diria que tal destaque vem exclusivamente por causa do terremoto, mas pelo conjunto da obra. Embora uma ou outra sequência tenha se mostrado fantasiosa, acredito que há muito tempo não tínhamos a oportunidade de ver um episódio tão caprichado e bem acabado tecnicamente do que 7.1.

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Em síntese só tenho elogios para os dois primeiros episódios da segunda temporada. Seja pelas histórias individuais de cada personagem ou da grande qualidade técnica apresentada com o terremoto. Espero que possamos assistir mais sobre o tal filho de Eddie, assim como o retorno do vício em sexo de Buck.

É muito bom estar de volta!

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Bernardo Vieira

Catarinense e estudante de direito. Escrevo sobre entretenimento desde 2010, mas comecei com política internacional depois da campanha americana de 2016. Adoro uma premiação e um debate político, mas sempre estou lendo ou assistindo algo interessante. Quer saber mais? Me pague um café e vamos conversar.

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