Crítica: A equipe finalmente se reúne no episódio 1×04 de Titans

Imagem: Netflix/Divulgação

Os Titans, finalmente, estão reunidos

Depois de muitas indas e vindas, me parece que a partir de agora a história de Titans desenrolará com mais agilidade.

O que me impressiona na série são os desvios que ela não tem vergonha de fazer. Sabemos que os protagonistas são Ravenna, Robin, Estelar e Mutano. Contudo, com apenas quatro episódios e com uma base de história pouco fixada, o quarteto principal ainda é obrigado a dividir os holofotes com outros personagens.

É impressionante como existem questões de maior urgência para serem explicadas. Até mesmo seus protagonistas que merecem ser melhores apresentados e até desenvolvidos. Mas a série continua fazendo excessivos desvios narrativos. Foi assim com Rapina e Columba, com a Família Nuclear e, agora, com a Patrulha do Destino.

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Patrulha do Destino

Obviamente que todos esses personagens tiveram seu grau de contribuição na história. E que todos, em sua maioria, tiveram as suas entradas na série justificadas de forma coesa. Mas, eu pergunto, qual a necessidade da participação efetiva da Patrulha do Destino nesse episódio? Sendo que a equipe já ganhará uma série própria no ano que vem…

Eu fico feliz que a série quis ser fiel ao material original, já que na nona arte o Mutano foi da Patrulha antes de ser dos Titans. Contudo, dedicar um episódio inteiro focado numa equipe que terá um material próprio e marginalizar explicações e desenvolvimentos de Estelar e Ravenna, por exemplo, não é legal.

De todo modo, para não dizer que não falei das flores, é de se louvar os aspectos técnicos apresentados nesse episódio. Ainda que a transformação do Mutano deixe a desejar, os integrantes da Patrulha do Destino estão impecáveis. O Homem Robô, o Homem Negativo, todos estão com suas caracterizações excepcionais. Além de serem personagens interessantíssimos, com muitos recursos narrativos a serem explorados, o que pode fazer de Patrulha do Destino outra série fenomenal.

Quanto aos Titans, e levando em consideração a forma como eles foram marginalizados nesse episódio, não há muito o que se dizer. Sabemos o peso da responsabilidade de Titans carrega, sendo a primeira produção original de um ousado projeto de streaming que a DC construiu. E, obviamente, que a série seria utilizada para catapultar outras produções da plataforma. E isso pode ser feito, conquanto que não seja às custas do sacrifício de sua própria história.

Easter Eggs e outras nerdices:

– A Patrulha do Destino teve sua primeira aparição em 1963, na então conhecida Era de Prata da nona arte. Seus membros fundadores são os mesmos mostrados na série.

– Foi na Patrulha do Destino a aparição de uma das primeiras heroínas transgênero da história dos quadrinhos. Kate Godwin tem o poder de dissolver objetos sólidos.

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