Crítica: A redenção de Coven no episódio 8×05 de AHS: Apocalypse

Imagem: FX/Divulgação

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E lembrar que apenas algumas reviews atrás eu estava reclamando da demora de AHS: Apocalypse em mostrar o tão aguardado crossover... E quando a série decidiu mostrar, ela mostrou em doses cavalares e o quinto episódio não fugiu a essa regra, trazendo uma das personagens mais amadas de todo fã da era Coven: Misty Day!

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Depois dos retornos de Madison, Queenie e Zoe, de todas as meninas do clã Coven, Misty era a única que estava faltando

Por coincidência ou não, ela era, até então, a que havia tido o destino mais trágico e, assim como as outras, ela também retornou à vida graças ao poder de Michael, o anticristo. A decisão de Cordélia em autorizar a realização do teste das Sete Maravilhas ao Langdom foi muito estranha, até porque a atual Suprema nunca foi lá muito sinônimo de inteligência. Ela sempre foi ressentida e se inferiorizava muito, principalmente com relação a mãe. Tanto que ela só veio despontar como Suprema no último episódio da terceira temporada, em mais uma das enganações de mestre do Ryan Murphy, já que a resposta para a substituta da Fiona sempre estava nas nossas caras.

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Constatar que a autorização para Michael realizar o teste, não passou de um plano da Cordélia, evidencia muito a evolução da personagem. Ela pensa, age e sente como uma líder, deixando o egoísmo de lado e sendo um contraponto perfeito para tudo aquilo que a mãe dela era, apesar de às vezes lhe faltar a malícia da Suprema anterior. Vamos torcer para que Cordélia realmente tenha pensado em tudo, porque já vimos o futuro e sabemos o quanto ele é desesperador.

E se Cordélia nos surpreendeu pela sua capacidade, o mesmo pode ser dito de Michael. O filhote de capiroto, mais uma vez, demonstrou que de bobo não tem nada e, conforme nos foi relavado, até a entrada dele na academia de feiticeiros foi planejada. Tanto ele quanto Mead, que continua sendo um mistério nessa temporada, armaram para ele entrar no Coven masculino e assim destruir a escola de feiticeiros de dentro. Ou seja, não foi a descoberta do mundo bruxo, a paixão pelo poder ou qualquer tipo de coisa que fez Michael causar o fim do mundo. Ele sempre foi ruim e pronto.

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Mas vamos deixar o filho do capeta de lado e falar de coisa boa? O retorno da doce Misty Day. Como dito anteriormente, uma das bruxas mais amadas dos fãs (atrás de Fiona é claro, e de talvez, pasmem, Madison), retornou neste episódio e causou a redenção da temporada Coven, mas porque redenção? Porque de todos os personagens amados daquela temporada, Misty foi a que mais sofreu com um destino bem trágico. Ela ficou presa em seu inferno pessoal, num ato de crueldade não muito comum de Murphy.

Já disse aqui anteriormente que Coven é a minha temporada favorita, mas ela é também a temporada mais odiada de toda a série. Acredito que isso seja uma questão de timing. Apesar de seu relativo sucesso em sua primeira temporada, foi apenas na segunda, Asylum, que American Horror Story explodiu de popularidade, principalmente pelo tom assustador, claustrofóbico e sombrio apresentado naquele ano. No ano seguinte, a série nos apresenta Coven que, apesar de possuir elementos macabros, não era tão assustadora e tinha uma quantidade exagerada de elementos da cultura pop. Com isso, os fãs se revoltaram e começaram a apedrejar a temporada.

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Acontece que Coven tinha tanta história, tantos elementos e tantos personagens, que a maioria da mitologia que define American Horror Story, é totalmente dela.

Apocalypse vem expandindo essa mitologia e causando uma verdadeira redenção da terceira temporada

No próximo episódio iremos, literalmente, retornar as origens. Murder House está de volta e junto com ela retorna também a rainha-mor de American Horror Story: Jessica Lange.