Crítica: American Horror Story retorna às origens no 8×06 de Apocalypse

Imagem: CW/Divulgação

E aconteceu! Se Apocalypse, por tudo que nos apresentou até agora, já demonstrava ser a melhor e mais importante temporada de American Horror Story, Return To Murder House se firma como o melhor episódio de TODA A SÉRIE!

É interessante notar da influência que AHS teve e tem no universo televisivo de hoje

A série foi responsável por resgatar o formato de antologia (uma história fechada por temporada) para as séries de TV. Teve uma badalada primeira temporada, com uma história interessante, um tanto original e com o resgate de estrelas da televisão e do cinema que até então estavam esquecidas. Mas foi somente em seu segundo ano, a tão falada e reverenciada Asylum, que a série se firmou no imaginário popular e conquistou seu espaço definitivo na cultura da TV e no coração de muitos fãs.

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De lá para cá muita coisa aconteceu. Passamos por um clã de bruxas, um hotel, um circo de horrores… A série perdeu a sua, até então, maior estrela. E entre altos e baixos e brigas entre os fãs sobre qual casal era mais shippado, a série continuou no seu pedestal.

Apesar do formato de antologia, salvo engano, desde a terceira temporada estamos tendo pistas de que todas as temporadas estão interligadas. Algum tempo depois, o próprio Ryan Murphy confirmou essa informação. Com o anúncio de uma temporada crossover, obviamente, a expectativa para a grandiosidade do que iria ser mostrado era grande. Mas em nenhum momento imaginei que Apocalypse seria um temporada tão boa, tão redondinha e em que tudo, pelo menos até o momento, funcionasse perfeitamente. É um verdadeiro presente para os fãs.

A casa dos fantasmas mais famosos do mundo retorna, como um plano da Cordélia para saber mais sobre o Michael. E para isso ela envia Madison e Behold (uma dupla improvável, mas que rendeu ótimos momentos), para tentar dissecar o passado do nosso anticristo. E foi, simplesmente, incrível! Estava tudo lá, todos aqueles personagens, aquela casa incrível, os atores, os cenários, tudo perfeito e que causou um sentimento de nostalgia que nos falta palavras para definir.

E a cereja do bolo? O retorno da nossa rainha-mor, a toda poderosa… Jessica Lange!!

Cheia de classe, postura e fineza como sempre, ela dá um banho como Constance e por onde passa engole todo o restante do elenco. A atriz faz um monólogo incrível, no qual passaríamos horas assistindo à ela narrar as peripécias macabras de seu neto, que de anjo só tem o rosto (e que rosto, hein?). Nem parece que ela interpretou essa personagem pela última vez a 7 anos atrás. O tom está o mesmo, a ironia, a malícia e a rispidez da personagem, que fez a Jessica ganhar um Emmy e que muito provavelmente vai fazê-la receber uma indicação de coadjuvante no ano que vem, também.

A história do episódio não mostrou nada fora do esperado. Já imaginávamos o quão cruel era Langdon desde criança, mas algumas coisas foram “explicadas” aqui. Dentre elas o fato dele ter envelhecido tanto em tão pouco tempo. Uma coisa que chamou a atenção foi a mudança de personalidade da Madison, que apesar de ainda ter um pouco da “bitch” de sempre, tem se mostrado bem mais humana que o esperado. Além disso, a Emma Roberts está com uma atuação menos afetada do que na terceira temporada e segurou bem a onda nesse episódio mesmo contracenando com a deusa Lange.

E por falar em deusa, não foi apenas na frente das câmeras que as mulheres mostraram a sua divindade. Sarah Paulson estreou como diretora nesse episódio e fez um trabalho incrível!

Na próxima semana, a corrida para derrotar o anticristo continua e teremos mais um retorno de um personagem da era Coven. 😉

Murder House: Além de dirigir, Sarah também atuou nesse episódio como Billie Dean. Fada versátil faz assim!

Murder House 2: Com isso, Sarah iguala seu recorde de três personagens numa mesma temporada (assim como em Roanoke).

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