Crítica: Clarice traz universo de Hannibal de volta a TV e instiga

Crítica Clarice série

Nova série da CBS, inspirada no universo de Hannibal, instiga – mas não tem o charme do material em que se baseia!

O universo de Hannibal voltou! Dando continuidade ao “novo” filão de produções que assola a TV norte americana, Clarice é mais uma série baseada em um filme de sucesso. Mas não estamos falando de um filme qualquer!

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A série que traz a personagem Clarice Starling criada por Thomas Harris, conta a historia dela após os acontecimentos de O Silêncio dos Inocentes. Filme esse que não é apenas um dos melhores do seu gênero, mas que também é um clássico no mundo da sétima arte.

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Para vocês terem uma ideia do tamanho desse filme, ele foi um dos poucos filmes, em quase um século, a ganhar as quatro categorias principais do Oscar (melhor filme, melhor diretor, melhor atriz e melhor ator).

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Um marco da sua época, o filme é cultuado até hoje, por sua atmosfera única e as atuações estupendas de Anthony Hopkins, na pele do assassinos serial canibal, Hannibal Lecter (considerado um dos maiores vilões da história do cinema) e de Jodie Foster.

Imagina o peso de mexer com um filme desses? Clarice tinha tudo para dar errado, felizmente, não deu… tanto!

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Clarice não faz feio

Primeiro, temos que reconhecer que, apesar de não honrar como deveria o material original, a série não faz feio. A série possui uma atmosfera de apreensão e suspense muito bacana e saber usar e criar situações que remetem ao filme de 1991.

Ou seja, você percebe a referência a obra anterior. Mas, ao passo de tudo novo que é criado, o espectador consegue entender o motivo de estar ali. Entretanto, a minha ressalva fica na forma em que tudo é feito. Bem como na ausência de uma maior profundidade dada a elas.

Não que a série trate seu texto de forma rasa, nada disso. Mas também não trabalha de forma profunda como deveria. Ok, podemos entender que para escrever esse “primeiras impressões”, eu só vi os três primeiros episódios. Mas levando em consideração que estamos falando de uma produção que ao mesmo tempo em que se apresenta a um público novo, também pretende “chamar” os fãs do filme, ela já deveria começar com os dois pés na porta.

O que tem de bom?

Tirando o roteiro, por motivos explicados acima, todo o restante da série merece atenção e elogios. Rebecca Breeds, segura o desafio e nos apresenta uma Clarice com muitas dicotomias. Ao passo em que a personagem hesita, por tudo que passou, ela também é decidia. Inteligente, no mais alto nível, vulnerável quando precisa, mas sem nunca perder as suas motivações. Está na altura e na classe de Jodie Foster (que deu vida a personagem em O Silêncio dos Inocentes) ou Julianne Moore (que interopretou Clarice em Hannibal)? Não, mas também não precisa. Apesar de ser distante da sua contraparte do filme, nós entendemos e torcemos por essa Clarice daqui. E isso já é suficiente. O resto do elenco está muito bom também.

Na sua ambientação e direção também não há o que pontuar negativamente. O visual, inclusive, por muitas vezes pesado da série também me supreendeu, já que eu esperava um procedural mais genérico, digamos assim. Pelo contrário, a série mostra corpos e mutilações sem nenhuma cerimônia e as sequencias dos pesadelos\alucinações da protagonista são muito bem feitos. Graficamente não há tanta ousadia como na serie Hannibal (e dificilmente alguma outra produção será), mas considerando que Clarice passa na TV aberta estadunidense todo esse visual impressiona.

Imagem: Divulgação.

Veremos Hannibal?

A resposta é, infelizmente, não. Acontece que os diretos das obras de Thomas Harris é um verdadeiro samba! Personagens como Will Graham e o próprio Hannibal pertencem a um lugar e personagens como Clarice Starling e Bufallo Bill pertencem a outro, por isso não veremos menções ao mais famoso canibal das artes aqui, o que é uma pena. Ainda assim, a série tem muito material para mostrar e muitas histórias pra contar. Basta fazê-las da forma correta.

Conclusão

Clarice é uma série que vale a pena ser acompanhada. Pode não agradar alguns fãs dos filmes originais (aos xiitas com certeza não irá), mas é aquela máxima: estamos falando de uma ADAPTAÇÃO.

E adaptações significam que algo deixa de ser uma coisa e passa a se tornar outra completamente diferente. Além disso ser fã, não significa ser dono, então é bom ver de coração aberto e se a série não agradar seja por coisas relacionadas a elas e não por comparações que não fazem sentido.

Fica a minha dica… 

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