Crítica: Crise nas Infinitas Terras termina com ousadia no 5×01 de Legends of Tomorrow

Crise nas Infinitas Terras 5x01 Legends of Tomorrow

Ousadia e esperança marcaram final do crossover

Foram tantos momentos impactantes nestes últimos cinco episódios com Crise nas Infinitas Terras que é difícil descrever a emoção desse encerramento.

A CW trouxe o brilho no olhar de cada criança que cresceu e aprendeu a sonhar com nossos queridos heróis. Embora Legends of Tomorrow não seja o melhor exemplo de drama para esse fim, acredito que trouxe a leveza necessária. Todo o trabalho e produção de um ano foi concretizado de forma ímpar, com diversas surpresas e despedidas.

Começamos pelo mais importante: o multiverso. Sua reestruturação é mais do que necessária para o futuro de nossas queridas séries. Além de facilitar os próximos crossovers, – por favor, façam mais – ela traz uma organização para todos os trabalhos da DC já produzidos até aqui. Filmes, DC Universe, CW, Smallville e tantas outras produções agora estão melhor compartimentadas entre seus diversos mundos. Fiquei preocupado com essa pauta o episódio todo, mas a explicação final na voz de Stephen Amell trouxe um excelente encerramento. Minha empolgação de vê-los todos juntos foi bem semelhante à de Kara durante as aparições do episódio.

Tanto Easter Egg que nem sei por onde começar!!

Claro que é impossível relatarmos todos nessa publicação, mas que foi lindo ver algumas referências, isso foi… Primeiro, a aparição de Marv Wolfman – escritor original da saga Crise nas Infinitas Terras. Foi quase que um momento Stan Lee da DC e uma excelente homenagem ao roteirista. Além disso, não podemos esquecer dos Super-Amigos finalmente tomando forma e a suposta aparição de Gleek, o macaquinho azul do desenho original. Aquela cena de todos sentados em volta da mesa traz a tona sonhos profundos de cada fã em um dia ver a possibilidade de uma união. Mas por enquanto, nos contentamos com as séries separadas…

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Imagem: CW/Divulgação

Aproveitando o embalo, tivemos algumas consequências abordadas nesse episódio. Em Arrow, ele reverteu o Flashpoint e trouxe a baby Sara de volta, agora já uma criança. Já em Supergirl, Lex conseguiu ser figura pública notória para a cidade e isso traz um excelente plot para os episódios restantes da temporada. Legends terá mudanças também, como visto na promo que segue abaixo.

Além disso, tivemos algumas especulações sobre o futuro. A visão final dos mundos no trouxe uma suposta confirmação da série dos Lanternas que chega em breve pela HBO Max. Além disso, teremos uma provável participação dos Super Gêmeos em breve no Arrowverse, principalmente com a união dos Super-Amigos. Mesmo com tudo por vir, agora é o momento de respirar e se preparar para a expansão da DC no mercado televisivo que está cada vez mais presente.

Nada mais Legends que Legends…

Nem sei porquê ainda me espanto às vezes. Quem provavelmente não acompanha a série deve ter achado um absurdo colocarem um bicho de pelúcia gigante como provável vilão do episódio. A gente já achou uma vez e aqui estamos de novo. Contudo, dessa vez foi mais uma autocrítica em forma de humor. Muito se discute aonde a série vai chegar com tanta renovação e pouca influência no Arrowverse, todavia, eu acredito que ela é bem feliz sendo quem é. Legends of Tomorrow não necessita do drama ou ação que vemos nas outras. Ela consegue se sustentar com o humor leve e básico, as vezes até bobo, mas que nos traz um pouco da leveza do mundo de super-heróis.

Exatamente nesse ponto que fechamos o ciclo e voltamos ao mais importante. O episódio foi sim uma forma leve de trabalhar despedida. A grande despedida de Oliver Queen e seu legado. Por mais que a série da Arqueira Verde e as Canários venha por aí, ainda sentiremos falta de ver nosso antigo playboy e grande responsável por tudo que temos aqui hoje. Arrow foi onde tudo começou e o personagem teve um fim honrado e digno dentro do universo.

As despedidas foram feitas, agora é olhar para frente sem se esquecer dos ensinamentos que ficam. Novas séries virão e o universo se expande cada vez mais. Afinal: “Mundos vão viver, mundos vão morrer e nada será como antes”.

Nota do Episódio9.5
9.5
Lucas Franco

Lucas Franco

Mineiro, Escorpiano, 20 Anos, Estudante de Medicina. Direto do Arkham Asylum para o Mix. Eterno fã de Chuck, E.R. e Friends (RIP). Por entre as madrugadas vive a dualidade dos estudos e das séries. No Mix, escreve as reviews de Quantico, The Good Doctor e Legends of Tomorrow.

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