Crítica: Em episódio cheio de ação, 5×14 de S.H.I.E.L.D. marca o retorno da HYDRA

Imagem: Youtube/Reprodução

“And, of course, Hail HYDRA!”

Quase que para contrastar a ação mais “mental” do episódio anterior, “The Devil Complex”, décimo quarto episódio da quinta temporada de Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D., trouxe ação física e desenrolares para a trama desde os primeiros segundos.

A captura de Hale pareceu surpreendente e, ao mesmo tempo, previsível. Afinal, tentar sondar o inimigo diretamente, estilo espionagem militar clássica, faz todo o sentido, mas considerando Ruby e o resto dos Mestres do Terror, não parecia algo simples capturar a General Hale.

A construção da tensão com o discurso claramente “Hail HYDRA!” da General e o lado realmente sombrio de Fitz se materializando tanto na vida real como na aparição criada pela dimensão do medo elevou a tensão imediata do episódio a extremos. E, mesmo tendo se comportado como no episódio anterior – onde a trama só deu a sensação, mas não avançou realmente – aqui o imediatismo criado justamente por esses denominadores de tensão deixou tudo mais tangível… E mais eletrizante.

O terror puro e simples de ver uma das anomalias mais temíveis do Framework voltar a vida foi o ponto alto do episódio.

Imagem: Divulgação/ABC

Embora sim, tenha sido maravilhoso ver a equipe tomar uma postura mais ativa contra Hale, sair da defensiva e tentar ajustar as coisas, ver o retorno do Herr Doctor, do Fitz do mal que comandava o mundo dominado por Aida e pela HYDRA na temporada passada gelou o sangue. O cinismo, a frieza calculada, a pura insanidade má dele nos deu uma catarse poderosa desse ponto alto da trama, mais uma excelente mostra da qualidade narrativa que esse arco está tomando.

Claro, ver Ivanov, o famigerado russo, trouxe todo um sentimento de Framework ainda mais para o centro da narrativa. Parece que os pontos altos da temporada passada decidiram voltar, se unir e assombrar nossos heróis.

May e Coulson conseguiram brilhar a parte da trama central.

A discussão entre os dois sobre o que fazer e sobre fazer o que era necessário, pontuada por momentos gloriosos como “não vamos lavar nossa roupa suja na frente dos vilões” trouxe um alívio cômico necessário para toda a trama densa e cheia de ação do episódio.

Outras tramas, como a discussão do que é garantido acontecer baseado no futuro que experienciamos na primeira metade da temporada também acharam seu lugar aqui. Na verdade, mesmo nos deixando ainda no mesmo lugar, perceber que nem Hale nem Ivanov estão no comando – mas que ela ainda tem a cabeça dele guardada – e que Yoyo e Mack, assim como Deke e Simmons, talvez estejam mais próximos de entender a natureza do loop temporal abre uma série de possibilidades interessantes.

Mas a real surpresa, o momento de maior tensão, foi perceber que não era uma anomalia criada pela fenda, mas sim a mente do próprio Fitz, que pelo elevado nível de estresse, permitiu que o evil Fitz aflorasse, que criou toda a situação.

Agora, com o problema da fenda resolvido, a trama finalmente respira para avançar. Com as referências à Confederação, ao Odium e, claro, com o glorioso “Hail HYDRA” exposto definitivamente, fica claro que nossos heróis enfrentarão bem mais do que adversários comuns e Mestres do Terror fabricados pela general Hale. Separatistas, Krees e o nemesis original da S.H.I.E.L.D. estão de volta para mais uma rodada. E posso garantir: promete ser glorioso. See ya!

Richard Gonçalves

Richard Gonçalves

Estudante de Letras, apaixonado por quadrinhos, música e cinema. Viciado em séries desde sempre. Fã de carteirinha de Doctor Who, House, Battlestar Galactica, Sherlock, 24 Horas, The Borgias, Penny Dreadful, E.R. e Lost. Aqui no Mix de Séries é editor de reviews, além de escrever as reviews de Marvel's Jessica Jones, Marvel's Agents of S.H.I.E.L.D. e The Originals.

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