Crítica: Episódio 1×06 de Sharp Objects entrega detalhes importantes

Imagem: Divulgação/HBO

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“Às vezes você precisa ser má… ou machucar!”

Dizem por aí que Sharp Objects é uma série “onde nada acontece”. Honestamente, continuo me deliciando com essa história e apreciando, em cada detalhe, um texto ótimo de se acompanhar.

Talvez, essas pessoas que pensem assim, estejam assistindo a série de forma errada. Porque a série não se trata em avançar, ou descobrir quem matou quem. Mas, sim, desbravar as camadas de uma personagem que se cortava gravando palavras em seu corpo, e analisar sua trajetória em um local que ela nunca se encaixou.

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No sexto episódio, “Cherry“, vimos um pouco mais da relação de Camille com suas ex-colegas de classes, e o quão aquele mundo sempre fora estranho e pequeno para ela. Aliás, essa visão é provavelmente a mesma que suas colegas tinham dela.

Esse momento foi interessante para ver o quão Camille se sente deslocada em Wind Gap, e também aproveitamos para entender um pouco mais de como ela começou o vício de gravar palavras em seu corpo. A palavra “Cherry” foi a primeira, e os detalhes estiveram refletidos em vários pequenos detalhes, como a torta de amora que ela come no café da manhã fazendo alusão à palavra.

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Enquanto Camille se entediava em Wind Gap, a bicicleta de Ann Nash foi achada. Coincidentemente, ou não, em um lago ligado à propriedade de Adora. Pois bem. Um objeto, ligado ao primeiro crime da cidade, estava na propriedade da mãe da jornalista. Achei isso no mínimo curioso. Os indícios para que a matriarca dos Preaker tenha ligação com o crime aumentam cada vez mais, pelo menos em minha percepção – e pelo o que o texto da série induz.

Eu diria que Richard também pode estar indo para este caminho. Prova de que ele está curioso para saber mais sobre o passado de Camille e de sua irmã que morrera – de circunstâncias ainda desconhecidas pelo público. Será que tem a ver com o fato de que o detetive percebe alguma conexão com as mortes recentes? Algo está muito estranho nesta investigação e estou curioso para ver onde isso vai nos levar.

Ao mesmo tempo, Camille se reaproxima de John Keene, mas não ficou claro com quais intenções ela fez isso. Entretanto, ao conversar com a namorada Ashley, ela notou um pedaço da orelha machucada. E quando achávamos que o texto levaria para o indício de que John a abusava, Camille teve uma sacada de achar que poderia ter sido a própria Ashley a autora dos crimes. Camille está convencida, de alguma forma, que pode ter sido uma mulher a matar as meninas. Instinto de jornalista?

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Outros momentos interessantes marcaram o episódio, como o encontro de Camille com uma antiga paixão da escola – que participara do sexo coletivo que ela fizera quando era mais jovem. E aqui temos um momento interessante da série, que não mostra a mulher como vítima, mas sim como controladora da situação. Camille aparenta controlar a situação, no passado e agora, e ela quer deixar claro que pode ser tudo, menos vítima.

Já a sua irmã Amma, que a cada episódio mostra ser pancada de pedra, mostrou uma vulnerabilidade interessante. Ela precisava agradar meninos e meninas na cidade, e ao mesmo tempo ser má com eles. Ela gosta de ter a atenção de todos e isso parece convergir em uma raiva reprimida. Algo misterioso sonda Amma, mas o texto ainda não deixa claro. Não me surpreenderia se, mais pra frente, descobrirmos que ela tinha esse tempo todo alguma informação sobre os casos de assassinato.

Faltando apenas dois episódios para o fim da minissérie, Sharp Objects se encaminha para um desfecho surpreendente. Aguardando reviravoltas no próximo episódio. E vocês?