Crítica: Homecoming apresentou 2ª temporada surpreendente

Critica Homecoming 2 temporada

Sai Julia Roberts, entra Janelle Monáe em Homecoming

Fãs de um dos melhores seriados de 2018 podem comemorar, pois a segunda temporada de Homecoming estreou com tudo no Amazon Prime.

Surpreendente, eu diria que essa nova temporada consegue ser tão boa quanto a primeira. O suspense continua e o caos com a empresa Geist também. Mas o que faz desta temporada ser tão maravilhosa?

Em primeiro lugar, a brilhante atuação de Janelle Monáe. Em apenas cinco minutos da season premiere, ela conseguiu passar todo o seu pavor em não saber quem é de maneira formidável. A cada episódio, Monáe detona em atuação. Sua personagem é cativante e a forma como os roteiristas vão desmembrando quem é a nossa desconhecida, é fantástica.

É claro que a falta de Julia Roberts nessa temporada é sentida, porém, a trama é tão bem feita e amarrada que quase nem pensamos mais na brilhante atriz. Se existe algo que Homecoming conseguiu fazer nessa temporada é nos deixar ansiosos para saber quem é Alex/Jackie Calico, aka Jane Doe.

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Uma nova perspectiva

Sem Heidi Bergman (Julia Roberts), os roteiristas tiveram a difícil missão de achar uma protagonista a altura da vencedora do Oscar e dar continuidade a trama de Homecoming. O grande acerto desta temporada foi inverter os papeis; sai a terapeuta, entra a paciente. Logo de cara fomos apresentados a personagem de Janelle Monáe, uma militar mais perdida do que nós.

Em apenas sete episódios acompanhamos não só o desespero da personagem em saber quem é como também o desenrolar das tramas. Geis já não é mais a empresa poderosa que era na primeira temporada; agora ela enfrenta problemas administrativos e uma nova ameaça. Em contrapartida, Audrey Temple tenta fazer de tudo para que alcançar seus objetivos, mesmo que tenha que puxar o tapete de alguém.

Cena da segunda temporada de Homecoming

Imagem: Amazon Prime/Divulgação

Mesmo com um novo suspense, o seriado consegue fazer uma ligação coma primeira temporada ao trazer de volta Audrey e Walter Cruz. Embora a história seja a mesma, só que vista sobre outro ângulo, o seriado consegue prender os telespectadores do início ao fim ao interligar as duas temporadas.

Há uma passagem de tempo entre as duas temporadas, o que acaba sendo bem aproveitada visto que novos conflitos surgem e um novo quebra cabeça se inicia.

Heroína, vítima ou vilã?

Além de finalizar os arcos da primeira temporada, essa nova temporada de Homecoming traz novas reviravoltas. Com personagens novos e o retorno de antigos, somos levados a um novo mundo sem sabermos quem é a personagem de Janelle Monáe. Às vezes, ela parece tão vítima quanto Walter era, porém, nem tudo é o que parece. Sem mencionar que a relação entre eles foi um dos grandes acertos desta temporada.

Infelizmente, o seriado acaba por desenrolar o restante de sua temporada num piloto automático e apenas responde nossas dúvidas deixadas em aberto. Mesmo assim, isso não tira o brilhantismo da temporada. Aliás, se você piscar numa cena qualquer poderá perder algo importante da história. Para quem é fã de um bom thriller psicológico, Homecoming é uma ótima pedida.

Com um final para nos deixar com mais pulgas atrás da orelha, o segundo ano consegue seu propósito e nos presenteia com uma das melhores temporadas do ano. O roteiro é afiado, a fotografia espetacular e a trama continua tão inteligente quanto a primeira temporada. A grande diferença é que agora sabemos o que é o projeto Homecoming.

E vocês, o que acharam da segunda temporada de Homecoming? Deixem nos comentários. Além disso, continuem  acompanhando todas as novidades do mundo das séries aqui no Mix de Séries.

Confira o vídeo promocional da segunda temporada de Homecoming.

Nota da Temporada9.6
Review da segunda temporada de Homecoming, série original do streaming Amazon Prime Video. Crítica da série sem spoilers...
9.6
Tags Homecoming
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Gabriella Siggia

Quem eu sou? Eu sou uma em um milhão: escritora nas horas vagas, seriadora de coração, cinemática de plantão e amante da literatura. Divertida, alto astral e bastante bem humorada. Só não achei ainda minha outra pessoa. Ah, música faz parte da minha vida.

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