Crítica: Lethal Weapon deixa muito a desejar em seu retorno

Imagem: IMDb/Divulgação

Um episódio bem mediano para uma série que estava bombando de audiência na última temporada. Ainda mais depois de toda a polêmica sobre a saída de Clayne e a “falsianidade” de Wayans.

Atuações medianas

Foi preciso muita paciência para aturar esse episódio. Devo começar admitindo que achei o enredo do episódio e as atuações muito aquém do esperado. Só para mencionar um único ponto, basta atentar para a barba do Murtaugh, que estava de um jeito, quando ele se despede de Riggs, e de outro totalmente diferente, quando ele entra no hospital com o amigo ferido (apenas algumas horas depois).

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A fotografia continua muito boa, mas isso não é o suficiente para manter a série de pé.

Roteiro com pouco esforço para impressionar

Gosto muito do Wayans, mas acho que ele precisa se reinventar e procurar novas formas de comédia para atrair o público. Roger convenceu muito bem com a tristeza pela perda do parceiro, admito, mas foi só isso que me impressionou.

Quanto ao nosso eterno Stifler, acho que deveríamos dar uma chance ao cara. Senti que ele estava tentando ser um segundo Riggs e não deu muito certo. Conhecendo um pouco da carreira de Seann William Scott, até dá para relevar sua postura cômica e meio doidona, mas sinto que ele precisa se esforçar um pouco mais para não virar uma sombra de Clayne Crawford nas telinhas.

Despedida medíocre e entrada forçada

Tudo bem que as relações não foram muito amigáveis e a saída de Clayne foi tensa, mas acho que o Riggs merecia uma despedida mais digna. Todos nós merecíamos isso.

Pareceu-me que eles não fizeram muito esforço para mostrar a história do agente Cole. Eu diria que esse foi um erro muito grave para uma mudança tão brusca. A série tem seus momentos clichês e marcantes, mas, de alguma forma, eles sempre davam um jeito de deixar as coisas muito criativas e engraçadas. Esse primeiro episódio trouxe situações muito forçadas e ainda traziam a cara de Martim Riggs para as cenas de ação, mesmo sem ele por lá.

Rostos amigáveis!

Imagem: YouTube/Reprodução

Mesmo com todas essas questões, foi muito bom ver os rostos familiares da série. Os filhos de Murtaugh tentando lidar com a tristeza do pai. O vizinho tentando livrar-se do barco de Roger. Até a Dra. Cahill apareceu para tentar tirar o detetive da tristeza profunda. De todos os que apareceram, Avery foi o mais marcante. Bem legal ver a nova capitã enquanto Brooks tenta manter sua candidatura em meio à concorrência e às trapalhadas de seus antigos subordinados.

Devo colocar um outro ponto positivo para esse episódio por conta do nome. O barco de Murtaugh foi essencial para o desenrolar da historia. Pena que foi rebocado.

Espero que a série volte a brilhar. Estou disposto a ter um pouco de paciência para ver isso acontecer, espero que vocês também tenham.

Nos vemos na próxima?

Albert Moura

Albert Moura

Jornalista e seminarista, além de pai de primeira viagem. Casado com a Ana, mas amante das séries. Atualmente acompanha Outcast, Better Call Saul, American Gods, Lucifer, Gotham, o universo Marvel, Arquivo X e mais algumas, além de também ser um eterno fã de Friends. No Mix, escreve sobre Preacher e Lethal Weapon.

6 comments

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    Paulo Adriano Rocha 5 outubro, 2018 at 18:50 Responder

    Pense num episódio forçadíssimo. A única coisa que eu gostei mesmo foi o novato assumindo que não tentará substituir o Riggs, porque não vai conseguir. Achei isso bastante honesto com a gente pra evitar as comparações (que serão inevitáveis). Vamos ver como vai ficar pra aguentar a temporada toda…
    Custava nada o Wayans ter pedido pra sair no final da temporada passada. A gente continuava com o Crawford (que é ótimo) e bastava vir outro. Agora ele pede pra sair e vamos acabar perdendo uma série legal por conta desse ataque de estrelismo dele. #disappointed

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      Vanessa Sales 8 outubro, 2018 at 07:49 Responder

      Tanta confusão em torno da demissão do Clayne (que ao meu ver pareceu injusta,por diversos motivos) e agora o Wayans saí?!
      Sinceramente, penso que o ator pensou que conseguiria o protagonismo com saída eminente de Clayne mas o tiro saiu pela culatra.

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      Albert Moura 9 outubro, 2018 at 17:26 Responder

      Pois é Paulo. Vai ficar difícil de ver. Mas eu sou otimista, vou ficar com a esperança de que a série poderá sobreviver com tanta mudança em tão pouco tempo. Se não rolar, pelo menos a 2 temporada foi muito boa hehehe

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    Vanessa Sales 8 outubro, 2018 at 07:53 Responder

    “[A falta de continuidade e objetividade da trama do assassinato mostra o quanto a única coisa em mente da produção e dos roteiristas parecia ser realmente se livrar de Crawford. Não foi feito nenhum esforço para estender a “memória” de Riggs na trama ou dar uma importância que dure mais que um episódio ao acontecimento]”.
    Fonte do site:maníacos de série.
    Você tanbem assiste American Gods?! Amo essa série.

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      Albert Moura 9 outubro, 2018 at 17:28 Responder

      Assisto sim! Andei vendo umas notícias de que vai atrasar para sair a segunda temporada, mas a primeira foi sensacional. Uma das melhores séries que já vi

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        Vanessa Sales 10 outubro, 2018 at 21:29 Responder

        Também já li sobre os problemas na produção, demissão de showrunner…
        A 1° temporada foi sensacional e acho que a série tem pique pra se manter em alta!

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