Crítica: Lethal Weapon mostra que ainda tem lenha para queimar no 3×06

Imagem: YouTube/Reprodução

Lethal Weapon entrega um dos melhores episódios até agora. Histórias sobre o passado sempre trazem uma imensa contribuição!

Parece que, finalmente, acertaram a mão em Lethal Weapon. Esse episódio trouxe elementos marcantes e, sem dúvidas, extremamente relevantes para o futuro da série.

Seu passado te condena

Apostar no passado de Cole foi, certamente, a decisão mais sábia que já tomaram nessa terceira temporada. Ver mais a fundo o passado do agente tem tornado a série muito mais interessante. Eu defendia isso com relação à vida do Riggs também, e vimos o resultado na temporada passada. Inclusive, acho que o que deixou a série mais interessante foi envolver o passado e os familiares do “máquina mortífera” na história.

Um ponto que tenho gostado muito é ver falarem sobre o passado do agente sem mostrar a cena tosca da morte do menininho.

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Outro tiro certeiro que a série deu nesse episódio foi mostrar mais do relacionamento do ex-agente da CIA com sua filha.

Apesar de já ter comentado que não ia com a cara da filha de Wes, comecei a gostar das aparições dela. Ela não está mais com a postura de chatona e ainda resolveu dar uma chance ao pai.

Parece que Lethal Weapon tem focado mais em Cole nos últimos episódios. Embora sinta falta da comédia de Roger, não posso dizer que a decisão foi ruim. Eu realmente gostaria que esse foco tivesse sido dado logo nos primeiros episódios, mas foi bom acontecer agora. A impressão e de que a série está se reerguendo aos poucos.

Os parceiros de Bailey

Nas duas temporadas anteriores, Sonya Bailey possuía um parceiro para ajuda-la nas suas rotinas policiais. Já teve o latino tatuado, que manjava tudo sobre cartéis e gangues. Depois dele teve o agente Bowman, bonitão, gente boa com cara de inocente. Agora temos a “Gute”, uma policial cheia de marra, porém, com pouco carisma, ao meu ver. Fico me perguntando quanto tempo ela vai durar. O que tenho percebido é que, geralmente, tenho um certo receio com novos personagens, mas depois de um tempo, até que eles se encaixam bem na trama. Tomara que esse seja o destino da detetive Gutierrez.

Trama bonita, trama bem feita… trama formosa!

O que dizer então dessa trama, que mostrou ex-chefe, um ex-parceiro e altas tretas envolvendo o passado de Wes? Certamente, esse episódio foi impressionante de várias maneiras e ângulos.

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A começar pelo modus operandi do criminoso da vez, que me fez olhar de outra forma para as deduções estranhamente certeiras que Cole sempre dá. Dessa vez, mais do que nunca, ele conhecia o meliante. Essa jornada foi sensacional!

Outro tiro certeiro foi mostrar o pesar que o correção de Wes sentia por conta das mortes que havia em seu histórico. Isso explica muito do que vimos até aqui da postura do agente. Eu realmente acho bem legal essa ideia de ser um cara pacífico, que não gosta de armas, mas se esse cara é um policial, a coisa muda não é mesmo?

Valeu a pena esperar. Esse episódio mostrou que a série ainda tem muita qualidade. Isso aumenta nossas esperanças de mais temporadas.

Até a próxima!

Albert Moura

Albert Moura

Jornalista e seminarista, além de pai de primeira viagem. Casado com a Ana, mas amante das séries. Atualmente acompanha Outcast, Better Call Saul, American Gods, Lucifer, Gotham, o universo Marvel, Arquivo X e mais algumas, além de também ser um eterno fã de Friends. No Mix, escreve sobre Preacher e Lethal Weapon.

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