Crítica: O amor está no ar no 1×06 de New Amsterdam

Imagem: Divulgação/NBC

“Preciso lhe contar sobre um paciente…”

New Amsterdam tem se dedicado fortemente em nos emocionar a cada semana. E, nesta semana, a série explorou temas como amor e família para conduzir a trama.

De modo similar aos primeiros episódios, “Antropoceno” dividiu o elenco em duplas para o desenvolvimento da história. Apesar disso, a história foi conectada e dinâmica, permitindo uma interação boa entre os personagens.

Além disso, contamos com a participação preciosa de Georgia, que até então recebera pouco tempo de tela. De outro modo, neste episódio a dançarina teve protagonismo na resolução da trama central.

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Logo no começo, vimos que sua gravidez foi normalizada, permitindo que ela saia do repouso. Assim, agora a personagem deve participar de modo mais ativo na história. Também, o desfecho do episódio sugere maior participação de Georgia.

Max precisa de sua arma secreta

O centro do episódio esteve na festa de arrecadação de fundos para o hospital. Essa trama é importante, pois coloca o protagonista em conflito: cuidar de pessoas ou bajular ricaços?

Além disso, Max precisa lidar com a pressão do diretor Fulton para arrecadar bastante dinheiro. As participações de Ron Rifkin têm sido pontuais, mas bem interessantes, pois parecem trazer Max ao “mundo real”. Também ajuda a série a ser mais verossímil e dinâmica.

Paralelamente, Max precisa lidar com os costumeiros problemas do hospital. Um prisioneiro sendo drogado e uma doença misteriosa ameaçando um pai e um filho. Nada demais, claro…

Iggy traz a família para a discussão

Literalmente, Iggy Frome trouxe a família para sua história na série. Se, no episódio anterior, ele mencionou seu marido e seus filhos pela primeira vez, neste pudemos conhecer seu marido e Saamera, uma das crianças.

A trama de Frome no episódio foi a menos conectada aos demais, mas uma bastante importante. Ao lidar com a rejeição de seus pais quanto à sua família, o personagem trouxe mais uma discussão social fundamental à série: respeito à diversidade e ao amor.

De modo geral, New Amsterdam tem se esforçado para abordar temas polêmicos de maneira clara e posicionada. Isso é muito positivo, considerando o cenário político conflituoso e o fato da série passar na TV aberta dos EUA.

O diálogo entre Iggy e sua adorável filha na parte final do episódio foi sensível e profunda. Não há nada errado com nenhuma forma de família, e a série faz bem em deixar isso claro na fala dos personagens.

Kappur e Helen lidam com doença misteriosa

A trama clínica do episódio ficou a cargo de Kappur e Helen, que, ainda assim, tiveram suas histórias pessoais desenvolvidas.

Do lado de Helen, vimos sua tentativa de manter os óvulos férteis para a maternidade, mas com o dilema de não saber exatamente se procura um parceiro ou um doador. Enquanto isso, Kappur acidentalmente conseguiu dar um passo a mais para se relacionar com Ella, formando um casal bastante simpático.

No problema médico, tiveram de lidar com um pai e um filho sofrendo de uma doença misteriosa relacionada ao degelo das regiões mais ao norte do planeta. Curioso como a série também aproveita esse plot para dar a ponta de crítica ambiental, mostrando um perigo pouco comentado do aquecimento global.

Ao final, felizmente, os pacientes sofriam de uma amebíase tratável, e puderam sair de lá planejando as próximas viagens (longe do gelo, desta vez!). O núcleo ainda gerou uma ótima cena do pai falando sobre a importância do seu filho, o que ressoou fortemente em Kappur. Devemos ver seu filho reaparecendo nos próximos episódios.

Reynolds lida com problemas em Rikers

Um núcleo potencial para a série é sua conexão com a prisão Rikers. Neste episódio, Reynolds cuidou de um paciente que foi drogado por uma das guardas da prisão.

Além de levantar o polêmico tema dos direitos humanos, a trama mostrou a dificuldade em alinhar a prisão ao hospital. Apesar disso, vimos Max e Reynolds conseguindo trabalhar bem com a diretora Salazar, e o paciente foi salvo.

Finalmente, Reynolds foi apresentado a Eve, advogada do hospital e amiga de Bloom. A apresentação se relaciona às opções do cardiologista para estabelecer um relacionamento sério, e meio que esfriou a história entre Reynolds e Bloom.

Entretanto, um ponto fraco do episódio foi a subtrama de Bloom. A personagem passou todo o episódio em função de Reynolds, mesmo interagindo com ele somente em duas cenas. Dessa forma, sinto que ainda falta mais espaço para o desenvolvimento da personagem.

“Preciso lhe contar sobre um paciente. Segure firme…”

Para encerrar, tivemos uma boa sequência com resoluções dos plots individuais, ao som de “All We Ever Knew“, de The Head and The Heart. Porém, um golpe fatal teve de ser dado. Afinal, não poderia acabar tudo perfeito, né?

No último minuto, Max conta a Georgia sobre o câncer. Apesar disso, não ouvimos o que ele disse a ela, supomos por sua reação, o que torna a cena ainda melhor.

Agora, ficaremos na curiosidade para o desenrolar da trama do casal. O câncer finalmente fará parte da série? Como isso afetará Georgia e Max? Para tanto, teremos de seguir acompanhando.

Luiz Alves

Luiz Alves

Historiador, fã de histórias em quadrinhos e jogador de RPG de longa data. Tem interesse por séries de suspense, como Hannibal, The Killing, Luther etc., de fantasia, como Penny Dreadful; e de todas as séries baseadas em HQs.

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