Crítica: Riggs e Murtaugh são confrontados no episódio 2×15 de Lethal Weapon

Imagem: YouTube/Reprodução

Enquanto Riggs se esforçava para lidar com Ruthie, Murtaugh buscava emoções fortes para provar que ainda tem uma mente jovem.

A relação de Riggs com a senhora nômade foi bem interessante. Senti que eles tinham uma ligação muito forte. Primeiro porque eram igualmente loucos e, segundo, porque Martin pareceu não suportar a própria loucura, manifestada em Ruthie. Isso é muito interessante, pois eles se encontram justamente no momento em que Martin está tentando largar o vício etílico. E na onda de tentar criar mecanismos para justificar a necessidade de beber, acaba sendo desafiado. Quando Ruthie entra com suas análises certeiras, tira ele da zona de conforto e cria uma oportunidade para Riggs amadurecer. Esse amadurecimento ajudou ele a decidir largar a bebida.

I did not see that coming!

Primeiro me passou pela cabeça que Ruthie tinha algum grau de parentesco com Riggs. Depois que ela deu o tiro, achei que era uma policial disfarçada. Certamente nunca me pensaria que era uma viajante errante com teorias de conspiração e envolvimento em protestos políticos, que gosta de nadar sem roupas para celebrar a liberdade.

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Já com Roger o desafio foi outro. Ser chamado de vovô pelo bombeiro boa pinta foi demais para o ego do detetive. A partir disso ele teve de provar a todo custo que dava conta de uma adrenalina a mais. Foi interessante ver a forma como Trish lidou com o senso aventureiro do marido. A preocupação era tanta que até deu um ultimato para ele, com argumentos irrefutáveis do tipo “se vou ter que aprender a viver sem você, já começo agora”.

Trish Murtaugh é que é mulher de verdade!

A relação entre Roger e Trish é um ponto muito alto da série. A Sra. Murtaugh sempre se mostra muito companheira, mas sem deixar de lado suas próprias vontades e seus propósitos profissionais. Tenho admirado muito sua garra. Mesmo sendo bem decidida nas suas discussões com Roger, não perde sua feminilidade e ainda usa argumentos muito sábios nas discussões. Nela eu consigo ver uma representação muito positiva de esposa exemplar sem ter que relacionar isso ao tabu da mulher ser o sexo frágil da relação.

Imagem: YouTube/Reprodução

Acho que a Lethal Weapon peca ao explorar demais a ousadia de Murtaugh sem mostrar quase nenhuma consequência para o seu problema cardíaco. Ficar preso no escorregador ou enterrar a bola de basquete em um brinquedo infantil não é lá tão perigoso, admito! Mas o cara tem um marca-passo e raramente sente incômodos, mesmo quando força a barra. A cena em que ele pula no carro em movimento pode ser mencionada como um dos muitos exemplos. Acho que podiam mostrar um Roger Murtaugh aventureiro, porém preocupado com sua situação delicada. Afinal de contas, o cara quase morreu do coração.

Há alguns episódios, nós descobrimos como a mãe do Riggs morreu, mas se ela estivesse viva, certeza de que seria interpretada por essa tia doidona aí! Espero mesmo que essa não seja a última aparição dessa atriz, ela tinha o brilho que eu vi no Leo Getz, mas que sumiu com o tempo. Quem sabe o que pode acontecer se os dois contracenarem juntos. Até que não é má ideia, você não acha?

Até a próxima!

Albert Moura

Albert Moura

Jornalista e seminarista, além de pai de primeira viagem. Casado com a Ana, mas amante das séries. Atualmente acompanha Outcast, Better Call Saul, American Gods, Lucifer, Gotham, o universo Marvel, Arquivo X e mais algumas, além de também ser um eterno fã de Friends. No Mix, escreve sobre Preacher e Lethal Weapon.

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