Crítica: Segundo episódio de A Million Little Things consegue ser ainda melhor

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“Não se esqueça de mim.”

Poucas séries conseguiram me fisgar nessa temporada como A Million Little Things. Seja pelo texto simplório, mas ao mesmo tempo profundo. Seja pelos personagens cativas, ou pela realidade identificável que seus problemas nos passam. Assistir, semanalmente, a um episódio desta série pode se tornar um hábito bastante viciante. Este segundo episódio, sem dúvidas, só mostrou que a série tende a melhorar.

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Em “Band of Dads“, conhecemos um pouco mais da vida destes personagens, enquanto percebemos o verdadeiro impacto do suicídio de Jon na vida de todos eles.

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Com uma incrível versão de “Don’t You, Forget About Me“, clássica música do filme “O Clube dos Cinco“, de John Hughes, a série passou uma mensagem incrível. O significado do suicídio de Jonathan pode ir muito além da depressão. E a necessidade que ele não seja esquecido por seus entes queridos é o motor chave dessa história.

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Impacto real

Quando digo isso, é que a morte de Jon ainda não foi explicada. E, talvez, esteja longe de ser. Mas ele sabia que ela teria um significado na vida de cada um deles. Teria sido a única forma que ele encontrou para fazer diferença na vida dos seus entes? Seria bastante extremo, mas não impossível.

Por exemplo, a história de Rome é a que mais me chama atenção na série. Porque ele vem passando algo que, possivelmente, Jon estava sentido. Mas aqui, vemos uma representação incrível do suicídio, diferente da abordagem de séries como 13 Reasons Why. A Million Little Things grita, através da trama de Rome, que existe ajuda, por mais que os problemas possam parecer ruins. E esses dilemas que ele passa, são dilemas reais. O tratamento deles também. É muito comum que pessoas que passam pela depressão tenham receio de compartilhar tais informações com seus conjugues, pais e familiares. Eu não sei qual reação a sua esposa terá, mas me interessa muito ver essa jornada de aceitação do personagem, que ele tem um problema, o qual ele tem buscado uma forma de tentar se ajudar. Só a forma como essa narrativa tem sido desenvolvida, já vale assistir.

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“Ele não se esqueceu de mim!”

A narrativa deste episódio também teve foco no significado do que o suicídio de Jon trouxe para seus familiares – mais especificamente sua filha, Sophie. O recital com a dança entre pai e filho era algo aguardado por ela, e com a sua ausência não mais aconteceria.

Só que Jon parecia ter feito plano para tudo e todos. E isso magoou a filha, quando ela viu que tinha sido ignorada pelo pai. Mas a surpresa veio quando ela escolheu seu par, para substituí-lo. Enquanto Eddie fora escolhido, Jon já tinha arquitetado tudo. Ele fez Rome assistir os ensaios, ajudar na coreografia, para que quando chegasse a hora, ele estivesse ali para Sophie. E isso foi muito emocionante. O momento que ela se dá conta de que não tinha sido esquecida, foi incrível. A dança então, mais ainda.

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Tramas paralelas que despertam curiosidade

Estou curioso como algumas questões em A Million Little Things, enquanto começo a criar aquele “ranço nosso de cada dia” por outras.

A trama entre Eddie e Delilah, por exemplo, é algo que me incomoda muito. Superficial, eles passam grande parte do tempo pensando se Jon sabia ou não do caso deles. É como se eles descobrisse, “Ok, ele não sabia, então tá tudo bem“. Saber ou não do caso, não significa que diminua a parcela do envolvimento deles no suicídio de Jon. Eles precisam cair na real, e verem que tudo aquilo ali soa muito superficial. Talvez, Eddie esteja começando a perceber isso, pelo fato de não ter conseguido ser hipócrita o suficiente para dançar com Sophie.

Mas algo que tem me deixado curioso é a função da secretária de Jon nessa história. Ela sempre, muito solicita. Sempre muito prestativa, e ao mesmo tempo enigmática. Ela esconde algo, fato. As informações que estava naquele envelope não foram reveladas. Além disso, há mais na trama dela que não sabemos. Tenho certeza disso. E estou bastante empolgado para ver como que a sua história se encaixará na trama de A Million Little Things.

O plot de Gary, neste episódio, não teve destaque, mas adorei o fato dele apoiar o filho de Jon, em relação a sua orientação sexual. E, mais ainda, incrível ver que a série está disposta a tratar sobre homossexualidade com uma criança. Só espero que alguns fãs não comecem a chamar a série de “Kit Gay”. Sabe como é, né?

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Muitas dessas tramas mostraram que A Million Little Things está disposta a tratar de histórias reais, que séries como This Is Us ainda não ousaram em discutir. Eu espero muito que o público ainda tenha tempo de conhecer essa série, a ponto de conseguir levá-la para uma segunda temporada.

Eu estou muito na torcida, e vocês?

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