Crítica: Stargirl apresenta uma 1ª temporada extraordinária

Courtney como Stargirl

Stargirl se consagra como a melhor série de heróis de 2020

Quem poderia imaginar que o DC Universe e a CW pudessem acertar em cheio com a história de Courtney Whitmore? A primeira temporada de Stargirl não é só extraordinária é perfeita. Os 13 episódios são concisos, com um roteiro impecável e destaca o melhor da nova heroína.

É impossível não assistir Stargirl sem se emocionar, divertir e querer fazer parte da história. Courtney não é só uma adolescente que descobre um bastão cósmico; ela é uma adolescente querendo se descobrir numa cidade nova enquanto tenta aceitar que agora ela tem um padrasto e um novo irmão.

A forma como a série lida com as relações familiares é brilhante. Todos os personagens apresentam conflitos familiares, desde os mocinhos aos vilões. E é exatamente isso o que faz Stargirl ser única.

Sociedade da Justiça (SJA)

Stargirl não conta só a história do surgimento de uma nova heroína, mas da formação da nova Sociedade da Justiça (SJA). Desta maneria, a séria inova ao mostrar não só os conflitos de novos e futuros heróis como, também, do surgimento de esperança.

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Logo de início, somos convidados a conhecer os membros originais da SJA. Infelizmente, numa batalha com os vilões, os mocinhos foram derrotados. O único sobrevivente foi Pat Dugan, uma espécie de faz tudo dos super heróis. E é exatamente Pat quem faz o elo entre a nova SJA com a antiga.

Nova SJA

Imagem: CW / Divulgação

O padrasto da Courtney conhece muito bem a Sociedade da Injustiça (ISA) e só quer proteger a sua família enquanto enterra os segredos para si. Tudo daria certo se não fosse um detalhe: ele está morando numa cidade dominada pelos vilões e sua enteada decide formar uma nova SJA.

Mesmo não concordando com a ideia de Courtney, Pat se alia a SJA e logo se transforma em F.A.I.X.A., um robô para lá de interessante. Yolanda (Pantera), Beth (Dra. Meia-Noite e Rich (Homem-Hora) completam o time, cada um com uma motivação para destruir o ISA.

Trama é surpreendente

Stargirl consegue nos prender do começo ao fim porque o roteiro é bem consistente. Repleto de easter eggs (como os elementos dos Sete Cavaleiros da Vitória) e episódios cativantes, a trama da série consegue inovar num cenário em que as séries de super heróis já estão saturadas. Grande parte disso se dá por causa dos roteiristas e pelo excelente elenco.

Além disso, os personagens são bem explorados e até mesmo os vilões conseguem nos fascinar. De uma maneira bem simples, os roteiristas conseguem equipar os vilões a seres humanos que só querem o melhor para a família deles. É como se Stargirl fosse além daquela fórmula básica e clichê de apresentar o surgimento de mais uma nova heroína.

Em Blue Valley, os vilões são pessoas comuns que têm família e acreditam estar fazendo um bem maior para o mundo com suas ações. E é exatamente em seus 13 episódios que Stargirl consegue fazer a diferença: nem sempre um vilão é 100% ruim.

Outro fator bastante positivo é o fato de Stargirl trazer reviravoltas para as histórias. Num instante, estamos odiando Henry (filho de um dos membros da ISA) e, no outro, estamos torcendo por ele. Aliás, Henry conseguiu conquistar a todos nós e foi impossível não se emocionar com sua morte.

Vale a pena assistir Stargirl?

Um dos grandes acertos em Stargirl é fato da história ir além das tramas adolescentes. Por mais que Courtney, Beth, Yolanda e Rich sejam adolescentes e convivem com os filhos dos vilões, os diálogos são mais adultos e os plots bem estruturados. A trama possui um tom leve e divertido, com cenas de ação e efeitos especiais bem produzidos.

Em alguns momentos, nem parece que estamos assistindo mais uma série da DC Universe, mas sim um filme bem escrito, produzido e dirigido. A história é bem amarrada e a relação entre Pat e Courtney é uma das melhores coisas da série. Sem mencionar que a protagonista tem carisma e fica impossível não torcer pela nova SJA.

Além disso, a trilha sonora é magnífica; desde os clássicos a músicas mais atuais. Stargirl cativa a todos do começo ao fim. É uma ótima dica para maratona simplesmente porque os episódios conseguem nos prender do começo ao fim. Com uma 2ª temporada já garantida, Stargirl fará parte da grade da CW. Só espero que com isso, Stargirl não perca o seu brilho.

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Gabriella Siggia

Quem eu sou? Eu sou uma em um milhão: escritora nas horas vagas, seriadora de coração, cinemática de plantão e amante da literatura. Divertida, alto astral e bastante bem humorada. Só não achei ainda minha outra pessoa. Ah, música faz parte da minha vida.

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