Crítica: Tell Me A Story tem segundo episódio sem grandes surpresas

Imagem: CBS/Divulgação

Tell Me a Story não começou bem

A sequência de abertura de Tell Me a Story é uma representação exuberante de personagens de conto de fadas em ambientes escuros e perigosos. Prometendo um espetáculo que reinterpreta histórias atemporais com um toque moderno.

Entretanto, além dessa introdução,  praticamente não há nada no programa para indicar que é inspirado por contos de fadas, ou mesmo por qualquer coisa. O drama sombrio de Kevin Williamson é um inexplicável emaranhado de enredos fracamente interligados sobre pessoas irritantes tomando decisões erradas. Assim entregues com auto-seriedade completamente imerecida.

Ao contrário da série Once Upon a Time, da ABC, a história não apresenta personagens reais de contos de fadas interagindo com o mundo moderno. Em vez disso, alguns de seus personagens são muito vagamente modelados em figuras conhecidas de contos de fadas. No sentido de que Kayla quase usa uma capa de chuva vermelha com capuz e também tem uma avó. Logo, sendo Kayla a figura do Chapelzinho Vermelho aqui.

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Do mesmo modo, Os Três Porquinhos aparecem na forma de três criminosos que usam máscaras de porco, enquanto cometem assalto à mão armada. E há um par de irmãos cujos nomes quase soam como Hansel e Gretel (João e Maria), ou pelo menos tem as mesmas iniciais.

Tudo está conectado

Com essas conexões frágeis de lado, Tell Me a Story não tem nada a dizer sobre mitos modernos ou mesmo sobre contar histórias. Tudo está conectado de alguma forma. Kayla mora com seu pai Tim e sua avó Colleen, depois de se mudar de Oakland para Nova York. E ela está tendo um caso com seu professor de inglês Nick. Igualmente em um gênero reverso de um enredo da primeira temporada da série de estreia de Williamson, em Dawson’s Creek.

Os três ladrões com máscaras de porco incluem os irmãos Mitch, que interpretou um personagem de contos de fadas em Once Upon a Time, o responsável pelo furto, e Eddie. Talvez Nick, com sua conexão com Kayla, seja o lobo mau? Ou talvez seja Jordan cuja noiva é morta na loja de joias pelos ladrões, e quer vingança?

As figuras de Hansel e Gretel são a veterana de combate Hannah (Dania Ramirez) e o agitado dançarino Gabe. E os únicos doces perigosos que encontram são as drogas que Gabe gosta de usar com seu colega de quarto. Essas drogas o levam a um quarto de hotel, onde ele acidentalmente causa a morte de um homem mais velho. Este pode ter ligações com o crime organizado, embora não haja nada que indique que o cara era na verdade uma bruxa com o hábito de cozinhar e comer criancinhas.

Drama criminal?

Os vários enredos são todos adjacentes ao crime. Mas Story não é exatamente um drama criminal. Embora um dos regulares da série seja uma detetive da polícia que aparece nesse segundo episódio para investigar o assalto à joalheria.

Logo, é difícil dizer qual é o objetivo de qualquer um dos enredos. Uma vez que eles não seguem as estruturas dos contos de fadas que supostamente os inspiraram. E não há mistérios a serem resolvidos. Da mesma maneira que não existe nenhum relacionamento atraente para ser resolvido ou explorado.

Portanto, com mais alguns episódios restantes na primeira temporada, ainda há tempo para um mago ou uma rainha malvada entrar e salvar essa bagunça. Mas a perspectiva de um final feliz não me parece muito forte!

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