Crítica: The Flash desgasta vilão fraco em 5×16 “Failure is an Orphan”

Imagem: The CW/Divulgação

Dezesseis episódios depois e a quinta temporada de The Flash perdeu todas as suas chances de defesa

Com exceção de seus episódios especiais, a trama central de The Flash tem desapontado cada vez mais. Pessoalmente, é lamentável ver a série cair dessa forma, pois eu a adoro. A cada semana tenho aquela remota esperança de que as coisas irão melhorar. Mas “Failure is an Orphan” foi a afirmação para mim que, não importa se os episódios finais forem bons, nada vai reverter a má qualidade deste quinto ano.

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O que aconteceu com The Flash?

A história de Cicada se tornou exaustiva, e quando achávamos que estávamos prontos para nos vermos livres do antagonista… o substituem por outro Cicada! Não viram ainda que o personagem não tem mais o que acrescentar a trama? Fico impressionado como estão dando tanto valor a ele dentro da história do Flash no presente e no futuro. A forma com que Nora fala dele, ou como veem seu embate com Flash como um importante evento não faz o menor sentido dentro da mitologia do Flash. Ele não tem uma boa história de fundo, não é tão poderoso quanto seus antecessores, o ator não conseguiu dar conta do recado muito menos o roteiro tem contribuído para isso.

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Roteiro, aliás, se tornou o maior vilão dessa quinta temporada. Os próprios roteiristas tem se mostrado cansados. Estou convencido de que eles não tem o mínimo conhecimento de ciência, ou pela exaustão, deixaram completamente o bom-senso de lado. Situações toscas tem se tornado rotina nos episódios: Cicada é abatido, mas o deixam fugir; Flash golpeia Cicada com seus poderes, mas ele o rebate; Cicada dá um soco em Flash e ele desmaia. Não entendo como o Flash consegue dar a volta no planeta em segundos, mas não consegue algemar ou capturar Cicada. Ou como este consegue rebater um raio de energia criado em alta velocidade.

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Se não aconteceu após a midseason première, essa era a oportunidade de enfim passarem o foco para Eobard e sua relação com Nora. Ou mesmo ao grande vilão que está por vir como Eobard mesmo revelou neste episódio. Não, não é Grace pois ela não tem poderes para deixar a linha do tempo instável. Apenas um velocista tem essa capacidade. Então por que enrolar mais um ou dois episódios para a introdução de Godspeed?

O que salvou

O episódio, contudo, teve seus pequenos bons momentos. Efeitos visuais e alívios cômicos foram o que melhor agradaram dentro do episódio. Nora enfim deu uma justificativa do porquê voltou no tempo para antes do casamento de seus pais e o porquê se manteve escondido até dar as caras no Iluminismo. Por mais que os diálogos dramáticos tenham sido clichês, esses pequenos detalhes no desenvolvimento da relação dos personagens fizeram a diferença.

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Foi anunciado que em sua sexta temporada, The Flash estará sob o comando de outro showrunner. Tenho esperanças de que a série consiga se reerguer após esta temporada. Só gostaria que não tivéssemos que esperar até lá para ver isso acontecer. Meu desejo é que algo de bom acontecesse ainda nessa temporada.

Imagem: The CW/Divulgação

CURIOSIDADES:

– Nos quadrinhos, Philip Master nasceu nos EUA, mas renunciou sua cidadania para trabalhar para forças comunistas por trás da Cortina de Ferro. Ficou conhecido como Mestre Ácido por sua esperteza e ampla variedade de componentes químicos criados para diferentes usos. Sua única aparição foi em Action Comics #348, em março de 1967.

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– Grace Gibbons é a terceira versão de Cicada no multiverso dos quadrinhos. O primeiro foi David Hersch e o segundo seu tio Orlin Dwyer.

– A atriz Sarah Carter que interpreta a Grace mais velha é conhecida dos fãs de Smallville por ter interpretado Alicia Baker.

– Eobard menciona dois personagens dos quadrinhos. “Anthro, the first boy” foi um garoto das cavernas descendente de neandertais. Sua primeira aparição foi em Showcase #74, em março de 1968. “Kamandi, the last” foi um jovem herói de um futuro pós-apocalíptico. Após o evento conhecido como “Grande Disastre”, a humanidade foi reduzida a selvageria em um mundo governado por animais inteligentes altamente evoluídos. Teve sua própria revista entre 1972 e 1978.