Crítica: Três Metros Acima do Céu, série da Netflix, não traz nada de novo

Tres Metros Acima do Ceu

Três Metros Acima do Céu faz você querer ficar vários metros longe da televisão

Três Metros Acima do Céu estreou na Netflix, e preciso dizer… que decepção! Uma série que se vendeu como “uma história de amor moderno” em nada acrescenta no gênero e, ainda, utiliza de artifícios super antigos para tentar conquistar o espectador.

Inspirado no livro Summertime, de Federico Moccia, a história já era conhecida por uma adaptação cinematográfica. Mas aqui, nada funciona, e ouso dizer que a trama da Netflix chegou a manchar o legado que o título carregava.

Uma trama vazia

Três Metros Acima do Céu acompanha a história de Summer (Rebecca Coco Edogamhe), uma jovem de 17 anos que parece estar assumindo as responsabilidades do mundo inteiro sobre seus ombros. No entanto, aparentemente dedicada e motivada, ela jurou fazer a diferença, crescer e sair de sua cidade natal, garantindo que não acabará como seus pais. Durante um verão na Itália, ela conhece Alessandro, com quem estabelece uma química quase que instantânea – mesmo que eles venham de mundo distintos. E mesmo que exista milhares de pessoas na mesma cidade, eles sempre acabam se encontrando. Afinal, estamos falando de um romance.

Mas eis o primeiro ponto: ao invés de inovar, a série se prende a clichês extremamente piegas. Tudo é muito estereotipado, e quando você acha que a trama pode engrenar, ela desanda. Para se ter uma ideia, a temporada possui oito episódios, e apenas no quinto que o casal protagonista começa ter um avanço. E acreditem, se vocês esperam um desfecho feliz… já aviso para desistirem.

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Outro ponto importante é que os backgrounds dos protagonistas são totalmente sem apelos. Ale, por exemplo, é um motociclista que sofreu um acidente e, desde então, passa por uma pressão do pai para que ele volte a correr. Só que o corredor fica neste loop, capaz de se recuperar, e criando discussões completamente forçadas, apenas para tentar trazer mais carga ao personagem.

Aliás, é só depois que Summer descobre deste problema do rapaz que ela passa a se interessar por ele. Seria ela uma fetichista de problemáticos? Enfim… Há química entre eles, mas a série explora de forma errônea esta história. Ao invés de investir num aprofundamento do romance, ela prefere tentar aprofundar os personagens isoladamente, e falha com ambas tentativas.

Coadjuvantes

Talvez, a única coisa que salva em Três Metros Acima do Céu seja a coadjuvante Sofia (Amanda Campana), a melhor amiga de Summer. Ela tem uma personalidade interessante, sabe o que quer, e se atém a seu estilo do começo ao fim. Infelizmente, ela desperdiça parte de seu tempo trocando cenas com Dario (Andrea Lattanzi), que é um outro personagem completamente sem graça.

Infelizmente, os pais mostrados na série também não são interessantes. Desde o pai de Ale, que é incessantemente chato e forçado com a questão das corridas, até a mãe de Summer que é completamente perdida na vida mas se vê no direito de cobrar das filhas um posicionamento correto.

Dispensável

Se eu pudesse dar um conselho para você, é: corra! A série é completamente dispensável, ao passo de que ela se torna repetitiva. Três Metros Acima do Céu usa tantos aspectos já utilizados em filmes e séries de romance que soa redundante a cada nova cena. Que dirá, a cada episódio. E isso é uma pena. Porque quando julgamos pelo primeiro episódio, nós vemos certo potencial. Temos uma locação linda, atores que se esforçam para ter química e uma história que tem tudo para ser interessante. Mas ao longo dos episódios, vemos que eles passam longe disso.

Com oito episódios de quarenta minutos, Três Metros Acima do Céu torna-se uma série longa, que parece nadar, nadar e nadar… para morrer na praia. Ao final da jornada, você deseja ter seu tempo devolvido, porque simplesmente assistiu uma trama arrastada que não dá em lugar algum.

Já podemos pular para próxima maratona…

Confira um trailer abaixo.

 

 

 

Nota da Temporada6.5
Crítica da série Três Metros Acima do Céu (Summertime), da Netflix. Série original que estreou na plataforma nesta quarta, dia 29.
6.5
Anderson Narciso

Anderson Narciso

Criador, editor e redator do site Mix de Séries, é apaixonado por séries desde sempre. Fã incondicional de One Tree Hill, ER, Friends, e não perde um episódio da Franquia Chicago.

3 comments

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  1. Avatar
    Sara 2 maio, 2020 at 16:16 Responder

    Eu não li o livro de inspiração, esperava entender o nome da série assistindo ela, mas continuo confusa. Pra mim não faz sentido, estou quase terminando a série e sempre tento achar alguma relação entre o nome e o que acontece, mas vejo que não encontrarei

  2. Avatar
    Fiama Fernandez Augusto Andrade 4 maio, 2020 at 18:58 Responder

    Olha, eu AMEI a série, que delicia a trilha sonora, as cores e o enredo simples de fato. Mas é muito boa, vi tudo num dia só!

  3. Avatar
    Luana Fiuza 13 junho, 2020 at 17:07 Responder

    Eu amei a série! As cores, a trilha sonora, os atores. Sim, é clichê. Mas muito gostinha o clima de verão, a amizade , o romance. Da vontade de pegar um avião e ir direto pra Itália. Uma delícia.

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