Crítica: Volta de personagens importantes no 2×05 de Star Trek: Discovery

Embora continuemos ansiosos pela aparição de Spock, Star Trek: Discovery continua mostrando todo seu potencial de aventuras espaciais nessa temporada.

Ash Tyler de volta

Mesmo com a descoberta de que Tyler era uma espécie de reencarnação de Voq, era esperado que ele, em algum ponto, voltaria para a Discovery. A pergunta que fica é: esse retorno tão cedo é necessário? Vamos aos argumentos a favor e contra.

De um lado temos aqueles que gostam do par romântico formado pelo personagem e Michael. A conexão entre os dois é bem forte e muitos querem um final feliz entre os personagens. Além disso, a volta de Tyler, agora sob a supervisão da Seção 31, representa uma nova história para o personagem. Embora trabalhe para um grupo de inteligência da Frota Estelar, ele não precisa mais esconder suas reais intenções. Isso pode contribuir para o desenvolvimento do personagem.

Do outro lado, temos aqueles que não imaginavam ou não queriam o seu retorno tão cedo na série. A volta de um personagem controverso é bastante comum em séries. Há aqueles que voltam redimidos e tentam recuperar a confiança de seus antigos amigos. Há, também, aqueles que buscam uma forma de voltar sem que seja por baixo. Ao que parece, o último caso é o de Tyler. Ao voltar com o personagem, apenas alguns episódios após sua saída pode causar um certo desgaste à sua imagem.

Ainda que eu torça para a felicidade de Michael, eu fico mais com a segunda opção. O relacionamento com Tyler foi muito mais cansativo que benéfico. Espero estar enganado, mas não vejo com bons olhos esse retorno do personagem à Discovery. Respondendo à pergunta feita por Leland ao Capitão Pike, eu preferiria mil vezes que a Georgiou ficasse no lugar.

Doutor Culber está vivo

Discovery, não para de nos surpreender. A grande reviravolta do episódio foi a descoberta de que Hugh Culber foi “salvo” por Stamets e enviado à rede micelial. Diferente do que aconteceu com Tyler, o retorno do médico agrada muito mais. Seja por formar um par romântico muito mais sólido e interessante do que Tyler-Michael, seja porque sua história de retorno mostra o quão misterioso é esse universo de Star Trek.

Além disso, a volta do personagem representa um presente a um dos personagens mais queridos da série: o próprio Stamets. Depois de passar por diversas situações complicadas e de se arriscar pelo bem da ciência e da Discovery, o cientista finalmente pode sorrir de verdade.

Quem é o inimigo?

Finalmente entendemos o que acontecia na rede micelial e quem era o monstro do qual May morria de medo. O mais legal dessa parte foi ver como tudo é questão de ponto de vista. Para os seres da rede, Dr. Culber representava uma ameaça à sua existência. No entanto, para o médico eram os seres que representavam o risco.

Isso nos leva à reflexão sobre os reais motivos de uma disputa. Muitas vezes não há um super vilão que quer destruir todos a troco de nada. O que geralmente acontece é que ambos os lados são tomados pelo medo. E esse medo evita que haja uma tentativa de pacificação entre as partes.

O mistério de Spock continua

Ainda que não saibamos o paradeiro de Spock, o final do episódio trouxe informações que podem indicar uma história muito mais complexa do que imaginávamos. Se os sinais misteriosos tiverem relação com viagens no tempo o que isso pode significar para a série? O recurso da viagem no tempo, se bem usado, poderia ser o maior fanservice já visto na franquia. Já pensou ver os personagens de Discovery viajando para acontecimentos das outras séries?

Tudo ainda é especulação, claro. Mas Discovery tem um potencial enorme para continuar nos surpreendendo. Continue acompanhando as notícias e reviews de séries aqui no Mix de Séries. Abaixo a promo do próximo episódio.

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Matheus Ronconi

Paulista, nerd, viciado em séries e fã do Rei Leão e do Homem-Aranha. No Mix escrevo sobre The Big Bang Theory e Star Trek: Discovery.

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