Daredevil – 1×09 – Speak of the Devil

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Imagem: Arquivo pessoal

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Depois de dedicar dois episódios ao desenvolvimento do herói e do vilão, Daredevil sai do passado e retorna ao presente com o pé na porta. Speak of the Devil é repleto de momentos marcantes, e não falo apenas da pancadaria, mas outras sequências que merecem nossa atenção. Uma das melhores coisas que poderiam ter acontecido neste episódio, por exemplo, não envolve sangue e reviravoltas, mas sim um bom crescimento na trama de Karen, Ben e Foggy. Repeti algumas vezes em outras reviews que se Daredevil tinha um problema, este era saber o que fazer com o trio. Enquanto Ben crescia aos poucos, os outros dois personagens estavam isolados em uma trama que não andava. No novo capítulo, porém, a coisa parece ficar um pouco diferente.

Isto porque o universo dos bonzinhos e o dos malvados parece entrar em conflito cada vez mais, e nada como uma morte injusta para fazer os mundos realmente colidirem e as coisas esquentarem. A morte da senhora Cardenas, ainda que triste, serve para injetar um pouco de gás e raiva na letargia de Page e Nelson. O acontecimento também pode servir para fazer com que o papel do Demolidor se mostre mais importante para Nelson, que ainda desconfia das intenções do herói.

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Speak of the Devil é um dos episódios mais equilibrados desta primeira temporada. Não há o destaque excessivo para Matt ou Fisk, que foi o que vimos nos dois últimos capítulos. Tudo começa com a luta, que intercala diversas cenas durante o episódio, e os núcleos vão se desenvolvendo com calma e propriedade. Seria interessante que todos os episódios transcorressem assim, mas já comentamos por aqui, e é necessário citar novamente, o fato de que as séries da Netflix estão em uma espécie de universo paralelo: elas crescem e se desenvolvem de formas diferentes do habitual. Elas basicamente são feitas para serem assistidas de uma vez só, ou dividida em grandes porções (quatro ou cinco episódios por vez).

Os melhores momentos do episódio são, claro: o confronto contra Nobu, o encontro com Fisk na galeria de arte – e toda a tensão da sequência – e, finalmente, uma breve pancadaria entre o Demolidor e o Rei do Crime. E Wilson Fisk é bom de briga. O tamanho, que poderia indicar lentidão ou falta de coordenação, mostra-se a arma principal do vilão. E Demolidor, que não é um super-soldado e muito menos um deus, apanhou até não poder mais, literalmente. Ao fim, descobrimos que Fisk estava mais uma vez por trás de tudo, manipulando Nobu e o próprio Murdock para aquele momento de vitória.

Breve vitória, pois a história não acabou por aqui e parece só melhor.

Constatação 1: A Tentáculo – ou The Hand, em inglês – é uma organização que tem ligação com a Hydra. O clã comandado por Stick, que vimos no sétimo episódio, tem como uma de suas metas evitar que Tentáculo fique muito poderosa e domine tudo o que puder.

Constatação 2: Em uma das cenas há uma referência ao Serpente de Aço, vilão do Punho de Aço, que em breve terá uma série só dele.

Constatação 3: Esqueci de comentar na review anterior, mas Vincent D’Onofrio pode muito bem receber uma indicação ao Emmy este ano. E agora que a série foi renovada, e oficializada como série e não minissérie ou especial, o ator pode abocanhar uma nomeação como Ator Coadjuvante. Resta saber se a academia não terá preconceitos com séries de heróis.