Daredevil – 2×08 – Guilty as Sin

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Imagem: Arquivo pessoal

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Com o início do oitavo episódio, temos novamente a confirmação de que Daredevil foi feita mesmo para ser assistida sem parar. Como um filme, a forma ideal de se assistir o show é sem pausas. Assim, o oitavo episódio começa exatamente onde o sétimo terminou, à beira de um enigmático e enorme buraco provavelmente escavado pela Yakuza. Não demora para a ação começar e uma porção de ninjas aparecer no recinto. E a sequência é ótima: bem coreografada e com o interessante cenário, a briga talvez seja o melhor momento do episódio.

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E se digo que a cena “talvez” seja a melhor, é porque ela rivaliza com outro momento de grande impacto. A diferença é que nesta outra sequência não há sequer um golpe desferido. Trata-se de Frank Castle surtando no tribunal. Bernthal atinge o seu auge ao revelar toda a loucura do Justiceiro. E é impossível não se divertir com o personagem dizendo que quase não aguenta ficar ali, pois preferia estar “matando bandido”. Como falei na review anterior, tudo isso pode ser divertido, mas não é certo. E isso é levantado mais do que nunca por Matt, Karen e Foggy. Divididos entre o Frank com problemas e o Frank puramente psicótico, o trio se divide. E também pudera, é uma questão delicada que não poderia render outra coisa se não fissuras.

Mas não foi só isso de importante que o capítulo nos trouxe. Stick voltou e, além de revelar alguns segredos a Matt, ajudou a salvar a vida de Elektra. E aqui, o que há de mais importante a destacar é a dependência de Murdock com relação a Natchios. Ao ver a parceira à beira da morte, Matt se desespera. E aí podemos ter a dimensão da importância de Elektra na vida do Demolidor. Mas aqui abro um parêntese: a cena de Matt rezando é completamente dispensável. Ainda que nos relembre e até mesmo confirme a fé do personagem e toda a importância da religião em sua vida, ver o personagem rezando parece que foge do que vinha se estabelecendo até então. Pode ser implicância, mas era algo que poderia ter ficado de lado no roteiro ou na sala de edição.

A cereja do bolo, claro, foi o retorno de Wilson Fisk. Vincent D’Onofrio é realmente um grande ator e só a sua presença já ofusca qualquer outra atuação. E isso nos lembra: talvez nenhum outro vilão seja ou será algum dia na série tão bom quanto Fisk. Se Bernthal é o Justiceiro perfeito, D’Onofrio é o Rei do Crime ideal. É uma pena, portanto, que seu retorno não pareça definitivo. Ele deve dar as caras nos próximos um ou dois episódios e sumir novamente. Esta temporada é do Justiceiro, Elektra e mais algum personagem novo que surgir. Fisk atrapalharia as coisas e faria transbordar uma trama que já está bem de personagens. De qualquer forma, não há como não comemorar um retorno de um personagem tão bacana como este.