The Defenders – 1×02 – Mean Right Hook

Imagem: Netflix/Divulgação
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Após o incidente do final do episódio anterior, Mean Right Hook” dá continuidade aos acontecimentos e começa a aproximar seus heróis. Esse episódio é mais consistente a medida que as histórias dos quatro começam a se aproximar. Se antes eles pareciam presos no “mundo” de suas próprias séries, agora eles começam a expandir esse mundo a partir do momento que começam a interagir. Apesar de cada um ainda está focado em suas tramas separadas, as coisas começam a acontecer de fato e em algum ponto esses plots vão se encontrar.

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Depois que um aparente terremoto abala uma parte da cidade, Matt não fica nada bem e o demônio dentro dele fala mais alto e ele parte para ação. Ele está em busca de seu verdadeiro propósito e até voltar a vestir o traje, ele vai ter que conviver com essa batalha interna. Ele sente falta da adrenalina, das lutas, de fazer justiça. Ele sente salta de ser o demônio de Hell”s Kitchen e isso se reflete em seu diálogo com Foggy.

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Danny e Collen retornam a NY. Enquanto ele está focado em deter o tentáculo, Luke não faz ideia da existência de uma grande organização e tem suas próprias preocupações no seu bairro. O confronto dos dois chega ser engraçado, como se você tivesse assistindo uma criança tentando bater em um adulto sem ter efeito algum. Luke cheio de confiança parece dominar a luta até que Danny utiliza seu punho e o surpreende. Não é uma sequência de luta incrivelmente bem coreografada, fato que pode explicar gerar alguns risos.

Alexandra é pouco explorada e suas motivações ainda são uma incógnita. Até aqui pelo que se pode ver, os membros do Tentáculo são motivados por fanatismo, mas nada tão específico. Seu diálogo com Stick abre novas teorias.

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Imagem: Netflix/Divulgação

Podemos dizer que os dois pontos altos do episódio foram os encontros das duplas. O encontro de Matt e Jessica é praticamente idêntico se comparado a HQ Alias #3, e o de Danny e Luke deixam os fãs de quadrinhos animados. Eles se tornam parceiros e fundam a agência Heróis de Aluguel. Estas cenas são empolgantes, principalmente para os fãs de HQs, porque mostra como a série está encaixando e trabalhando as cenas e dinâmicas estabelecidas nos quadrinhos. Como são breves, deixam um gosto de quero mais.

Com a preocupação de dar um tempo de tela equilibrado para cada, um sentimos uma diferença no ritmo. Neste episódio, quem dita o ritmo é Jéssica, estabelecendo suas investigações sobre o desaparecimento do arquiteto, das empresas ligadas ao Tentáculo e seu encontro com Jeri Hogarth (Carrie Anne Moss). Tudo isso faz com que ela acabe cruzando o caminho da detetive Knight, que está a frente do caso. A interação das duas é bastante interessante, pois são duas personagens fortes e intensas. E como as tretas parecem sempre perseguirem Jessica, ela acaba enfrentando Elektra e leva a pior.

Os plots de cada um são mais explorados, e começamos a perceber tudo se encaixando. Vale destacar também como a série tem acertado em trabalhar seu elenco de apoio, se mantendo coesa e ajudando a direcionar a histórias separadamente. A partir de agora a trama deve acelerar mais para trabalhar a dinâmica das duplas até unir o quarteto. Nos vemos no episódio 3 – “Worst Behavior”.

Obs: Esqueci de citar uma coisa na review anterior: Que abertura incrível! De todas as quatro séries solo minha favorita era do Demolidor, agora mudei de ideia. A abertura ilustra muito bem os quatro defensores, suas cores características e o pano de fundo que é a cidade de Nova York. Ótima utilização de preto e neon.

Bacharel em Direito, fascinado pelo universo dos heróis e um viciado por séries e filmes. Um escritor a procura do meu espaço. Amante dos livros e da boa música. Adoro realitys. A série da minha vida , The OC. No Mix, sou responsável pelos textos de algumas séries como, Blindspot , Ozark, La Casa de Papel entre outras. Quando não estou no cinema ou maratonando uma série estou me aventurando na cozinha.