Não é exagero dizer que Dele & Dela se transformou em um verdadeiro fenômeno de conversa nas redes, nos grupos de amigos e até dentro de casa. A nova série da Netflix estreou na virada do ano e desde então não saiu do Top 1.
Pode-se dizer, inclusive, que ela virou o “novo vício coletivo” dos assinantes da plataforma. Isso porque, Dele & Dela não só prende a atenção como convida o público a assistir junto, trocar mensagens durante os episódios e tentar adivinhar quem é o culpado antes da revelação final.
A trama acompanha Jack Harper (Jon Bernthal), um detetive, e Anna Andrews (Tessa Thompson), uma jornalista, ex-cônjuges que mal conseguem dividir o mesmo espaço. O afastamento entre os dois ganha novos contornos quando um assassinato na pequena cidade de Dahlonega, na Geórgia, obriga o casal a se reencontrar profissionalmente e emocionalmente. O detalhe mais instigante é que ambos passam a desconfiar um do outro enquanto tentam resolver o mesmo crime por caminhos diferentes.
Baseada no livro de Alice Feeney, a série aposta em uma narrativa psicológica que brinca com pontos de vista, memórias pouco confiáveis e segredos enterrados. Cada episódio lança novas pistas, mas também cria armadilhas narrativas que levam o espectador a mudar de teoria o tempo todo.
É justamente isso que faz Dele & Dela funcionar tão bem como experiência coletiva: ninguém tem certeza de nada até o último momento.
Com poucos episódios, ritmo afiado e um final chocante – que muda tudo nos últimos minutos, a série entrega um daqueles raros mistérios que dão vontade de rever, só para perceber detalhes ignorados na primeira vez. E talvez seja esse o maior motivo de tanto falatório: Dele & Dela transforma o simples ato de assistir em um jogo compartilhado de suspeitas, debates e surpresas.