Designated Survivor – 1×01 – Pilot [SERIES PREMIERE]

Designated Survivor Pilot MAIOR

Imagem: The Hollywood Reporter

 

Todo mês de janeiro, o Presidente dos Estados Unidos vai até o Congresso e se apresenta para o mesmo para falar sobre o estado da união, os desafios que estão por vir e o que será feito para que o país consiga ser ainda melhor e próspero. Tal discurso é conhecido como State of the Union (ou Estado da União, em português), feito também no Chile, onde o “líder do mundo livre” tem que pronunciar a frase – “A América é forte”, mesmo que ela não esteja.

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Designated Survivor Pilot MENOR

Imagem: TV Guide

Pode parecer bobagem, mas é o momento que toda a administração vê seus números de aprovação aumentarem e todo americano minimamente interessado em política e nos rumos do seu país espera ansiosamente para ver. Tamanho patriotismo é posto à prova no primeiro grande twist deste promissor piloto, onde o Capitólio, que abriga a casa alta e baixa do Congresso, é destruída pelo que aparenta ser uma bomba plantada pelos iranianos (não é óbvio?).

Entretanto, tenho que concordar que essa premissa daria uma excelente ideia para um episódio de 24 ou Homeland, porém (e felizmente), o roteiro invocou outro twist – o chamado designated survivor, que é um dos membros do gabinete da administração colocado numa sala reservada caso algo aconteça com o Presidente, o Vice-Presidente, o Presidente da Câmara dos Deputados, o Presidente Pro Tempore e os Secretários sequenciais na linha de sucessão, presentes no discurso anual. Detalhe: o secretário escolhido não precisa ser alguém com experiência, basta ter sido escolhido pelo Presidente e aprovado pelo Senado.

E é a partir daí que começa nossa aventura. Primeiramente, tenho que saudar os roteiristas pela ideia. É algo tão criativo, tão interessante e saboroso num momento que a TV aberta mais precisa de algo assim. Sei que é muito cedo para chamar Designated Survivor de um grande acerto ou até mesmo como o principal produto da ABC para esta temporada, mas há algo aqui que me da esperança de que o melhor ainda estar por vir, porque pelo que o roteiro nos apresentou neste episódio, a história mal começou.

Há alguns erros, é verdade, principalmente quando analisamos o fato de que um Secretário de Habitação e Desenvolvimento Urbano, sem qualquer experiência com política externa, tenha negociado um acordo prévio com o embaixador iraniano. Entretanto, a presença do Kiefer Sutherland em cena me deixa calmo e esperançoso de quando esses erros aparecerem, ele estará lá para da à cena a credibilidade que ela precisa para se redimir da lambança.

Confesso que me importei mais com o responsável por escrever os discursos oficiais do Presidente do que o FBI, Maggie Q ou os planos do General em matar o novo chefe de governo e pôr a culpa nos terroristas. Porém, sendo um bom apreciador de história, gostei muito de assistir algumas referências ao salvadores que os Estados Unidos já teve em momentos difíceis, como Harry Truman e  Lyndon B. Johnson.

Com este texto, acredito que fica bastante claro que adorei grande parte das histórias e promessas que me foram apresentadas aqui. Todavia, tenho certeza que o futuro de Designated Survivor será definido a partir do segundo, terceiro, quarto e todos os episódios subsequentes, porque é muito fácil apresentar um piloto lindo, cheio de pompas e grandes perspectivas, outra coisa é transformar esses quarenta minutos numa temporada completa.

 

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Bernardo Vieira

Catarinense e estudante de direito. Escrevo sobre entretenimento desde 2010, mas comecei com política internacional depois da campanha americana de 2016. Adoro uma premiação e um debate político, mas sempre estou lendo ou assistindo algo interessante. Quer saber mais? Me pague um café e vamos conversar.

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