Designated Survivor – 1×02 – The First Day

Ben Mark Holzberg/benmark.ca

Imagem: Spoiler TV

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Com um piloto bem sucedido em contar sua história e em apresentar ao telespectador uma trama aparentemente infalível, o grande desafio de Designated Survivor começa a partir deste segundo episódio que é quando a série precisa confirmar que ela é melhor (e maior), do que uma Season Premiere surpreendente e bem produzida. Em The First Day, nós temos a experiência de que essa “acomodação” já começa a acontecer, mas de uma forma inesperada.

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The First Day Designated Survivor MENOR

Imagem: ABC Go

Retomando a partir dos últimos acontecimentos do piloto, logicamente, o episódio se desenvolve muito bem a partir do mundo que há uma consolidação rápida de Tom como o Presidente dos Estados Unidos. O roteiro consegue dar a base que Kiefer precisa para construir esse personagem respeitando a inteligência do telespectador, mas também para entregar a agilidade que a série precisa para crescer, evoluir e tratar dos temas que se dispôs lá no início, como terrorismo, política doméstica e entre outros.

É interessante observar que mesmo que a questão dos ataques terroristas sejam o carro chefe desta série, desde quando foi oferecida para a ABC, não é a parte mais interessante até então, o que é surpreendente para se dizer o mínimo. Pessoalmente, Designated Survivor me chama muito atenção por trazer, de uma forma bastante didática e superficial, como que funciona o trabalho do Presidente, onde no mesmo dia e em questão de algumas horas tem que decidir sobre declarar guerra com o Irã e saber o que fazer com abuso de força policial em Michigan.

E são nessas questões relativas a política externa que a série consegue se destacar ainda mais. Porque o telespectador já está saturado de assistir produções que contem como que funciona a guerra contra o terrorismo, bem porque nos informamos acerca desse tema diariamente pela imprensa. É bastante interessante a passagem que mostra uma islamofobia crescente no estado do Michigan, que de acordo com o Instituto Árabe Americano abriga a segunda maior população de muçulmanos no país, e o Presidente tendo que resolver essa questão. Involuntariamente, a série acerta e só tem a crescer com isso.

Quanto as performances, meu destaque em The First Day fica com Kal Penn, que já é uma das gratas revelações desta Fall Season. Me frustra ver o que Virginia Madsen tem novamente a sua disposição, porque ela vem de uma participação tímida na sofrível American Gothic e agora aparece, mais uma vez, numa personagem que não valoriza em absolutamente nada seu talento, na verdade, a última vez que vimos Virginia ganhando destaque foi no filme Sideways – Entre Umas e Outras de 2004.

 

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