Designated Survivor – 1×03 – The Confession

Designated Survivor The Confession MAIOR

Imagem: TV Guide

Com uma audiência que mantêm-se pulsante, pelo menos no L+7, Designated Survivor vem fazendo sua parte e entregando tudo que a ABC vinha prometendo desde quando anunciou seu lançamento, em maio deste ano, porque é uma produção que traz elementos clássicos de uma narrativa intrigante e apelativa a atenção do telespectador, além de misturar temas muito presentes do cotidiano e noticiário das pessoas. Tudo isso, combinado com um excelente time de diretores, ganha o protagonismo necessário para fazer a série crescer e amadurecer rapidamente.

Designated Survivor The Confession MENOR

Imagem: Tracking Board

Continua após a publicidade

O que me impressiona é que estamos apenas no terceiro episódio e tenho a sensação que estou assistindo Designated Survivor a bastante tempo, seja pela maneira na qual a narrativa estabilizou-se e os personagens conectaram-se instantaneamente com o telespectador. Não pense que isso é um demérito do roteiro e que o mesmo tenha inclusive forçado a trama a entrar em piloto automático, porque essa capacidade de emplacar suas histórias com tanta facilidade e inteligência desde o princípio é certamente uma virtude que merece ser pontuada e elogiada, bem porque, há algum tempo não tínhamos a oportunidade de assistir uma produção cujo desenvolvimento era tão rápido.

Mesmo não abordando nenhuma questão de política doméstica como fizeram em “The First Day” com a problemática envolvendo o governador de Michigan, o texto voltou suas atenções para a ameaça externa que o país enfrenta desde o ataque ao Capitólio. Começando com um ataque cibernético na Casa Branca, o que reforça o compromisso desta série com a verossimilhança, seguindo por uma dramatização quase que perfeita de todos os erros que um certo Presidente George W. Bush quando decidiu que seria uma boa ideia invadir o Iraque e começar mais uma guerra no Oriente Médio.

Quanto as investigações, acredito que esse núcleo começou a ficar interessante, felizmente, a partir de agora. Maggie Q continua extremamente apagada, mas tentando aparecer de alguma forma. Tal problema acontece pelo fato da atriz não ter nenhum parceiro de certa força que lhe dê apoio; sabemos que ela entregou um desempenho acima do esperado em Nikita pelo fato de ter Lyndsy Fonseca e/ou Shane West ao seu lado, e até mesmo em Stalker com a companhia de Dylan McDermott. Acredito que essa possível investida numa teoria da conspiração sobre esse deputado sobrevivente, fará essa parte da história decolar. 

Estou extremamente satisfeito pelo trabalho entregue até o momento. Sei que ainda faltam 19 episódios para atestar o nível de qualidade desta primeira temporada, bem porque, é uma longa jornada de altos e baixos e muitos aprendizados, até mesmo para um veterano como Kiefer Sutherland ou de uma showrunner tão completa como Amy Harris (de Wicked CityThe ComebackThe Carrie Diaries e entre outros).

[youtube] https://www.youtube.com/watch?v=gQptlcWXvjI [/youtube]

Avatar

Bernardo Vieira

Catarinense e estudante de direito. Escrevo sobre entretenimento desde 2010, mas comecei com política internacional depois da campanha americana de 2016. Adoro uma premiação e um debate político, mas sempre estou lendo ou assistindo algo interessante. Quer saber mais? Me pague um café e vamos conversar.

No comments

Add yours